Archive for the ‘Emagrecimento’ Category

Hoodia gordonii – a forma natural de controlar o apetite?

11 de Janeiro de 2012

O que é a hoodia gordonii?

Trata-se de uma planta protegida que se desenvolve naturalmente na África do Sul e na Namíbia. A hoodia gordonii é considerada cactiforme, dada a sua semelhança com a família dos cactos, e nela se destacam os seus talos e as flores de cheiro forte.

Descoberta para os países ocidentais por um antropólogo holandês em 1937, é até hoje colhida apenas no seu ambiente original pelas tribos nativas e pelas poucas empresas que adquiriram os direitos de exploração da planta.

Ainda que desde a plantação até à colheita das suas flores tenham necessariamente de decorrer cerca de cinco anos, o potencial da hoodia gordonii para a supressão do apetite continua a ser tido como interessante e merecedor de mais pesquisa.

Para que serve a hoodia gordonii?

O seu uso como moderador do apetite (faz parte da fórmula do famoso Lipo 6 Hers), mas também para o tratamento da indigestão e de pequenas infecções, é famoso entre as populações indígenas da África Austral.

Particularmente influente na ideia ocidental de que a hoodia gordonii realmente controla o apetite é o facto de que essas populações a utilizam para suprimir o apetite ao longo de longas travessias pelo deserto do Kalahari.

Mas nem tudo da planta é relevante: segundo as empresas farmacológicas que detêm os direitos de exploração da hoodia gordonii, apenas um ingrediente nela presente está por detrás do efeito moderador de apetite: o P57, que tem sido isolado e utilizado para suplementação.

Estudos inconclusivos quanto ao efeito da hoodia gordonii

Nos últimos anos, a hoodia gordonii tem sido alvo de marketing como potenciadora de perda de peso e, por isso, tornou-se extremamente popular. Ainda assim, os estudos científicos apontam em diferentes sentidos, não sendo ainda discernível um traço conclusivo relativamente à planta.

Um teste feito com humanos deu conta de uma redução da alimentação ingerida, com uma consequente redução do peso corporal, por parte do grupo que ingeriu P57, enquanto que outro grupo, que ingeriu fenfluramina, sofreu também uma redução de peso mas um aumento de peso ao longo do mesmo período [*1].

A investigação laboratorial inclui um estudo em que o P57 foi injectado directamente nos cérebros de ratos. O autor do estudo verificou que o ingrediente foi facilmente suprimido pelo fígado, pelo que deverá ser necessário ingerir uma quantidade superior de P57 para que ele surta efeitos. Por outro lado, a injecção no cérebro difere grandemente da ingestão oral [*2].

Um estudo com galinhas permitiu observar que a ingestão de 300mg de hoodia gordonii reduziu o peso em 18% – uma variação não explicável pela quantidade de comida ingerida ou pela taxa de crescimento corporal, que se mantiveram inalterados [*3].

Outro estudo concluiu que a produção de ácido gástrico é reduzida pelo P57 – numa percentagem de 40% a 60% quando tomados 50mg/kg [*4].

Alternativas Prozis à Hoodia gordonii:


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REFERÊNCIAS OU NOTAS:
[*1] – Van Heerden, F. R. (2007), An appetite suppressant from Hoodia species, Phytochemistry vol. 68, 20, Outubro 2007, págs. 2545-2553 (LINK)
[*2] – MacLean, D. B. e Lu-Guang Luo (2004), Increased ATP content/production in the hypothalamus may be a signal for energy-sensing of satiety: studies of the anorectic mechanism of a plant steroidal glycoside, Brain Research, vol. 1020, 1–2, Setembro 2004, págs. 1-11 (LINK)
[*3] – Mohlapo, T. D. (2009), Effect of Hoodia gordonii meal supplementation at finisher stage on productivity and carcass characteristics of Ross 308 broiler chickens, Tropical Animal Health and Production, vol. 41, 7, pp. 1591-1596 (LINK)
[*4] – Hakkinen, J. et al (2004), Gastric Acid Secretion, patent register (LINK)


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Cremes redutores para eliminar a gordura

29 de Dezembro de 2011

O que são cremes ou géis redutores?

Os cremes ou géis redutores são produtos que possuem na sua composição uma combinação de ingredientes que penetram a camada da pele e ajudam a queimar a gordura acumulada no abdómen, coxas e nádegas. Alguns cremes são reforçados com activos vegetais e reafirmantes que lhe proporcionam propriedades hidratantes, fazendo com que sejam ideais para combater a celulite e as estrias.

A forma de actuar dos cremes redutores de gordura é simples: eles aumentam a vasodilatação, fazendo com que os vasos sanguíneos dilatem e se aproximem mais da superfície da pele. Isto promove a eliminação de gordura nos depósitos mais inacessíveis, originando a entrada da gordura na corrente sanguínea para ser mais rapidamente eliminada.

Qual é a ciência por detrás dos cremes redutores?

Nem todos se convencem dos efeitos dos cremes redutores,… o que é compreensível. Normalmente desconfiamos de todos os produtos que prometem resultados fantásticos sem ter de fazer nenhum esforço. Contudo, esse não é o caso dos cremes redutores de qualidade.

