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Nutrição em Destaque (Julho 2010) – Nutrição

17 de Agosto de 2010

Nutrição em Destaque é a crónica mensal do Logon onde são destacados os estudos mais significativos publicados nos jornais científicos dedicados à Nutrição Desportiva e Ciências do Desporto.

Estes são os destaques de Junho de 2010 na área da Nutrição e exercício físico:
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1) Consumo de creatina retarda fadiga muscular e aumenta capacidade anaeróbica.

Mais duas excelentes novidade para os adeptos da creatina (quem não é?)! Dois novos estudos salientam a importância deste suplementos para todos aqueles que praticam desporto ou musculação e pretendem tirar o máximo partido destas actividades. Um dos estudos mostrou que os ciclistas que consumiram 3gr de creatina durante 28 dias aumentaram em 24% as reservas de creatina no músculo esquelético. Além disso, as reservas totais de fosfocreatina (responsável pela produção de energia) aumentaram 34%.

Estes factores traduziram-se no retardamento da fadiga nos atletas que consumiram a creatina. Todos os atletas tiveram de pedalar durante duas horas (a 60% do VO2máx), realizando sprints ocasionais (a 110% do VO2máx). Este protocolo de treino foi executado antes e depois da suplementação. A creatina revelou-se uma grande ajuda no aumento do desempenho aeróbico.

O outro estudo realizado mostrou benefícios da creatina a nível anaeróbico. O estudo mobilizou cinquenta atletas masculinos e femininos. No dia 1, os voluntários executaram um teste na passadeira de modo a determinar o volume máximo de oxigénio. Nos dias 2 e 3, os voluntários correram na passadeira a diferentes percentagens do VO2máx. Durante os 5 dias que se seguiram, os indivíduos colocados no grupo da creatina consumiram 4 doses diárias deste suplemento. Cada dose continha 5gr de creatina e 18g de dextrose. Os indivíduos do grupo do placebo apenas consumiram a dextrose. O teste dos 3 dias foi repetido.

Resultados: comparado com o grupo do placebo, os atletas que consumiram creatina registaram 23% maior capacidade de corrida anaeróbica. Os cientistas concluíram que os atletas que procurem melhorar as actividades intensas de curta duração devem consumir creatina.

*Hickner, R. et. al., Effect of 28 days of creatine ingestion on muscle metabolism and performance of a simulated cycling road race, Journal of the International Society of Sports Nutrition 7:26, Julho 2010 (LINK)
*Fukuda, D. et. al., The effects of creatine loading and gender on anaerobic running capacity, The Journal of Strength and Conditioning Research 24(7): 1826-1833, Julho 2010 (LINK)
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2) Cafeína aumenta força máxima e resistência muscular.

Um grupo de investigadores efectuou uma revisão da literatura científica publicada nos jornais científicos a respeito dos efeitos da cafeína na força voluntária máxima (FVM) e na resistência muscular. No total, foram revistos 34 estudos relevantes realizados entre 1939 e 2008. Estes foram algumas das conclusões mais significativas apontadas pelos cientistas:

  • O efeito da cafeína no aumento da FVM faz-se sentir especialmente ao nível dos extensores do joelho;
  • A resistência muscular aumenta com o consumo de cafeína (algo que já tínhamos referido anteriormente).

Concluindo: cafeína é um excelente suplemento para atletas que pratiquem desportos duros e que exijam um grande esforço físico. Ter uma boa ou má performance nos minutos finais da competição pode depender da escolha que faz ao nível dos suplementos.

*Warren, G. et. al., Effect of Caffeine Ingestion on Muscular Strength and Endurance: A Meta-Analysis, Medicine & Science in Sports & Exercise Vol. 42 – Issue 7 – págs. 1375-1387, Julho 2010 (LINK)
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3) Dietas com demasiado recurso a fast-food, fritos e comidas pronto-a-comer podem conduzir a perturbações neurológicas.

Depois de analisar os hábitos de alimentação de 1800 adolescentes, um grupo de investigadores descobriu que uma dieta que inclua demasiado fast-food, comidas que basta aquecer para comer e fritos, pode estar na base de uma perturbação neurobiológica conhecida como transtorno do deficit de atenção com hiperactividade. Os sintomas principais são a actividade motora excessiva e o deficit de atenção. De facto, neste estudo, os adolescentes que baseavam a sua dieta neste tipo de alimentos tinha o dobro da probabilidade de desenvolver esta síndrome, em comparação com os miúdos cuja alimentação estava baseada em vegetais, frutas e peixe.

Uma dieta repleta em vegetais, frutas e peixe tende a ser rica em ácidos gordos essenciais (ómega 3), fibras alimentares e ácido fólico, necessário para a formação de proteínas estruturais e da hemoglobina. Por sua vez, dietas à base de comidas aquecidas, fast-food e fritos são muito carregadas em gorduras saturadas e açúcares simples, uma vez que contêm muitos corantes e conservantes. Os autores do estudo chamam a atenção para a importância dos ácidos gordos essenciais ómega 3, indispensáveis para o funcionamento sadio do cérebro.

*Amber L. et. al., ADHD Is Associated With a ‘Western’ Dietary Pattern in Adolescents, Journal of Attention Disorders doi: 10.1177/1087054710365990 , Julho 2010 (LINK)
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4) Efeito anti-cancerígeno dos brócolos descoberto.

O Logon já tinha dado conta de 2 estudos recentes que mostravam que uma substância presente nos brócolos trava avanço de células cancerígenas (Ver “Outros destaques” AQUI e AQUI). Agora, o mecanismo que permite isso foi explicado.

