O halterofilismo oferece muitas vantagens que a musculação, o powerlifting e as máquinas não oferecem. No entanto, a principal razão pela qual atletas não participam nesta modalidade prende-se com o medo de contrair lesões,. No entanto, este é um falso pressuposto.
Segurança e lesões no halterofilismo
Vários estudos demonstraram que o halterofilismo é a forma mais segura para a construção de resistência. Um estudo avaliou o prejuízo potencial e aspectos de segurança nos movimentos do halterofilismo, descobrindo que os mesmos são perfeitamente seguros [*1].
Outro aspecto que mantém muitas pessoas longe do halterofilismo é a suposta lesão fatal nas costas. Mais uma vez, este é um falso pressuposto propagado através da ignorância. Um estudo comparou o halterofilismo a um grupo normal de homens activos relativamente à incidência de dores nas costas. Apenas 23% dos praticantes de halterofilismo sentiram algum tipo de dor nas costas, em comparação com 31% dos homens normais activos [*2].
Outro estudo foi realizado de forma a calcular o número de lesões por cada 100 horas de treino. Novamente o halterofilismo saiu por cima. Na realidade, a taxa de lesões em halterofilistas foi inferior a metade de outras modalidades relacionadas com pesos [*3].
Competições de halterofilismo são altamente seguras, como futebol, basquetebol, futebol, etc, ou pelo menos não mais prejudiciais do que estes desportos referidos.
Efeitos no corpo humano
Outro benefício do halterofilismo é a quantidade de músculos recrutados. Os levantamentos envolvem basicamente todos os músculos do corpo humano e isso vai proporcionar grandes treinos. O halterofilismo também força a estabilidade dos músculos com o intuito de suportar a carga adicional. Para um praticante de halterofilismo, é possível cortar no tempo de treino, permitindo-lhe fazer em 45 minutos a 1 hora o que costumava fazer nas “rotinas tradicionais” de 1,5 horas ou mais!
Num estudo com 8 semanas onde os atletas estavam sujeitos a um programa de halterofilismo, os participantes baixaram a sua frequência cardíaca de repouso em 8%, a massa corporal magra aumentou 4%, observou-se o decréscimo de gordura em 6% e a pressão arterial sistólica diminuiu 4%. Não só o halterofilismo é seguro como também é bastante bom para estar em forma [*4].
Habilidade atlética
Outro importante benefício do halterofilismo é ensinar o organismo a usar todas as fibras musculares de uma só vez. Um estudo que durou 8 semanas mostrou a capacidade dos halterofilistas em aumentar o desempenho físico e a capacidade no salto vertical [*5].
Um outro estudo submeteu alguns atletas a vários tipos de movimentos, que foram comparados a um grupo que apenas efectuava exercícios para salto vertical. Após 8 semanas de treino, o grupo de halterofilistas tinha feito progressos significativos nos seus sprints de 10 metros [*6].
Do mesmo modo, um estudo com 15 semanas foi realizado utilizando jogadores de futebol submetendo um grupo a um programa de powerlifting e outro grupo de jogadores a um programa de halterofilismo. Após 15 semanas o grupo de halterofilistas foi o que teve melhor performance no salto vertical e no sprint de 40 metros. Claramente há benefícios atléticos devido à incorporação do halterofilismo num programa de treino normal e curiosamente halterofilistas também são conhecidos por desenvolver uma grande habilidade atlética.
Efeito na densidade mineral óssea
O halterofilismo pode também ajudar a prevenir a osteoporose. Quanto maior for a densidade mineral óssea (DMO), menor a chance de ocorrência da osteoporose. A densidade mineral óssea mede a densidade mineral, como o cálcio nos ossos. O cálcio está constantemente a ser adicionado e removido dos ossos. Quando é removido mais rapidamente do que é reposto, os nossos ossos tornam-se mais frágeis e mais susceptíveis a fracturas.
Um estudo envolvendo um grupo de halterofilistas júniores de elite, comparou o DMO, na parte inferior das costas e no fémur, com um grupo de homens normais na faixa etária dos 20 aos 39 anos. Neste estudo, o grupo de atletas teve uma vantagem significativamente maior [*7]. É conhecido que o stress causado pelo levantamento de pesos pode influenciar positivamente o DMO. Novamente, o halterofilismo tem a capacidade de desenvolver ossos fortes e saudáveis que são resistentes a fracturas.
Factor prazer
Um bom aspecto do halterofilismo olímpico é que os atletas desfrutam dos movimentos. Há quem desfrute da sensação da queda do peso ou da velocidade que leva para completar o movimento ou simplesmente pelo ganho de mais habilidades técnicas. Para a maioria das pessoas, há uma forte satisfação em superar as suas próprias marcas.
Estes são apenas alguns dos benefícios que uma pessoa pode vir a ter da sua participação no halterofilismo durante toda a sua vida. Participar no halterofilismo é uma experiência divertida e agradável que todos deviam experimentar.
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REFERÊNCIAS OU NOTAS:
[*1] – Stone, M. et. al., Injury potential and safety aspects of weightlifting movements, Strength and Conditioning Journal Vol. 16 – Issue 3, págs. 15-21, Junho 1994 (LINK)
[*2] – Granhed, H. & Morelli, B., Low back pain among retired wrestlers and heavyweight lifters, The American Journal of Sports Medicine 16(5):530-533, Janeiro 1988 (LINK)
[*3] – Hamill, B., Relative Safety of Weightlifting and Weight Training, The Journal of Strength and Conditioning Research, 8(1):53-57, Fevereiro 1994 (LINK)
[*4] – Stone, M. et. al., Cardiovascular Responses to Short-Term Olympic Style Weight-Training in Young Men, Canadian Journal of Applied Sport Sciences 8(3):134-9, Setembro 1983 (LINK)
[*5] – Tricoli, V. et. al., Short-Term Effects on Lower-Body Functional Power Development: Weightlifting Vs. Vertical Jump Training Programs, The Journal of Strength and Conditioning Research Vol. 19 – Issue 2, Maio 2005 (LINK)
[*6] – Hoffman, J. et. al., Comparison of Olympic Vs. Traditional Power Lifting Training Programs in Football Players,The Journal of Strength and Conditioning Research Vol. 18 – Issue 1, Fevereiro 2004 (LINK)
[*7] -Conroy, B. et. al., Bone Mineral Density in Elite Junior Olympic Weightlifters, Medicine & Science in Sports & Exercise Vol. 25 – Issue 10, Outubro 1993 (LINK)
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Fonte original: Olympic Weightlifting Resource
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