Vários estudos científicos demonstram o efeito redutor, reafirmante e hidratante deste tipo de cremes e géis. É o caso de um estudo publicado na Obesity Research, em que o grupo das mulheres que experimentou um creme redutor obteve resultados mesmo sem ter feito qualquer treino ou seguido um regime de dieta especial [*1].

Um estudo de 2007 testou um creme redutor de gordura em homens e mulheres que seguiam simultaneamente uma dieta de restrição calórica. No final do estudo que durou 12 semanas, tanto homens como mulheres registaram uma redução no tamanho da cintura devido à utilização do creme. No entanto, foram as mulheres que apresentaram melhores resultados. Aquelas que colocaram o creme apresentaram uma redução média da cintura de 11 centímetros. A redução média das mulheres que não usaram nenhum creme ficou-se pelos 5 cm [*2].

Cremes redutores – efeitos secundários e avisos

Dependendo da sensibilidade de cada um, poderão aparecer manchas vermelhas, sensação de calor e picadelas na(s) área(s) onde o gel foi aplicado. Essas sensações são fisiologicamente normais e devem-se à acção das moléculas.

Deve evitar o contacto do creme com os olhos e mucosas e lavar sempre as mãos após o uso. Naturalmente, como acontece com qualquer produto do género, não deve engolir nem deixar ao alcance de crianças.

Cremes redutores disponíveis na Prozis

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REFERÊNCIAS OU NOTAS:
[*1] – Greenway, F. & Bray, G. & Heber, D., Topical fat reduction, Obesity Research 3 Suppl 4:561S-568S, Novembro 2005 (LINK)
[*2] – Caruso, M. et. al., Topical fat reduction from the waist, Diabetes Obes Metab 9(3):300-3, Maio 2007 (LINK)


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Como perder os quilos ganhos no Verão

12 de Setembro de 2011

Se não foste capaz de resistir aos excessos do Verão e voltaste a engordar os quilos que havias queimado antes das férias não desesperes, temos a solução para ti.

Antes de mais, deves ter em conta que a selecção de alimentos que apresentaremos é vocacionada para pessoas completamente sãs. Se tens algum tipo de carência, como falta de ferro, ou padeces de alguma doença, consulta o teu médico para que ele te recomende a melhor dieta adaptada ao teu organismo.

É claro que isto dependerá do metabolismo de cada qual, bem como do seu peso inicial, mas será possível perder entre três e cinco quilos com a dieta que vamos apresentar, uma dieta que se deverá realizar apenas durante 15 dias. Eis os alimentos que te ajudarão a perder peso:

- Água, chá e infusões. Estão completamente proibidos o álcool e os refrigerantes.

- Alcachofra, um alimento muito bom para o sistema circulatório e para o coração, bem como rico em fibra.

- Chá verde, por ter propriedades saciantes, por acelerar o metabolismo e ajudar a reduzir a gordura corporal.

- Arroz integral, porque ajuda a eliminar toxinas.

- Courgettes, que são ricas em fibra.

- Cebola é boa para a retenção de líquidos, a constipação e os gases, bem como para eliminar toxinas.

- Espargos são ricos em fibra e muito diuréticos.

- Ananás contém muita fibra, o que o torna saciante.

A dieta que recomendamos para perderes os quilos a mais é a seguinte:

TODOS OS DIAS

Pequeno-almoço: meio copo de sumo de laranja, café com leite desnatado e uma fatia de pão integral.

A meio da manhã: Ananás natural ou uma maçã.

A meio da tarde: Um iogurte desnatado.

SEGUNDA-FEIRA

Almoço: Linguado com aspargos e batatas ao vapor.
Jantar: Courgettes gratinadas com queijo.

TERÇA-FEIRA

Almoço: Carne com cogumelos – 120 gramas de vitela, 150 gramas de cogumelos, meia cebola, sal, óleo e pimenta
Jantar: Omelete de courgettes e beringela

QUARTA-FEIRA

Almoço: Salada de agrião e pescada cozida.
Jantar: Creme de aspargos e filetes de peru grelhadas.

QUINTA-FEIRA

Almoço: Puré de lentilhas, cebola e abóbora. Peite de frango grelhado
Jantar: Sopa fria de tomate e 150 gramas de atum.

SEXTA-FEIRA

Almoço: Duas alcachofras cozidas, batata cozida e chá verde.
Jantar: 200 gramas de couve-flor cozidos com queijo baixo em gordura.

SÁBADO

Almoço: Salada de agrião com pepino e queijo fresco. Carne com legumes.
Jantar: Creme de alho-porro e aspargos. Pescada com legumes cozidos a vapor.

DOMINGO

Almoço: 70 gramas de arroz e 125 gramas de camarões grelhados
Jantar: Sopa de cebola, salada de alface, tomate e chá verde.



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Chá verde para emagrecer

16 de Junho de 2011

Usado há cerca de 4000 anos pelos chineses, o chá verde, por ser rico em antioxidantes (flavonóides e vitamina C), é em vários modos benéfico para a saúde: reforça o sistema imunitário, ajuda a prevenir o envelhecimento precoce, AVC’s [*1], combate gripes, constipações e alguns tipos de cancro [*2]. Também está provado que melhora a densidade óssea [*3], [*4] e reduz a apneia do sono obstrutiva [*5], uma condição médica que impede a pessoa de ter uma boa noite de descanso, prejudicando a sua cognição.