O gene fosfatase e homólogo de tensina (PTEN) actua como um supressor de tumores cancerígenos. A sua inibição ou inactivação pode conduzir à proliferação das células cancerígenas. O sulfurane, uma substância química presente nos brócolos, interage com as células onde o gene PTEN não se encontra activo, reduzindo as probabilidades das células cancerígenas se desenvolverem.

Agora já sabe… da próxima vez, não coloque os brócolos no canto do prato.

*Maria H. et. al., The dietary isothiocyanate sulforaphane modulates gene expression and alternative gene splicing in a PTEN null preclinical murine model of prostate cancer, Molecular Cancer 9:189, Julho 2010 (LINK)
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Outros destaques:

5) Consumo de vitamina E associado a menor risco de demência.

*Elizabeth E. et. al., Dietary Antioxidants and Long-term Risk of Dementia, Archives of Neurology 67 (7): 819-825, Julho 2010 (LINK)

6) Diminuir a quantidade de sal na comida pode reduzir o risco de fatalidades cardiovasculares.

*Klaus, D. & Hoyer, J. & Middeke, M., Salt Restriction for the Prevention of Cardiovascular Disease, Deutsches Arzteblatt International 107 [26]: 457-62, Julho 2010 (LINK)

7) Deficiência de vitamina D pode provocar rigidez arterial.

*Dong, Y. et. al., A 16-Week Randomized Clinical Trial of 2000 International Units Daily Vitamin D3 Supplementation in Black Youth: 25-Hydroxyvitamin D, Adiposity, and Arterial Stiffness , The Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism doi:10.1210/jc.2010-0606, Julho 2010 (LINK)


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Nutrição em Destaque (Junho 2010) – Nutrição

13 de Julho de 2010

Nutrição em Destaque é a crónica mensal do Logon onde são destacados os estudos mais significativos publicados nos jornais científicos dedicados à Nutrição Desportiva e Ciências do Desporto.

Estes são os destaques de Junho de 2010 na área da Nutrição:
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1) Apresentamos o resveratrol, o suplemento que o ajudará a perder peso.

O resveratrol é um dos 200 polifenóis do vinho. As suas propriedades anti-obesidade foram mais uma vez demonstradas. Uma equipa de investigadores avaliou os efeitos da suplementação diária com resveratrol no peso, metabolismo e consumo de energia em seis lémures. Segundo Fabienne Aujard, coordenador do estudo, “os lémures cuja dieta incluía resveratrol diminuíram o seu consumo de energia (calorias) em 13% e a sua taxa metabólica de repouso em 29%“.

Os cientistas demonstraram que a suplementação com resveratrol durante 4 semanas provoca uma diminuição na quantidade de calorias ingerida e uma redução na massa corporal. De acordo com Fabienne, “estes resultados fornecem nova informação a respeito dos potenciais efeitos do resveratrol no metabolismo de energia e no controlo da massa corporal“.

Num outro estudo também publicado no mês passado, os investigadores mostraram que o consumo de resveratrol beneficia a circulação sanguínea no cérebro.

*Dal-Pan, A. & Blanc, S. & Aujard, F., Resveratrol suppresses body mass gain in a seasonal non-human primate model of obesity, BMC Physiology 10:11, Junho 2010 (LINK)
*Kennedy, D. et. al, Effects of resveratrol on cerebral blood flow variables and cognitive performance in humans: a double-blind, placebo-controlled, crossover investigation, The American Journal of Clinical Nutrition 91: 1590-1597, Junho 2010 (LINK)
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2) A cafeína pode valer-lhe a medalha de ouro.

O investigador Rob James teve uma declaração interessante: “O pequeno aumento da performance através da cafeína pode significar a diferença entre o outro olímpico e a medalha de prata“. O cientista teve esta afirmação depois da sua equipa ter mostrado, uma vez mais, que o consumo de cafeína aumenta o desempenho dos músculos e a resistência física.

A actividade muscular está dividida em duas categorias: a máxima, na qual os músculos são puxados ao limite (como no sprint ou no levantamento de peso), e a sub-máxima, que cobre o resto das actividades (caminhar, subir escadas, etc). O estudo liderado por Rob James mostrou que a cafeína produz efeitos de aumento de capacidade física em ambas as categorias. Foi a primeira vez que foi demonstrado que a cafeína também aumenta a performance em actividades ligeiras e de baixa intensidade.

*Olympic Gold? A New Effect of Caffeine Boosts Performance, ScienceDaily, Junho 2010 (LINK)
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3) Ómega-3 é eficaz no tratamento da depressão.

Os suplementos de ómega-3 são eficazes no tratamento da depressão em pacientes que não foram de ansiedade“. A boa notícia vem do Canadá. Uma equipa de cientistas descobriu que dar suplementos de ómega-3 a indivíduos que sofram de depressão e que não apresentem desordens a nível de ansiedade é uma excelente maneira de tratar esta condição mental.

O estudo reuniu 432 homens e mulheres. Durante 8 semanas, metade dos voluntários consumiu 3 cápsulas de ómega-3 por dia enquanto que a outra metade consumiu um placebo feito à base de óleo de girassol. O consumo total ómega-3 por dia consistiu em 1050mg de EPA e 150mg de DHA. Esta dose mostrou-se eficaz no tratamento da depressão.

Um outro estudo mostrou que o consumo de peixes gordos (ricos em ómega-3) está associado a uma menor incidência de casos de indivíduos com insuficiência cardíaca.

*Lespérance, F. et. al., The Efficacy of Omega-3 Supplementation for Major Depression: A Randomized Controlled Trial, Journal of Clinical Psychiatry 10.4088/JCP.10m05966blu, Junho 2010 (LINK)

*Levitan, B. &, Wolk, A. & Mittleman, M., Fatty fish, marine ω-3 fatty acids and incidence of heart failure, European Journal of Clinical Nutrition 64, 587–594, Março 2010 (LINK)

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4) Vitamina D = Estilo de vida saudável.

