É habitual as pessoas com colesterol alto serem aconselhadas a limitar o seu consumo de ovos, na medida em que esses são bastante ricos em colesterol. No entanto, os estudos realizados demonstram que os ovos não perturbam os níveis de lípidos sanguíneos nem estão na origem de doenças cardio-vasculares. Antes pelo contrário, são ricos em vitaminas, oligoelementos, proteínas, etc.
Nutrição do ovo: Gema vs. Clara
É uma verdade: a gema do ovo está realmente cheia de colesterol. A subtileza encontra-se no facto de, tal como a maioria dos alimentos ricos em colesterol, ser igualmente uma rica fonte de nutrientes importantes, especialmente em vitaminas lipossolúveis e ácidos gordos essenciais.
Para terem uma noção, podem dar uma vista olhos à tabela seguinte, elaborada pelo site musculacao-pt, com base nos dados da USDA Nutrient Database for Standard Reference, Release 15.

Benefícios da gema
Como podemos ver na tabela anterior, a gema de ovo contém mais de 90% de cálcio, ferro, fósforo, zinco, tiamina, B6, ácido fólico e B12, e 89% de ácido pantotênico. Melhor ainda, a gema contém ainda 100% dos carotenóides, ácidos gordos essenciais, vitaminas A, E, D e K de que o nosso corpo precisa.
Por outro lado, a gema do ovo contém ómega-3 DHA (necessário para o bom funcionamento do cérebro e da retina dos olhos), e ómega-6, cujos benefícios se prendem, por exemplo, com o crescimento, a libido, pele e cabelo saudáveis, ou ainda no tratamento de lesões.
A gema do ovo e o colesterol
Continuamente, é-nos incutida a ideia de que comer alimentos ricos em colesterol, como o ovo, poderia aumentar os riscos de ataques cardíacos ou de Aterosclerose. Muitos desses avisos baseiam-se no facto das gemas dos ovos serem uma importante fonte dietética de colesterol. Mas se um ovo grande contém cerca de 200mg de colesterol e 5 gramas de gordura, convém referir que cerca de metade dessa gordura é gordura insaturada.
Cientistas da Universidade de Connecticut efectuaram um estudo em idosos e pessoas de meia-idade, cujos resultados demonstravam que, ao ingerir no mínimo 3 ovos por dia, os seus corpos criavam partículas de LDL e HDL (lipoproteínas de baixa e alta densidade) maiores do que aqueles que não tinham consumido ovos nenhuns [*1].
Essa conclusão é deveras importante, na medida em que outros estudos têm sugerido que LDL’s maiores têm menos propensão para penetrar as paredes arteriais e, consequentemente, contribuir para que a sua carga de colesterol as obstrua. Da mesma maneira, HDL maiores são mais robustos para transportar o colesterol fora da corrente sanguínea e até mesmo para fora do corpo.
Ainda assim, convém frisar que o consumo de gemas de ovo não é aconselhável para quem já tenha registado episódios de doenças do coração no passado [*2].
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REFERÊNCIAS OU NOTAS:
[*1] – Greene, C. et. al., Plasma LDL and HDL characteristics and carotenoid content are positively influenced by egg consumption in an elderly population, Nutrition & Metabolism 3:6, Janeiro 2006 (LINK)
[*2] – Spence, D. & Jenkins, D. & Davignon, J., Dietary cholesterol and egg yolks: Not for patients at risk of vascular disease, The Canadian Journal of Cardiology 26(9): e336–e339, Novembro 2010 (LINK)
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A vitamina C tem uma reputação antiga de estimulante e seria culpada por provocar insónias. No entanto, tal não se verifica. Nada nos permite afirmar que a vitamina C perturba a actividade cerebral enquanto se dorme.






















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Contém uma grande abundância de alimentos de origem vegetal (batatas, cereais, legumes, hortaliças, frutos secos e frescos). Também a farinha é de grande importância. Os alimentos ingeridos são frescos e da época, sem processamentos químicos.
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O argumento de quem defende esta tese é de que pouco mais fazemos de noite do que dormir ou estar sentados. Assim, não devemos ingerir hidratos de carbono porque não poderemos queimar essas calorias. Por esse motivo, elas acabarão por ser armazenadas na forma de gordura.
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