Nutrição em Destaque é a crónica mensal do Logon onde são destacados os estudos mais significativos publicados nos jornais científicos dedicados à Nutrição Desportiva e Ciências do Desporto.
Estes são os destaques de Junho de 2010 na área da Nutrição e exercício físico:
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1) Consumo de creatina retarda fadiga muscular e aumenta capacidade anaeróbica.
Mais duas excelentes novidade para os adeptos da creatina (quem não é?)! Dois novos estudos salientam a importância deste suplementos para todos aqueles que praticam desporto ou musculação e pretendem tirar o máximo partido destas actividades. Um dos estudos mostrou que os ciclistas que consumiram 3gr de creatina durante 28 dias aumentaram em 24% as reservas de creatina no músculo esquelético. Além disso, as reservas totais de fosfocreatina (responsável pela produção de energia) aumentaram 34%.
Estes factores traduziram-se no retardamento da fadiga nos atletas que consumiram a creatina. Todos os atletas tiveram de pedalar durante duas horas (a 60% do VO2máx), realizando sprints ocasionais (a 110% do VO2máx). Este protocolo de treino foi executado antes e depois da suplementação. A creatina revelou-se uma grande ajuda no aumento do desempenho aeróbico.
O outro estudo realizado mostrou benefícios da creatina a nível anaeróbico. O estudo mobilizou cinquenta atletas masculinos e femininos. No dia 1, os voluntários executaram um teste na passadeira de modo a determinar o volume máximo de oxigénio. Nos dias 2 e 3, os voluntários correram na passadeira a diferentes percentagens do VO2máx. Durante os 5 dias que se seguiram, os indivíduos colocados no grupo da creatina consumiram 4 doses diárias deste suplemento. Cada dose continha 5gr de creatina e 18g de dextrose. Os indivíduos do grupo do placebo apenas consumiram a dextrose. O teste dos 3 dias foi repetido.
Resultados: comparado com o grupo do placebo, os atletas que consumiram creatina registaram 23% maior capacidade de corrida anaeróbica. Os cientistas concluíram que os atletas que procurem melhorar as actividades intensas de curta duração devem consumir creatina.
*Hickner, R. et. al., Effect of 28 days of creatine ingestion on muscle metabolism and performance of a simulated cycling road race, Journal of the International Society of Sports Nutrition 7:26, Julho 2010 (LINK)
*Fukuda, D. et. al., The effects of creatine loading and gender on anaerobic running capacity, The Journal of Strength and Conditioning Research 24(7): 1826-1833, Julho 2010 (LINK)
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2) Cafeína aumenta força máxima e resistência muscular.
Um grupo de investigadores efectuou uma revisão da literatura científica publicada nos jornais científicos a respeito dos efeitos da cafeína na força voluntária máxima (FVM) e na resistência muscular. No total, foram revistos 34 estudos relevantes realizados entre 1939 e 2008. Estes foram algumas das conclusões mais significativas apontadas pelos cientistas:
- O efeito da cafeína no aumento da FVM faz-se sentir especialmente ao nível dos extensores do joelho;
- A resistência muscular aumenta com o consumo de cafeína (algo que já tínhamos referido anteriormente).
Concluindo: cafeína é um excelente suplemento para atletas que pratiquem desportos duros e que exijam um grande esforço físico. Ter uma boa ou má performance nos minutos finais da competição pode depender da escolha que faz ao nível dos suplementos.
*Warren, G. et. al., Effect of Caffeine Ingestion on Muscular Strength and Endurance: A Meta-Analysis, Medicine & Science in Sports & Exercise Vol. 42 – Issue 7 – págs. 1375-1387, Julho 2010 (LINK)
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3) Dietas com demasiado recurso a fast-food, fritos e comidas pronto-a-comer podem conduzir a perturbações neurológicas.
Depois de analisar os hábitos de alimentação de 1800 adolescentes, um grupo de investigadores descobriu que uma dieta que inclua demasiado fast-food, comidas que basta aquecer para comer e fritos, pode estar na base de uma perturbação neurobiológica conhecida como transtorno do deficit de atenção com hiperactividade. Os sintomas principais são a actividade motora excessiva e o deficit de atenção. De facto, neste estudo, os adolescentes que baseavam a sua dieta neste tipo de alimentos tinha o dobro da probabilidade de desenvolver esta síndrome, em comparação com os miúdos cuja alimentação estava baseada em vegetais, frutas e peixe.