De acordo com um novo estudo, a deficiência de vitamina D é uma das principais causas da diabetes tipo 2 e pode estar associada a um pobre controlo dos níveis de açúcar no sangue. Um grupo de investigadores reviu o registo médico de 124 pacientes com diabetes tipo 2 que receberam tratamento entre 2003 e 2008. Os pacientes tiveram os seus níveis de vitamina D analisados como parte do seu acompanhamento clínico, o que possibilitou aos cientistas estabelecerem uma ligação entre o consumo desta vitamina e a doença. Os cientistas registaram que 91% dos pacientes apresentava deficiência de vitamina D.

Outros dois estudos, apresentados em Roma no Congresso Anual da Liga Europeia Contra o Reumatismo, ditavam que a deficiência de vitamina D é comum em pacientes que sofrem de doenças reumáticas, entre as quais osteoporose, fibromialgia e a raquialgia.

(Nota Prozis: A vitamina D parece ser, à partida, a vitamina mais fácil de consumir nos níveis recomendados, uma vez que é produzida pelo organismo quando este está exposto ao sol. No entanto, verifica-se que isso não é assim. Como tal, é aconselhado o consumo de suplementos de vitamina D).

*Poor Control of Diabetes May Be Linked to Low Vitamin D, ScienceDaily, Junho 2010 (LINK)
*Vitamin D Deficiency Confirmed as Common Across a Range of Rheumatic Conditions, ScienceDaily, Junho 2010 (LINK)
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5) Cortar calorias é o tipo de dieta mais aconselhada para obesos.

Segundo um novo estudo realizado com mulheres obesas, a dieta mais aconselhada para perder peso é aquela que corta com as calorias e não a que corta com as gorduras. É normal o médico recomendar a uma pessoa obesa um corte na quantidade de gorduras ingeridas, mantendo, ainda assim, o número de calorias que a pessoa ingere. Esta investigação mostrou que esse não é o método mais eficaz para perder peso.

O estudo, que durou 12 semanas, mostrou que as mulheres que apresentam resistência à insulina, uma condição que conduz à diabetes tipo 2, perdem mais peso numa dieta que diminua o número habitual de calorias ingeridas do que se apenas cortarem na quantidade de gordura. “As pessoas com resistência à insulina metabolizam os hidratos de carbono de forma anormal, o que afecta o índice de perda de gordura”, afirmou o investigador Raymond Plodkowski.

*Cutting Carbs Is More Effective Than Low-Fat Diet for Insulin-Resistant Women, Study Finds, ScienceDaily, Junho 2010 (LINK)
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Outros destaques:

6) Chocolate preto reduz pressão arterial.

*Ried, K. et. al., Does chocolate reduce blood pressure? A meta-analysis, BMC Medicine 8:39, Junho 2010 (LINK)

7) Substituir o arroz branco pelo arroz castanho ou outros grãos pode reduzir o risco da diabetes.

*Sun, Q. et. al., White Rice, Brown Rice, and Risk of Type 2 Diabetes in US Men and Women, Archives of Internal Medicine 170(11):961-969, Junho 2010 (LINK)

8 ) Obesidade masculina ligada a baixos níveis de testosterona.

*Dhindsa, M. et. al., Testosterone concentrations in diabetic and non-diabetic obese men, Diabetes Care Vol. 33, Nº 6, págs. 1186-1192, Junho 2010 (LINK)

9) Dieta Mediterrânica (elevado consumo de peixe, fruta, legumes, nozes, azeite, cereais e baixo nível de gordura) faz bem ao funcionamento do coração.

*Dai, J. et. al., Mediterranean Dietary Pattern Is Associated With Improved Cardiac Autonomic Function Among Middle-Aged Men: A Twin Study, Circulation: Cardiovascular Quality and Outcomes 10.1161/CIRCOUTCOMES.109.905810, Junho 2010 (LINK)

10) Consumir pouca quantidade de carnes processadas e muita quantidade de aves domésticas e peixe pode reduzir risco de desenvolver cancro dos ovários.

*Kolahdooz, F. et. al., Meat, fish, and ovarian cancer risk: results from 2 Australian case-control studies, a systematic review, and meta-analysis, The American Journal of Clinical Nutrition 91: 1752-1763, Junho 2010 (LINK)

11) Mirtilo previne fibrose hepática.

*Wang, Y. et. al., Effects of blueberry on hepatic fibrosis and transcription factor Nrf2 in rats, World Journal of Gastroenterology 16(21): págs. 2657-2663, Junho 2010 (LINK)

12) Antioxidantes melhoram a condição de resistência à insulina.

*Well-Defined Quantity of Antioxidants in Diet Can Improve Insulin Resistance, Study Finds, ScienceDaily, Junho 2010 (LINK)

13) Substância presente nos brócolos trava avanço de células cancerígenas.

*Zou, X. , A Novel Mechanism of Indole-3-Carbinol Effects on Breast Carcinogenesis Involves Induction of Cdc25A Degradation, Cancer Prevention Research doi: 10.1158/1940-6207.CAPR-09-0213, Junho 2010 (LINK)

14) Níveis elevados de vitamina B6 e aminoácido metionina associados com menor risco de desenvolver cancro do pulmão.

*Johansson, M. et. al., Serum B Vitamin Levels and Risk of Lung Cancer, JAMA 303 (23): 2377-2385, Junho 2010 (LINK)

15) Polifenóis presentes no vinho tinto e no chá verde travam crescimento do cancro da próstata.

*Brizuela, L. et. al., The sphingosine kinase-1 survival pathway is a molecular target for the tumor-suppressive tea and wine polyphenols in prostate cancer, The FASEB Journal doi:10.1096/fj.10-160838, Junho 2010 (LINK)

16) Estudo mostra que consumo moderado de café e chá traz benefícios para o coração.