Chá verde ajuda a perder peso

O chá verde possui um efeito termogénico no organismo, ou seja, ajuda-o a gastar mais energia, estimulando o seu metabolismo, o que leva à perda de peso (desde que a pessoa tenha alguns cuidados com a sua alimentação, claro está!).

Confirmação científica

Uma dose reduzida de galato de epigalactocatequina (EGCG) de chá verde foi associada ao aumento da oxidação de gordura em 33%, revelaram os resultados de um estudo publicado em 2010 no European Journal of Clinical Nutrition [*6].

Este estudo piloto revela, pela primeira vez, evidência de que uma catequina do chá verde, a EGCG, pode aumentar a oxidação lipídica em homens obesos, pelo menos até 2h depois da ingestão da refeição. Dentro desta fase pós-prandial, o EGCG é equipotente à cafeína no que respeita a oxidação lipídica”, explicaram os investigadores.

Um outro estudo mostrou que o consumo de chá verde favorece a “redistribuição” da gordura corporal, diminuindo aquela que se concentra na barriga – o tecido adiposo subcutâneo [*7].

A acumulação de gordura no abdómen aumenta o risco de desenvolver hipertensão, dislipidemia, resistência à insulina e intolerância à glicose. Juntos, estes sintomas constituem a síndrome metabólica, reconhecida pela comunidade científica e médica como promotora de doenças cardiovasculares, diabetes, asma e alguns tipos de cancro.

Este estudo enaltece a importância do chá verde para a redução da gordura abdominal. Mais estudos poderiam ser referidos para sustentar a tese de que o chá verde ajuda a emagrecer [*8], [*9].

Cuidados e recomendações

Devido ao seu teor em teína (estimulante similar à cafeína), pessoas que tenham hipertensão arterial deverão consumi-lo com moderação, pois o exagero poderá contribuir para o aumento da tensão arterial. Também deverá ser evitado por pessoas que tenham gastrite ou úlceras gástricas. Nestes casos poderão substitui-lo pelo chá verde desteínado, ao qual foi retirada a teína.

Para não perder as suas propriedades benéficas, não deve ser fervido. Antes, deve-se colocar uma saqueta numa chávena de água a ferver e deixá-la em infusão durante cerca de 5 minutos. Pode ser bebido quente ou frio, de preferência sem ser adoçado, ou então com um pouco de mel ou frutose.

Pode associar-se à menta, à ginkgo biloba, ao limão ou ao ginseng, de modo a potenciar o seu efeito.
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REFERÊNCIAS OU NOTAS:
[*1] - Arab, L. & Liu, W. & Elashoff, D., Green and Black Tea Consumption and Risk of Stroke, Stroke 40:1786-1792, Fevereiro 2009 (LINK)
[*2] - Ide, R. et. al., A Prospective Study of Green Tea Consumption and Oral Cancer Incidence in Japan, Annals of Epidemiology Vol. 17:10, págs. 821-826, Outubro 2007 (LINK)
[*3] - Verona, M. & Helen, M. & Khaw, KT., Tea drinking and bone mineral density in older women, American Journal of Clinical Nutrition, Vol. 71, Nº 4, págs. 1003-1007, Abril 2000 (LINK)
[*4] - Devine, A. et. al., Tea drinking is associated with benefits on bone density in older women, American Journal of Clinical Nutrition, Vol. 86, Nº 4, págs. 1243-1247, Outubro 2007 (LINK)
[*5] - Burckhardt, I. et. al., Green Tea Catechin Polyphenols Attenuate Behavioral and Oxidative Responses to Intermittent Hypoxia, American Journal of Respiratory and Critical Care Medicine Vol. 177. págs. 1135-1141, 2008 (LINK)
[*6] - Thielecke, F. et. al., Epigallocatechin-3-gallate and postprandial fat oxidation in overweight/obese male volunteers: a pilot study, European Journal of Clinical Nutrition 64, 704-713, Julho 2010 (LINK)
[*7] - Wang, H. et. al., Effects of Catechin Enriched Green Tea on Body Composition, Obesity 18:4, págs. 773–779, 2010 (LINK)
[*8] - Zheng, G. et. al., Anti-obesity effects of three major components of green tea, catechins, caffeine and theanine, in mice, In Vivo 18(1):55-62, Janeiro-Fevereiro 2004 (LINK)
[*9] - Maki, K. et. al., Green Tea Catechin Consumption Enhances Exercise-Induced Abdominal Fat Loss in Overweight and Obese Adults, The Journal of Nutrition Vol. 139 Nº 2 264-270, Fevereiro 2009 (LINK)


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“Como evitar recuperar o peso que perdi?”

29 de Novembro de 2010

É uma das questões mais recorrentes, dizem médicos, nutricionistas e endocrinologistas. A maior parte da informação disponível indica que, no que diz respeito a exercício, quanto mais, melhor. Aceite a ideia de que a actividade física é necessária para o sucesso da manutenção do peso, ainda não está estabelecida a quantidade/ frequência necessária para mantê- lo depois de uma perda de peso acentuada.