Uma dieta repleta em vegetais, frutas e peixe tende a ser rica em ácidos gordos essenciais (ómega 3), fibras alimentares e ácido fólico, necessário para a formação de proteínas estruturais e da hemoglobina. Por sua vez, dietas à base de comidas aquecidas, fast-food e fritos são muito carregadas em gorduras saturadas e açúcares simples, uma vez que contêm muitos corantes e conservantes. Os autores do estudo chamam a atenção para a importância dos ácidos gordos essenciais ómega 3, indispensáveis para o funcionamento sadio do cérebro.
*Amber L. et. al., ADHD Is Associated With a ‘Western’ Dietary Pattern in Adolescents, Journal of Attention Disorders doi: 10.1177/1087054710365990 , Julho 2010 (LINK)
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4) Efeito anti-cancerígeno dos brócolos descoberto.
O Logon já tinha dado conta de 2 estudos recentes que mostravam que uma substância presente nos brócolos trava avanço de células cancerígenas (Ver “Outros destaques” AQUI e AQUI). Agora, o mecanismo que permite isso foi explicado.
O gene fosfatase e homólogo de tensina (PTEN) actua como um supressor de tumores cancerígenos. A sua inibição ou inactivação pode conduzir à proliferação das células cancerígenas. O sulfurane, uma substância química presente nos brócolos, interage com as células onde o gene PTEN não se encontra activo, reduzindo as probabilidades das células cancerígenas se desenvolverem.
Agora já sabe… da próxima vez, não coloque os brócolos no canto do prato.
*Maria H. et. al., The dietary isothiocyanate sulforaphane modulates gene expression and alternative gene splicing in a PTEN null preclinical murine model of prostate cancer, Molecular Cancer 9:189, Julho 2010 (LINK)
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Outros destaques:
5) Consumo de vitamina E associado a menor risco de demência.
*Elizabeth E. et. al., Dietary Antioxidants and Long-term Risk of Dementia, Archives of Neurology 67 (7): 819-825, Julho 2010 (LINK)
6) Diminuir a quantidade de sal na comida pode reduzir o risco de fatalidades cardiovasculares.
*Klaus, D. & Hoyer, J. & Middeke, M., Salt Restriction for the Prevention of Cardiovascular Disease, Deutsches Arzteblatt International 107 [26]: 457-62, Julho 2010 (LINK)
7) Deficiência de vitamina D pode provocar rigidez arterial.
*Dong, Y. et. al., A 16-Week Randomized Clinical Trial of 2000 International Units Daily Vitamin D3 Supplementation in Black Youth: 25-Hydroxyvitamin D, Adiposity, and Arterial Stiffness , The Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism doi:10.1210/jc.2010-0606, Julho 2010 (LINK)
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3) Ómega-3 é eficaz no tratamento da depressão.
4) Vitamina D = Estilo de vida saudável.
5) Cortar calorias é o tipo de dieta mais aconselhada para obesos.






1) Dormir menos de seis horas por noite aumenta probabilidade de morte prematura.
2) Maus hábitos de higiene dentária contribuem para o desenvolvimento de doenças cardíacas.
3) Vida sedentária aumenta probabilidade de morrer devido a doenças cardíacas.
4) É oficial: batidos de cereja diminuem dores musculares após provas de corrida de longa duração.
1) Velocidade do remate afectada pelos repetidos “sprints” exigidos aos praticantes de pólo aquático.
É prática comum de alguns clubes massajar os seus atletas antes das competições. Fazem-no com o intuito de estimular os músculos e, por conseguinte, aumentar o rendimento dos atletas. Um investigador decidiu verificar se as massagens antes da competição realmente aumentam o desempenho.
Entre outras coisas, os
4) Protector bucal não interfere negativamente com a respiração.
5) Para recuperar, nada melhor do que exercícios na piscina.
3) Chocolate preto – bom para o fígado e para o coração








Alguns estudos têm relacionado o consumo da soja ao combate ao cancro da mama e do colo-rectal. Isto deve-se ao facto de a soja possuir propriedades antioxidantes.