*Margot de Koning Gans, J. et. al., Tea and Coffee Consumption and Cardiovascular Morbidity and Mortality, Arteriosclerosis, Thrombosis, and Vascular Biology: Journal of the American Heart Association doi:10.1161/ATVBAHA.109.201939, Junho 2010 (LINK)


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Suplementos vitamínicos: sim ou não?

28 de Junho de 2010

O que são multivitamínicos?

Os multivitamínicos são complexos que reúnem vitaminas e minerais essenciais numa única cápsula. Foram concebidos para suprir as necessidades nutricionais que a maioria das pessoas apresenta, devido ao seu atarefado estilo de vida onde muitas vezes não há tempo para consumir uma refeição saudável.

São uma forma prática de assegurar que o seu organismo não apresente défice de vitaminas e minerais, essenciais ao seu desenvolvimento saudável.

Alguns benefícios demonstrados por estudos científicos

Estudos anteriores realizados com multivitamínicos sugeriram que eles ajudam a prevenir as cataratas [*1], o cancro do cólon  [*2], a melhorar a cognição [*3] [*4], a fertilidade [*5] e a resposta do sistema imunitário [*6].

Multivitamínicos melhoram capacidade mental

A maior parte dos estudos com multivitamínicos integra apenas pessoas idosas (mais de 55 anos). Porém, um novo estudo realizado por investigadores da Universidade de Northumbria, que avaliou adultos entre os 30 e os 55 anos, detectou grandes benefícios do consumo de suplementos multivitamínicos a nível mental [*7].

No estudo, 215 homens entre os 30 e os 55 anos consumiram ou um suplemento multivitamínico ou um placebo durante 33 dias. Estes homens foram avaliados antes e depois do período da investigação, a nível do estado de espírito, stress e saúde mental.

Antes do estudo não havia diferenças significativas entre os homens posteriormente distribuídos pelos 2 grupos. No entanto, depois dos 33 dias de estudo, o grupo que consumiu o multivitamínico mostrou melhorias relativas a nível da capacidade e bem-estar mental. Isso incluiu menos stress, mais vigor e melhor estado de espírito e humor.

Além disso, a capacidade de raciocínio também aumentou. Os voluntários tiveram de desempenhar testes como contar números de trás para a frente em 3 ou 7 segundos. Saíram-se melhor aqueles que consumiram o suplemento multivitamínico durante o estudo.

Não exagerar nas doses

Um multivitamínico irá ajudá-lo a melhorar as suas capacidades, caso não consuma as quantidades mínimas diárias de vitaminas e minerais recomendas pelos nutricionistas. No entanto, só o deve consumir caso não consiga ter uma alimentação completa durante o dia (o que é provável, ainda mais se praticar desporto).

Multivitamínicos Prozis:

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REFERÊNCIAS OU NOTAS:
[*1] – Kuzniarz, M. et. al., Use of vitamin supplements and cataract: the Blue Mountains Eye Study, American Journal of Ophthalmology 132(1):19-26, Julho 2001 (LINK)
[*2] – Jacobs, E. et. al., Multivitamin Use and Colorectal Cancer Incidence in a US Cohort: Does Timing Matter?, American Journal of Epidemiology 158:621-628, 2003 (LINK),
[*3] – Chandra, R., Effect of vitamin and trace-element supplementation on cognitive function in elderly subjects, Nutrition 17(9):709-12, Setembro 2001 (LINK)
[*4] – Benton, D. & Fordy, J. & Haller, J., The impact of long-term vitamin supplementation on cognitive functioning, Psychopharmacology 117(3):298-305, Fevereiro 1995 (LINK)
[*5] – Czeizel, A. & Métneki, J. & Dudás, I., The effect of preconceptional multivitamin supplementation on fertility, International Journal for Vitamin and Nutrition Research 66(1):55-8, 1996 (LINK)
[*6] – Pike, J. & Chandra, R., Effect of vitamin and trace element supplementation on immune indices in healthy elderly, International Journal for Vitamin and Nutrition Research 65(2):117-21, 1995 (LINK)
[*7]Hot air? Scientific study suggests multivitamin can add sparkle, Northumbria University, Junho 2010 (LINK)


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Nutrição em Destaque (Maio 2010) – Saúde

8 de Junho de 2010

Nutrição em Destaque é a crónica mensal do Logon onde são destacados os estudos mais significativos publicados nos jornais científicos dedicados à Nutrição Desportiva e Ciências do Desporto.

Estes são os destaques de Maio de 2010 na área da Saúde:
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1) Dormir menos de seis horas por noite aumenta probabilidade de morte prematura.

Segundo um estudo publicado no jornal SLEEP, as pessoas que dormem menos de seis horas por noite têm mais 12% de probabilidade de morte prematura, em relação às que dormem entre seis e oito horas. No entanto, a privação de sono não é o único factor que pode contribuir para uma morte prematura. Um sono regularmente muito longo, mais de nove horas por noite, pode também representar fonte de preocupação. Segundo os investigadores, dormir muito não aumenta, por si só, o risco de mortalidade mas pode ser o sintoma de uma doença grave e potencialmente mortal.

O estudo baseou-se nos resultados de 16 investigações conduzidas na Grã-Bretanha, Estados Unidos e outros países europeus e da Ásia. Ao todo participaram 1,3 milhões de pessoas, seguidas durante 25 anos.

Um outro estudo, que também atentou para as horas de sono das pessoas, descobriu que apenas uma noite mal dormida pode levar o organismo da pessoa à condição de resistente à insulina. Esta condição caracteriza-se pela incapacidade do corpo em produzir insulina suficiente (hormona responsável pela regulação dos níveis de açúcar no sangue) e é uma das componentes da diabetes tipo 2.