As recomendações de 1995 do Centers for Disease Control / American College of Sports Medicine (CDC/ACSM) propõem 30 minutos de actividade física, moderada a intensa, directivas criadas a pensar na promoção da saúde e prevenção de doença, mas reconhecidas também para o controlo de peso [*1]. Segundo o relatório de 2001, estas recomendações já estavam aquém do necessário [*2].

Actualmente, os dados mais recentes do ACSM sugerem o seguinte [*3]:

- Exercício físico de intensidade moderada entre 150 a 250 minutos/semana é eficaz na prevenção de ganho de peso. No entanto, apenas providenciará uma modesta perda de peso;

- Exercício físico de intensidade moderada superior a 250 minutos/semana resultará numa perda de peso significativa;

- De maneira a manter o peso controlado, a actividade física praticada deve ser superior a 150 minutos/semana.

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REFERÊNCIAS OU NOTAS:
[*1] - Physical Activity and Public Health – A Recommendation from the Centers for Disease Control and Prevention and the American College of Sports Medicine, JAMA 273:402-407, 1995 (LINK)
[*2]Appropriate Intervention Strategies for Weight Loss and Prevention of Weight Regain for Adults, American College of Sports Medicine Position Stand (2001) [Disponível para download neste link]
[*3]Appropriate Physical Activity Intervention Strategies for Weight Loss and Prevention of Weight Regain for Adults, Medicine & Science in Sports & Exercise Vol. 41:2, págs. 459-471, Fevereiro 2009 (LINK)


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Qual o melhor treino para perder peso?

19 de Novembro de 2010
Qual a quantidade de actividade física que precisamos para manter ou perder o peso? Que tipo de exercício faz perder mais quilos? Especialistas norte-americanos avaliaram estudos e dizem-nos que factores têm mais impacto na eterna batalha com a balança.

Todos os estudos analisados pelo Physical Activity Guidelines Advisory Committee Report estabelecem uma clara ligação entre actividade física e perda de peso [*1]. Os treinos de resistência são os menos eficazes, resultando numa perda de menos de 1 kg de peso. Com base no relatório, manter uma actividade física entre 13 a 26 MET-horas [*2] por semana resulta numa perda de peso moderada de 1% a 3%.

Treze MET-horas por semana equivale a uma caminhada de 6,4 km/hora a um ritmo de 150 minutos por semana ou jogging a 9,6 km/hora, a um ritmo de 75 minutos, por semana. Mas para perdas de peso mais significativas (isto é, uma diminuição do peso corporal maior que 5%) não se dispensa uma intervenção nutricional.

TREINO DE ENDURANCE

Os autores citam quatros estudos significativos, com perdas de peso de entre 1 a 3 kg, correspondentes na maior parte dos casos a uma alteração inferior a 3% no peso corporal. Mas a relação é clara: as pessoas que fazem mais actividade física (endurance) conseguem as maiores perdas de peso, entre de 4 a 6% (as últimas associadas a um gasto de energia de 668 Kcal por sessão, cinco dias por semana).

TREINO DE RESISTÊNCIA

Foi feita a revisão de 10 estudos que examinaram o impacto desta forma de exercício na mudança do peso corporal. Todos eles revelaram uma redução mínima (menos de 1 kg) ou uma mudança pouco significativa no peso do corpo. Uma possível explicação é que o treino de resistência promove o aumento da massa magra, que resulta numa redução da percentagem de massa gorda corporal, mas não altera o peso.

TREINO DE RESISTÊNCIA + ENDURANCE

Cinco estudos existentes na base de dados da Physical Activity Guidelines for Americans reflectem o impacto da combinação do treino de endurance e resistência na mudança de peso corporal. Quatro deles não conduziram a perdas de peso, e apenas um deles – o único que incluiu um grupo de controlo – se mostrou eficaz para objectivos de emagrecimento.

Uma possível limitação destes estudos foi a curta duração (8 a 10 semanas), o que é considerado um período muito reduzido para alterar significativamente o peso do corpo. Em geral, e de acordo com o relatório, a participação regular em actividades físicas moderada a vigorosa permite a manutenção do peso a longo prazo. Para uma perda relevante de peso (superior a 5% ou superior do peso do corpo), são essenciais alguns ajustes na dieta.

A FORÇA DA DIETA

Emagrecer só com exercício é possível, mas é mais eficaz com uma restrição calórica. Só a actividade física é geralmente insuficiente para exibir um resultado clínico significativo (mais de 5% do peso total) de perda de peso. O recurso a uma dieta restritiva diminui efectivamente o peso, mais do que apenas a estabilidade do peso corporal com a actividade física (Ver também: 7 Dicas para emagrecer).

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REFERÊNCIAS OU NOTAS:
[*1] - Physical Activity Guidelines Advisory Committee Report, Washington, DC: U.S. Department of Health and Human Services, págs. 263-299 (2008) [Relatório disponível para download através deste link]
[*2] – MET (“Metabolic Equivalent”) é uma medida que permite quantificar a intensidade do exercício que consiste num equivalente metabólico relativo ao repouso. Um exemplo simples: se uma caminhada, por exemplo, apresenta um MET de 2 a 3, significa que essa actividade implica um metabolismo 2 a 3 vezes maior do que quando se encontra em repouso.