Neste estudo, os investigadores mediram os níveis de sensibilidade à insulina em 9 voluntários após duas situações: depois de uma noite bem dormida (8 horas, aproximadamente) e depois de uma noite mal dormida (4 horas apenas). Depois da noite mal dormida, o organismo estava menos sensível à circulação de insulina.

*Cappuccio F. et. al, Sleep duration and all-cause mortality: a systematic review and meta-analysis of prospective studies, SLEEP 33(5):585-592, Maio 2010 (LINK)
*Donga, E. et. al., A Single Night of Partial Sleep Deprivation Induces Insulin Resistance in Multiple Metabolic Pathways in Healthy Subjects, The Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism Vol. 95, Nº 6, págs. 2963-2968, Maio 2010 (LINK)
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2) Maus hábitos de higiene dentária contribuem para o desenvolvimento de doenças cardíacas.

Deve-se estar a perguntar o que é que os hábitos de higiene dentária têm a ver com as doenças do coração, mas o certo é que um novo estudo descobriu que os indivíduos que lavam os dentes menos de 2 vezes por dia aumentam as suas probabilidades de desenvolver doenças relativas ao coração.

Os investigadores recolheram dados de 11.000 adultos, registando se eram ou não fumadores, se praticavam ou não exercício físico, quantas vezes lavavam os dentes por dia e com que frequência iam ao dentista.

Descobriram que aquelas pessoas que lavavam poucas vezes os dentes tinham 70% maior probabilidade de desenvolver alguma doença cardíaca, comparado com as pessoas que tinham bons hábitos de higiene dentária. Desta forma, este estudo encontrou uma relação entre as doenças da gengiva e o risco de contrair doenças cardíacas.

*Oliveira, S. & Watt, R. & Hamer, M., Toothbrushing, inflammation, and risk of cardiovascular disease: results from Scottish Health Survey, British Medical Journal 340:c2451, Maio 2010 (LINK)
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3) Vida sedentária aumenta probabilidade de morrer devido a doenças cardíacas.

Desporto é vida, assim se costuma dizer. Esta expressão não é apenas um mero cliché! É a verdade! Um grupo de investigadores avaliou a relação entre dois comportamentos sedentários (conduzir e ver televisão) e casos mortais derivados de doenças cardíacas. Para isso, recolheram informações de 7.744 homens (entre os 20 e os 89 anos de idade) a respeito de quanto tempo passavam semanalmente a conduzir e a ver televisão. As informações foram recolhidas em 1982. Em 2003 os cientistas recolheram a folha clínica de todos estes homens, para cruzar dados.

Eles constataram que, durante este período, 377 pessoas perderam a sua vida fruto de doenças cardíacas. Os homens que passavam mais de 10 horas semanais a conduzir tinham 82% maior probabilidade de morrer do coração do que os homens que gastavam menos de 4 horas por semana nesta tarefa. Aqueles que gastavam mais de 23 horas distribuídas entre conduzir e ver televisão apresentavam 64% maior probabilidade de morrer do coração do que os que gastavam menos de 11 horas.

Nas suas conclusões, os cientistas advertiram que é essencial promover esforços no sentido de enfatizar a necessidade de praticar exercício físico, de modo a reduzir potenciais casos de doenças cardíacas.

*Warren, T. et. al., Sedentary Behaviors Increase Risk of Cardiovascular Disease Mortality in Men, Medicine & Science in Sports & Exercise Vol. 42 – Issue 5, págs. 879-885, Maio 2010 (LINK)
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Outros destaques:

4) Exercício físico ajuda no tratamento de pacientes com cancro da próstata ou da mama.

*Exercise May Keep Cancer Patients Healthier During, After Treatment, ScienceDaily, Maio 2010 (LINK)

5) Excesso de álcool aumenta risco de desenvolver cancro do pâncreas.

*Gupta, S. et. al, Risk of pancreatic cancer by alcohol dose, duration, and pattern of consumption, including binge drinking: a population-based study, Cancer Causes & Control 10.1007/s10552-010-9533-6, 2010 (LINK)


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Nutrição em Destaque (Maio 2010) – Nutrição

7 de Junho de 2010

Nutrição em Destaque é a crónica mensal do Logon onde são destacados os estudos mais significativos publicados nos jornais científicos dedicados à Nutrição Desportiva e Ciências do Desporto.

Estes são os destaques de Maio de 2010 na área da Nutrição:
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1) Para mais resistência e condição física, arginina é a solução!

Um grupo de investigadores quis avaliar os efeitos da suplementação com arginina no desempenho físico até ao ponto de exaustão. O propósito era observar qual o tempo máximo de libertação de energia que os atletas conseguiriam alcançar antes de atingirem o estado de fadiga e que papel teria a arginina nessa tarefa.

Cinquenta jovens adultos foram distribuídos por 3 grupos: o grupo do placebo, o grupo que recebeu 1,5gr de arginina e o grupo que recebeu 3gr de arginina. Todos os indivíduos dos 3 grupos executaram um teste de esforço até à exaustão em duas alturas: antes da suplementação e após as 4 semanas de suplementação. Através da electromiografia os cientistas registaram os sinais eléctricos do músculo vasto lateral.

Os resultados foram esclarecedores: não houve aumento no grupo do placebo. Ambos os grupos que receberam arginina aumentaram a disponibilidade física e, por consequência, o seu desempenho no teste. O grupo que recebeu 1,5gr de arginina diariamente registou um aumento de 22,4%. O aumento dos atletas que receberam 3gr de arginina foi de 18,8%.

Num outro estudo, a suplementação com arginina aumentou a capacidade física de pessoas que sofreram um transplante de coração.

*Camic, C, et. al., Effects of arginine-based supplements on the physical working capacity at the fatigue threshold, The Journal of Strength and Conditioning Research 24(5): 1306-1312, Maio 2010 (LINK)
*Doutreleau, S. et. al., L-Arginine supplementation improves exercise capacity after a heart transplant, The American Journal of Clinical Nutrition 91: 1261-1267, Maio 2010 (LINK)
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2) Cafeína renova condição física e mental.

Diversos estudos científicos realizados ao longo das últimas décadas demonstraram que a cafeína é eficaz a aumentar o rendimento dos atletas. Um novo estudo com cafeína foi publicado o mês passado. Desta vez, os investigadores testaram a suplementação com cafeína em mulheres que já possuíam hábitos de treino.

No estudo, 15 mulheres consumiram ou cafeína (6 mg/kg) ou um placebo em 7 dias separados. Uma hora após a suplementação, as mulheres executaram até à exaustão uma série de supino com carga máxima. Os cientistas observaram que as mulheres que tomaram suplementos de cafeína foram capazes de levantar maiores cargas e executar mais repetições até à exaustão do que as restantes.

Um outro estudo bastante interessante mostrou que a cafeína reduz a quantidade de erros realizados por trabalhadores nocturnos. O estudo reviu 13 estudos que estudaram os efeitos da cafeína no desempenho de trabalhadores que faziam turnos da noite (porteiros, polícias, funcionários de transportadoras, etc) e concluiu que este suplemento diminui a propensão ao erro e aumenta o desempenho cognitivo. A cafeína aumenta a concentração, a memória, a percepção sensorial, o raciocínio e a reacção.

Visto isto, não será, portanto, de estranhar que um estudo publicado no Journal of Alzheimer’s Disease tenha registado que a cafeína retarda o desenvolvimento de doenças mentais como o Alzheimer.

*Goldstein, E. et. al., Caffeine enhances upper body strength in resistance-trained women, The Journal of the International Society of Sports Nutrition 7:18, Maio 2010 (LINK)
*Ker, K. et. al., Caffeine for the prevention of injuries and errors in shift workers, Cochrane Database of Systematic Reviews 2010, Issue 5. Art. Nº: CD008508. DOI: 10.1002/14651858.CD008508, Abril 2010 (LINK)
*Mendonça, A. & Cunha, R., Therapeutic Opportunities for Caffeine in Alzheimer’s Disease and Other Neurodegenerative Disorders, Journal of Alzheimer’s Disease Vol. 20, Supplement 1, Maio 2010 (LINK)
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3) Beta-alanina aumenta o seu tamanho e diminui o índice de gordura.

Quarente e quatro mulheres com idade média de 22 anos foram distribuídas por 3 grupos: o grupo de controlo (sem suplementação), o grupo da beta-alanina (1,5g BA + 15g de dextrose) e o grupo do placebo (16,5g de dextrose). As mulheres tiveram de executar um treino intervalado de alta intensidade em bicicletas estáticas, que foi realizado 3 vezes por semana em 5 séries de 2m de treino + 1m de recuperação.

Foram medidos os seguintes factores: volume máximo de oxigénio (VO2máx), massa muscular magra e massa gorda. Eis os resultados publicados:

  • O VO2máx aumentou no grupo da beta-alanina e do placebo;
  • A massa corporal aumentou apenas no grupo da beta-alanina, registando-se, também, uma diminuição na massa gorda;
  • A massa muscular magra aumentou nos 3 grupos.

Conclusão: a beta-alanina destacou-se das restantes intervenções por ter sido a única capaz de diminuir a massa gorda e promover um aumento da massa corporal.

*Walter, A. et. al., Six weeks of high-intensity interval training with and without β-alanine supplementation for improving cardiovascular fitness in women, The Journal of Strength and Conditioning Research 24(5): 1199-1207, Maio 2010 (LINK)
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4) É oficial: batidos de cereja diminuem dores musculares após provas de corrida de longa duração.

Se é leitor assíduo do Logon já sabe que os batidos de cereja se mostraram eficazes na recuperação muscular de maratonistas. Agora, uma nova investigação veio dar mais importância às cerejas. É sabido que depois de longas corridas os músculos ficam desgastados durante vários dias. Para combater esta situação, os atletas costumam ingerir anti-inflamatórios não-esteróides (AINE), apesar de os mesmos possuírem efeitos secundários.

O que esta nova investigação vem mais uma vez mostrar é que os batidos de cereja são uma solução natural e sem efeitos secundários para a recuperação muscular. Cinquenta e quatro maratonistas consumiram ou batidos de cereja ou um composto placebo duas vezes ao dia durante os 7 dias que antecederam a competição. Apesar de terem sido reportadas dores musculares em ambos os grupos, as queixas daqueles que consumiram os batidos de cereja foram significativamente menores do que os atletas do grupo do placebo.

*Kuehl, K. et. al., Efficacy of tart cherry juice in reducing muscle pain during running: a randomized controlled trial, The Journal of the International Society of Sports Nutrition 7:17, Maio 2010 (LINK)
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5) Suplementação diária com proteína reduz riscos de fractura da anca em idosos.

De acordo com um estudo realizado por cientistas do Instituto Hebraico de Pesquisa do Envelhecimento SeniorLife, nos EUA, os idosos que consumam suplementos de proteína estão menos propensos a sofrer fracturas na anca do que aqueles que não consomem proteína.

O estudo avaliou os hábitos de consumo diário de proteína de 946 idosos. Aqueles que consumiam menos gramas de proteína, que se encontravam no último quarto da tabela, registaram aproximadamente mais 50% de fracturas na anca do que os que se encontravam na parte superior da tabela. Os idosos que registaram mais lesões consumiam, em média, menos 46 gramas diárias de proteína do que o recomendado pelos nutricionistas.