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Emagreça e proteja o seu organismo com açafroa

3 de Setembro de 2010

A açafroa é uma planta pertencente à família asterácea, parecida ao açafrão. Faz parte da medicina chinesa há milhares de anos e tem sido utilizada para tratar febres, gripes, constipações, desordens menstruais e dores nas articulações.

De acordo com a medicina chinesa [*1], a açafroa regula o sangue, revigorando-o e dissolvendo os coágulos. A literatura medicinal chinesa também revela que a açafroa é usada nas crianças com sarampo e erupções cutâneas.

A validade científica da açafroa

Um estudo realizado com animais de laboratório, publicado em Janeiro de 2010, mostrou que o óleo de açafroa possui propriedades anti-cancerígenas, impedindo os tumores de se desenvolverem [*2].

O óleo de açafroa também tem a capacidade de reduzir os níveis do mau colesterol, tornando-o útil na prevenção de doenças do coração [*3].

Em 2002, um grupo de cientistas asiáticos conduziu uma investigação no sentido de verificar se a açafroa é útil no tratamento de doenças dos ossos. Os estudos preliminares indicaram que o óleo de açafrão impede a reabsorção óssea (perda de densidade óssea) [*4], [*5].

Útil na luta contra os radicais livres

Um estudo publicado em 2002 identificou a açafroa como a fonte de vários flavonóides com forte actividade antioxidante. Os flavonóides reduzem a inflamação e ajudam o organismo a proteger-se contra a acção dos radicais livres, moléculas instáveis que causam a morte das células. Por exemplo, a quercetina é um dos poderosos antioxidantes presentes na açafroa [*6].

Açafroa ajuda na eliminação de gordura

Um estudo muito recente (Setembro de 2009) conduzido por investigadores da universidade de Ohio, nos Estados Unidos da América, mostrou que o óleo da açafroa bloqueia as hormonas da gordura da barriga e pode reduzir a massa gorda mesmo sem a prática de exercício físico.

Os investigadores compararam os efeitos de dois suplementos: óleo de açafroa e o conhecido CLA. Ambos são constituídos por ácidos graxos poliinsaturados, aquilo a que chamamos “gorduras essenciais”. Estas gorduras, quando consumidas nas quantidades diárias recomendadas, trazem grandes benefícios para a saúde.

No final do estudo, que durou 16 semanas, as mulheres que consumiram suplemento de açafroa registaram uma redução de gordura na barriga. Além disso, também diminuíram os níveis de açúcar no sangue e aumentaram o tecido muscular [*7], [*8].
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REFERÊNCIAS OU NOTAS:
[*1] – Reid, Daniel, Chinese Herbal Medicine, Boston, MA: Shambhala, 1996
[*2] – Shi, X. et. al., [Anti-tumor activity of safflower polysaccharide (SPS) and effect on cytotoxicity of CTL cells, NK cells of T739 lung cancer in mice], Zhongguo Zhong Yao Za Zhi 35(2):215-8, Janeiro 2010 (LINK)
[*3] – Alfin-Slater, R. & Jordan, P., The Effect of Safflower Oil on the Nature of Serum Cholesterol Esters , The American Journal of Clinical Nutrition Vol. 8, págs. 325-326, 1960 (LINK)
[*4] – Hong, H. et. al., Inhibitory effect of a Korean traditional medicine, Honghwain-Jahage (water extracts of Carthamus tinctorius L. seed and Hominis placenta) on interleukin-1-mediated bone resorption, Journal of Ethnopharmacology 79(2):143-8, Fevereiro 2002 (LINK)
[*5] – Yuk, T. et. al., Inhibitory effect of Carthamus tinctorius L. seed extracts on bone resorption mediated by tyrosine kinase, COX-2 (cyclooxygenase) and PG (prostaglandin) E2, American Journal of Chinese Medicine 30(1):95-108, 2002 (LINK)
[*6] – Lee, J. et. al., Antioxidative flavonoids from leaves of Carthamus tinctorius, Archives of Pharmacal Research 25(3):313-9, Junho 2002 (LINK)
[*7] – Norris, L. et. al., Comparison of dietary conjugated linoleic acid with safflower oil on body composition in obese postmenopausal women with type 2 diabetes mellitus, The American Journal of Clinical Nutrition 90: 468-476, Junho 2009 (LINK)
[*8]Two dietary oils, two sets of benefits for older women with diabetes, Ohio State University Press Release (LINK)


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Como compensar os excessos das férias

1 de Setembro de 2010

Por esta altura, as férias já acabaram para a maioria das pessoas. Este período é especialmente prazeroso porque se quebra com a rotina do dia-a-dia. É, normalmente, uma altura em que não existem horários rígidos, quer para deitar e levantar como para comer.

Precisamente por ser uma altura livre de regras e horários, muitas pessoas acabam cometendo alguns deslizes na alimentação. Resultado? 2 a 5 kg a mais. Para voltar à forma pré-férias, há que voltar aos velhos hábitos de alimentação e de treino. Além disso, existem outros conselhos que deve seguir para perder mais rapidamente os quilos extra ganhos nas férias.