Marian Hannan, coordenadora do estudo, explicou que a maioria das fracturas ocorre devido a quedas. Estas quedas devem-se, em grande parte, a fracos músculos nas pernas. “Um consumo diário de proteína pode oferecer protecção aos idosos contra o risco de fracturas da anca ao construir músculos mais fortes nas pernas“, adiantou.

(Nota Prozis: o estudo foi realizado com idosos, no entanto, estes princípios aplicam-se a toda a gente).

*Hannan, M. et. al., Does dietary protein reduce hip fracture risk in elders? The Framingham osteoporosis study, Osteoporosis International 10.1007/s00198-010-1179-4, Maio 2010 (LINK)
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Outros destaques:

6) Consumo diário de gengibre alivia dores musculares até 25%.

*Black, C. et. al., Ginger (Zingiber officinale) Reduces Muscle Pain Caused by Eccentric Exercise, The Journal of Pain 10.1016/j.jpain.2009.12.013, 2010 (LINK)

7) Brócolos atrasam desenvolvimento das células cancerígenas da mama.

*Li, Y. et. al., Sulforaphane, a Dietary Component of Broccoli/Broccoli Sprouts, Inhibits Breast Cancer Stem Cells, Clinical Cancer Research 16; 2580, Maio 2010 (LINK)

8 ) Consumo de nozes diminui níveis do colesterol.

*Sabate, J. & Oda, K. & Ros, E., Nut Consumption and Blood Lipid Levels: A Pooled Analysis of 25 Intervention Trials, Archives of Internal Medicine 170 (9): 821-827, Maio 2010 (LINK)

9) Vitamina E oferece melhorias a pacientes que sofram de doenças do fígado.

*Sanyal, A. et al., Pioglitazone, Vitamin E, or Placebo for Nonalcoholic Steatohepatitis, New England Journal of Medicine Vol. 362, Nº 18, págs. 1675-1685, Maio 2010 (LINK)

10) Comidas aquecidas a altas-temperaturas promovem riscos associados à diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares.

*Birlouez-Aragon, I, et. al., A diet based on high-heat-treated foods promotes risk factors for diabetes mellitus and cardiovascular diseases, The American Journal of Clinical Nutrition Vol. 91, Nº 5, 1220-1226, Maio 2010 (LINK)

11) Azeite protege contra desenvolvimento de colite ulcerosa.

*Olive oil could guard against developing ulcerative colitis, University of East Anglia, Maio 2010 (LINK)

12) Ingerir bebidas com baixo teor de açúcar ajuda a baixar pressão arterial.

*Chen, L. et. al., Reducing Consumption of Sugar-Sweetened Beverages Is Associated With Reduced Blood Pressure. A Prospective Study Among United States Adults, Circulation doi: 10.1161/CIRCULATIONAHA.109.911164, Maio 2010 (LINK)

13) Comidas processadas aumentam risco de doenças cardiovasculares e diabetes.

*Micha, R. & Wallace, S. & Mozaffarian, D., Red and Processed Meat Consumption and Risk of Incident Coronary Heart Disease, Stroke, and Diabetes Mellitus: A Systematic Review and Meta-Analysis, Circulation 121:2271-2283, Maio 2010 (LINK)

14) Chocolate preto pode proteger cérebro após AVC.

*Shah, Z. et. al., The flavanol (−)-epicatechin prevents stroke damage through the Nrf2/HO1 pathway, Journal of Cerebral Blood Flow & Metabolism doi: 10.1038/jcbfm.2010.53, Maio 2010 (LINK)


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Nutrição em Destaque (Maio 2010) – Desporto

4 de Junho de 2010

Nutrição em Destaque é a crónica mensal do Logon onde são destacados os estudos mais significativos publicados nos jornais científicos dedicados à Nutrição Desportiva e Ciências do Desporto.

Estes são os destaques de Maio de 2010 na área do Desporto e exercício físico:
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1) Velocidade do remate afectada pelos repetidos “sprints” exigidos aos praticantes de pólo aquático.

Os “sprints” são um componente central nas competições de pólo aquático. Devido à sua forte exigência física, um grupo de investigadores quis analisar se a velocidade e a pontaria do remate de um jogador de pólo aquático é afectada negativamente depois de repetidos sprints.

Onze jogadoras de pólo aquático com idade média de 19 anos foram divididas em dois grupos. O grupo de controlo executou 10 remates da linha de 5m, espaçados por um período de descanso de 35 segundos. De modo a avaliar a pontaria, os remates visaram um determinado alvo na baliza. As atletas do outro grupo também executaram um remate à baliza nas mesmas condições mas, ao contrário do 1º grupo, fizeram um sprint entre cada remate. O sprint consistiu nadar desde a linha dos 2m até ao meio campo e depois regressar à linha de 5m para executar o remate.

Os cientistas constataram que a velocidade do remate das atletas que não fizeram os sprints era significativamente maior do que as que fizeram (3,13 milhas por hora (mph) e 2,76 mph, respectivamente). A nível da pontaria não se registaram diferenças significativas. Os cientistas deixaram um aviso aos treinadores: os treinos devem incorporar sprints repetidos, de maneira a simular as condições dos jogos.

*Stevens, H. et. al., Effect of swim sprints on throwing accuracy and velocity in female collegiate water polo players, The Journal of Strength and Conditioning Research 24(5): 1195-1198, Maio 2010 (LINK)
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2) Massagens antes das competições prejudicam desempenho.

É prática comum de alguns clubes massajar os seus atletas antes das competições. Fazem-no com o intuito de estimular os músculos e, por conseguinte, aumentar o rendimento dos atletas. Um investigador decidiu verificar se as massagens antes da competição realmente aumentam o desempenho.