1) Uma parte do peso extra pode dever-se à retenção de líquidos.

Se comeu demasiado (e mal) durante as férias, é natural que o seu corpo tenha retido alguns líquidos. Beber água ajuda bastante na diminuição da retenção de líquidos (2 litros/dia). Consuma alimentos com efeito diurético (como abacaxi, melancia, maracujás, morangos e coentros) e evite alimentos ricos em sódio que, ao contrário dos diuréticos, promovem a retenção de líquidos no organismo. Este nutriente encontra-se em alimentos como salsichas, mortadela e linguiça.

Existem suplementos que promovem a eliminação dos líquidos retidos pelo organismo, sendo uma boa aposta nesta fase:

2) É importante eliminar as toxinas acumuladas no organismo.

Durante toda a vida, o nosso fígado trava uma dura luta com as várias toxinas absorvidas através da água e dos alimentos e que se acumulam no corpo humano. As toxinas também são provenientes de resíduos de alimentos não digeridos. Logo, se durante as férias descuidou a sua alimentação, mais toxinas acumulou. Para além de serem prejudiciais à saúde, é peso que está a mais.

Existem produtos especificamente concebidos para auxiliar o organismo a eliminar as toxinas acumuladas:

3) Coma 5 ou 6 vezes ao dia, de 3 em 3 horas sensivelmente.

Isto faz com que o metabolismo acelere, uma vez que está sempre a trabalhar, o que permite queimar mais gordura. Não menospreze o pequeno-almoço (pão ou cereais integrais e fruta). A melhor opção para o lanche é a fruta ou então um suplemento de proteína.

4) Evite os alimentos com alto teor calórico proveniente das gorduras.

O excesso de gordura, aquela que não é utilizada como energia, tende a ser armazenada como reserva em certas regiões do corpo, aumentando a gordura localizada. O excesso de açúcar e de hidratos de carbono também tende a acumular (daí ser importante praticar exercício físico, especialmente cardio).

5) Volte a praticar exercício físico.

Este ponto vem em 5º mas é um dos principais para voltar à forma de antigamente. Combine treino de musculação com cardio, descansando 2 vezes por semana.

O que não deve fazer

O primeiro instinto de muita gente deve ser ir correr na passadeira ou pedalar na bicicleta o dobro ou triplo do tempo do que o habitual. Pois bem, se o fizer arrisca-se a perder músculo, que é precisamente o que você não quer neste momento.

Por outro lado, passar mais tempo nos equipamentos de cardio significa que despende menos tempo nas máquinas de musculação, algo essencial para voltar à forma de antigamente.

Aliados na luta contra o excesso de peso

Um bom aliado na eliminação da gordura em excesso são os suplementos termogénicos. Um termogénico aumenta o metabolismo, fazendo com que a gordura corporal seja queimada mais rapidamente:

Uma outra opção é o recurso à L-carnitina ou ao CLA, suplementos que utilizam a gordura como fonte de energia, queimando-a (Leia também o artigo Principais produtos para emagrecer):



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Termogénicos – a solução para eliminar gordura rapidamente

31 de Agosto de 2010
O que é um termogénico?

Um termogénico (também chamado de queimador de gordura) é um tipo de suplemento que aumenta o metabolismo, fazendo com que a gordura corporal seja queimada mais facilmente, mesmo se não praticar exercício físico.

Como funciona um termogénico?

O processo conhecido como “termogénese” consiste na produção de calor pelo nosso organismo devido a um aumento do metabolismo (conjunto de transformações que as substâncias químicas sofrem no interior dos organismos vivos). Qualquer processo metabólico necessita de energia, energia essa proveniente dos alimentos na forma de calorias (unidade de medida do calor).

Os suplementos termogénicos promovem um aumento da temperatura corporal e do consumo de energia por parte das células. Como? Estimulando os receptores beta-adrenérgicos das células, favorecendo, desta forma, um aumento da excitabilidade da célula. É este processo que faz com que a célula aumente o consumo de energia.

A nível dos adipócitos, esta estimulação dos receptores beta adrenérgicos favorece o aumento da lipolise, incrementando com isto a libertação dos ácidos gordos para a corrente sanguínea. Estes ácidos serão posteriormente utilizados pelas outras células como fonte de energia. Nas células musculares, a estimulação beta- adrenérgica aumenta a oxidação das gorduras na mitocondria.

Benefícios dos termogénicos

Como já foi referido, o termogénico actua mesmo quando não há prática de qualquer actividade física. No entanto, se aliar o seu consumo ao exercício físico, irá obter grandes resultados. O seu organismo utilizará as gorduras como combustível para a actividade física, queimando, desta forma, mais energia.

Considerações finais

Uma vez que estimulam o metabolismo e aumentam a temperatura corporal, os termogénicos não devem ser consumidos por indivíduos com doenças cardíacas ou hipertensão arterial. Também nunca os deve tomar à noite, pois podem perturbar o sono.

Termogénicos Prozis:



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Nutrição em Destaque (Junho 2010) – Nutrição

13 de Julho de 2010

Nutrição em Destaque é a crónica mensal do Logon onde são destacados os estudos mais significativos publicados nos jornais científicos dedicados à Nutrição Desportiva e Ciências do Desporto.

Estes são os destaques de Junho de 2010 na área da Nutrição:
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1) Apresentamos o resveratrol, o suplemento que o ajudará a perder peso.

O resveratrol é um dos 200 polifenóis do vinho. As suas propriedades anti-obesidade foram mais uma vez demonstradas. Uma equipa de investigadores avaliou os efeitos da suplementação diária com resveratrol no peso, metabolismo e consumo de energia em seis lémures. Segundo Fabienne Aujard, coordenador do estudo, “os lémures cuja dieta incluía resveratrol diminuíram o seu consumo de energia (calorias) em 13% e a sua taxa metabólica de repouso em 29%“.

Os cientistas demonstraram que a suplementação com resveratrol durante 4 semanas provoca uma diminuição na quantidade de calorias ingerida e uma redução na massa corporal. De acordo com Fabienne, “estes resultados fornecem nova informação a respeito dos potenciais efeitos do resveratrol no metabolismo de energia e no controlo da massa corporal“.

Num outro estudo também publicado no mês passado, os investigadores mostraram que o consumo de resveratrol beneficia a circulação sanguínea no cérebro.

*Dal-Pan, A. & Blanc, S. & Aujard, F., Resveratrol suppresses body mass gain in a seasonal non-human primate model of obesity, BMC Physiology 10:11, Junho 2010 (LINK)
*Kennedy, D. et. al, Effects of resveratrol on cerebral blood flow variables and cognitive performance in humans: a double-blind, placebo-controlled, crossover investigation, The American Journal of Clinical Nutrition 91: 1590-1597, Junho 2010 (LINK)
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2) A cafeína pode valer-lhe a medalha de ouro.

O investigador Rob James teve uma declaração interessante: “O pequeno aumento da performance através da cafeína pode significar a diferença entre o outro olímpico e a medalha de prata“. O cientista teve esta afirmação depois da sua equipa ter mostrado, uma vez mais, que o consumo de cafeína aumenta o desempenho dos músculos e a resistência física.

A actividade muscular está dividida em duas categorias: a máxima, na qual os músculos são puxados ao limite (como no sprint ou no levantamento de peso), e a sub-máxima, que cobre o resto das actividades (caminhar, subir escadas, etc). O estudo liderado por Rob James mostrou que a cafeína produz efeitos de aumento de capacidade física em ambas as categorias. Foi a primeira vez que foi demonstrado que a cafeína também aumenta a performance em actividades ligeiras e de baixa intensidade.

*Olympic Gold? A New Effect of Caffeine Boosts Performance, ScienceDaily, Junho 2010 (LINK)
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3) Ómega-3 é eficaz no tratamento da depressão.

Os suplementos de ómega-3 são eficazes no tratamento da depressão em pacientes que não foram de ansiedade“. A boa notícia vem do Canadá. Uma equipa de cientistas descobriu que dar suplementos de ómega-3 a indivíduos que sofram de depressão e que não apresentem desordens a nível de ansiedade é uma excelente maneira de tratar esta condição mental.

O estudo reuniu 432 homens e mulheres. Durante 8 semanas, metade dos voluntários consumiu 3 cápsulas de ómega-3 por dia enquanto que a outra metade consumiu um placebo feito à base de óleo de girassol. O consumo total ómega-3 por dia consistiu em 1050mg de EPA e 150mg de DHA. Esta dose mostrou-se eficaz no tratamento da depressão.

Um outro estudo mostrou que o consumo de peixes gordos (ricos em ómega-3) está associado a uma menor incidência de casos de indivíduos com insuficiência cardíaca.

*Lespérance, F. et. al., The Efficacy of Omega-3 Supplementation for Major Depression: A Randomized Controlled Trial, Journal of Clinical Psychiatry 10.4088/JCP.10m05966blu, Junho 2010 (LINK)

*Levitan, B. &, Wolk, A. & Mittleman, M., Fatty fish, marine ω-3 fatty acids and incidence of heart failure, European Journal of Clinical Nutrition 64, 587–594, Março 2010 (LINK)

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4) Vitamina D = Estilo de vida saudável.

De acordo com um novo estudo, a deficiência de vitamina D é uma das principais causas da diabetes tipo 2 e pode estar associada a um pobre controlo dos níveis de açúcar no sangue. Um grupo de investigadores reviu o registo médico de 124 pacientes com diabetes tipo 2 que receberam tratamento entre 2003 e 2008. Os pacientes tiveram os seus níveis de vitamina D analisados como parte do seu acompanhamento clínico, o que possibilitou aos cientistas estabelecerem uma ligação entre o consumo desta vitamina e a doença. Os cientistas registaram que 91% dos pacientes apresentava deficiência de vitamina D.

Outros dois estudos, apresentados em Roma no Congresso Anual da Liga Europeia Contra o Reumatismo, ditavam que a deficiência de vitamina D é comum em pacientes que sofrem de doenças reumáticas, entre as quais osteoporose, fibromialgia e a raquialgia.

(Nota Prozis: A vitamina D parece ser, à partida, a vitamina mais fácil de consumir nos níveis recomendados, uma vez que é produzida pelo organismo quando este está exposto ao sol. No entanto, verifica-se que isso não é assim. Como tal, é aconselhado o consumo de suplementos de vitamina D).

*Poor Control of Diabetes May Be Linked to Low Vitamin D, ScienceDaily, Junho 2010 (LINK)
*Vitamin D Deficiency Confirmed as Common Across a Range of Rheumatic Conditions, ScienceDaily, Junho 2010 (LINK)
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5) Cortar calorias é o tipo de dieta mais aconselhada para obesos.

Segundo um novo estudo realizado com mulheres obesas, a dieta mais aconselhada para perder peso é aquela que corta com as calorias e não a que corta com as gorduras. É normal o médico recomendar a uma pessoa obesa um corte na quantidade de gorduras ingeridas, mantendo, ainda assim, o número de calorias que a pessoa ingere. Esta investigação mostrou que esse não é o método mais eficaz para perder peso.

O estudo, que durou 12 semanas, mostrou que as mulheres que apresentam resistência à insulina, uma condição que conduz à diabetes tipo 2, perdem mais peso numa dieta que diminua o número habitual de calorias ingeridas do que se apenas cortarem na quantidade de gordura. “As pessoas com resistência à insulina metabolizam os hidratos de carbono de forma anormal, o que afecta o índice de perda de gordura”, afirmou o investigador Raymond Plodkowski.

*Cutting Carbs Is More Effective Than Low-Fat Diet for Insulin-Resistant Women, Study Finds, ScienceDaily, Junho 2010 (LINK)
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Outros destaques:

6) Chocolate preto reduz pressão arterial.

*Ried, K. et. al., Does chocolate reduce blood pressure? A meta-analysis, BMC Medicine 8:39, Junho 2010 (LINK)

7) Substituir o arroz branco pelo arroz castanho ou outros grãos pode reduzir o risco da diabetes.

*Sun, Q. et. al., White Rice, Brown Rice, and Risk of Type 2 Diabetes in US Men and Women, Archives of Internal Medicine 170(11):961-969, Junho 2010 (LINK)

8 ) Obesidade masculina ligada a baixos níveis de testosterona.

*Dhindsa, M. et. al., Testosterone concentrations in diabetic and non-diabetic obese men, Diabetes Care Vol. 33, Nº 6, págs. 1186-1192, Junho 2010 (LINK)

9) Dieta Mediterrânica (elevado consumo de peixe, fruta, legumes, nozes, azeite, cereais e baixo nível de gordura) faz bem ao funcionamento do coração.

*Dai, J. et. al., Mediterranean Dietary Pattern Is Associated With Improved Cardiac Autonomic Function Among Middle-Aged Men: A Twin Study, Circulation: Cardiovascular Quality and Outcomes 10.1161/CIRCOUTCOMES.109.905810, Junho 2010 (LINK)

10) Consumir pouca quantidade de carnes processadas e muita quantidade de aves domésticas e peixe pode reduzir risco de desenvolver cancro dos ovários.

*Kolahdooz, F. et. al., Meat, fish, and ovarian cancer risk: results from 2 Australian case-control studies, a systematic review, and meta-analysis, The American Journal of Clinical Nutrition 91: 1752-1763, Junho 2010 (LINK)

11) Mirtilo previne fibrose hepática.

*Wang, Y. et. al., Effects of blueberry on hepatic fibrosis and transcription factor Nrf2 in rats, World Journal of Gastroenterology 16(21): págs. 2657-2663, Junho 2010 (LINK)

12) Antioxidantes melhoram a condição de resistência à insulina.

*Well-Defined Quantity of Antioxidants in Diet Can Improve Insulin Resistance, Study Finds, ScienceDaily, Junho 2010 (LINK)

13) Substância presente nos brócolos trava avanço de células cancerígenas.

*Zou, X. , A Novel Mechanism of Indole-3-Carbinol Effects on Breast Carcinogenesis Involves Induction of Cdc25A Degradation, Cancer Prevention Research doi: 10.1158/1940-6207.CAPR-09-0213, Junho 2010 (LINK)

14) Níveis elevados de vitamina B6 e aminoácido metionina associados com menor risco de desenvolver cancro do pulmão.

*Johansson, M. et. al., Serum B Vitamin Levels and Risk of Lung Cancer, JAMA 303 (23): 2377-2385, Junho 2010 (LINK)

15) Polifenóis presentes no vinho tinto e no chá verde travam crescimento do cancro da próstata.

*Brizuela, L. et. al., The sphingosine kinase-1 survival pathway is a molecular target for the tumor-suppressive tea and wine polyphenols in prostate cancer, The FASEB Journal doi:10.1096/fj.10-160838, Junho 2010 (LINK)

16) Estudo mostra que consumo moderado de café e chá traz benefícios para o coração.

*Margot de Koning Gans, J. et. al., Tea and Coffee Consumption and Cardiovascular Morbidity and Mortality, Arteriosclerosis, Thrombosis, and Vascular Biology: Journal of the American Heart Association doi:10.1161/ATVBAHA.109.201939, Junho 2010 (LINK)


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