Vinte desportistas treinados foram colocados em 3 grupos. Os atletas foram submetidos a um destes procedimentos: 1) massagem pré-competição, 2) aquecimento normal ou 3) massagem pré-competição + aquecimento normal. Foram massajados os músculos que trabalham no sprint. Depois do procedimento, executaram um sprint de 20 metros.

O investigador verificou que a velocidade do sprint dos atletas que receberam apenas a massagem foi menor do que a dos restantes atletas. Entre o grupo dos atletas que fizeram um aquecimento normal e aqueles que combinaram o aquecimento com a massagem não houve nenhuma diferença significativa. Perante isto, foi concluído que a prática da massagem antes da competição não tem efeitos visíveis no que toca à velocidade do sprint e, como tal, não se justifica.

*Fletcher, I., The effects of precompetition massage on the kinematic parameters of 20-m sprint performance, The Journal of Strength and Conditioning Research 24(5): 1179-1183, Maio 2010 (LINK)
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3) Alongamentos entre séries de supino diminuem velocidade de execução.

Entre outras coisas, os alongamentos previnem lesões por sobrecarga e ajudam a repor o equilíbrio entre os músculos agonistas e antagonistas. Por essa razão, alguns bodybuilders alongam os músculos entre cada série de repetições. Um grupo de investigadores decidiu avaliar se esta prática tem algum efeito na execução do supino.

Vinte jovens estudantes executaram 2 séries seguidas de supino em 3 dias diferentes. Entre as séries, alguns deles fizeram alongamentos estáticos, outros alongamentos dinâmicos e outros não fizeram nenhum tipo de alongamento. Os cientistas verificaram que os alongamentos estáticos reduziram significativamente a velocidade de levantamento do haltere na segunda série.

Concluíram, portanto, que nas situações onde a velocidade de execução do exercício é importante (como em treinos específicos de adaptação), os alongamentos estáticos entre as séries devem ser evitados ou substituídos por alongamentos dinâmicos.

*García-López, D et. al., Interset stretching does not influence the kinematic profile of consecutive bench-press sets, The Journal of Strength and Conditioning Research 24(5): 1361-1368, Maio 2010 (LINK)
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4) Protector bucal não interfere negativamente com a respiração.

O protector bucal é um objecto que reduz o risco de lesões nos dentes, gengivas e lábios. Estrelas do desporto como Cristiano Ronaldo e Tiger Woods utilizam-no nas competições. No entanto, muitos atletas não o usam com receio que o mesmo atrapalhe a respiração e, por conseguinte, a performance. Foi com o intuito de confirmar a validade deste receio que um grupo de investigadores avaliou os efeitos do protector bucal na respiração de atletas femininos.

Onze jovens mulheres desempenharam 3 testes de esforço de máxima intensidade em alturas diferentes. Algumas delas utilizaram um protector bucal. Durante e depois do exercício foram medidos os seguintes factores: ritmo cardíaco, nível de esforço percebido, consumo de oxigénio e ventilação pulmonar. Os cientistas não registaram diferenças relevantes nos parâmetros avaliados entre as mulheres que usaram protector bucal e as que não usaram. Como tal, concluíram que os atletas podem usar esta ferramenta sem receio de efeitos negativos na performance.

*Rapisura, K. et. al., Physiological variables and mouthguard use in women during exercise, The Journal of Strength and Conditioning Research 24(5): 1263-1268, Maio 2010 (LINK)
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5) Para recuperar, nada melhor do que exercícios na piscina.

Uma equipa de cientistas comparou a eficiência de três diferentes métodos de recuperação muscular pós-treino: exercícios de baixa-intensidade na piscina, electroestimulação e recuperação passiva (sentar-se e descansar). Foram avaliados os efeitos a nível fisiológico (consumo de oxigénio, concentração sanguínea do lactato e percentagem de saturação de hemoglobina nos músculos), psicológico (níveis de esforço percebido, dores musculares e recuperação) e da performance.

Oito homens desempenharam um teste de corrida duas vezes por dia, em três dias diferentes. Após os testes, os homens foram sujeitos a um dos três diferentes métodos de intervenções mencionados no parágrafo anterior. Os resultados mostraram que os exercícios na água (60%) e a electroestimulação (40%) foram as intervenções pós-treino que se revelaram mais eficientes a nível da recuperação muscular.

*Cortis, C. et. al., Effects of Post-Exercise Recovery Interventions on Physiological, Psychological, and Performance Parameters, International Journal of Sports Medicine 2010; 31(5): 327-335, Maio 2010 (LINK)
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Outros destaques:

- Exercício físico diminui casos de mortalidade provocados por cancro do pulmão.

*Xuemei, S. et. al., Influence of Cardiorespiratory Fitness on Lung Cancer Mortality, Medicine & Science in Sports & Exercise Vol. 42 – Issue 5 – págs. 872-878, Maio 2010 (LINK)

- Exercício físico regular atrasa envelhecimento das células.

*Puterman, E. et. al., The Power of Exercise: Buffering the Effect of Chronic Stress on Telomere Length, PLoS ONE 5(5): e10837. doi:10.1371/journal.pone.0010837, Maio 2010 (LINK)


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Nutrição em Destaque (Abril 2010) – Nutrição

10 de Maio de 2010

Nutrição em Destaque é a crónica mensal do Logon onde são destacados os estudos mais significativos publicados nos jornais científicos dedicados à Nutrição Desportiva e Ciências do Desporto.

Estes são os destaques de Abril de 2010 na área da Nutrição:
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1) BCAA’s – a sua gasolina anabólica.

18 atletas masculinos que já tinham realizados treinos de resistência no passado foram divididos em 2 grupos: o grupo dos BCAA’s e o grupo do placebo. Os atletas consumiram os respectivos suplementos durante 4 semanas. Os investigadores retiraram amostras de sangue dos atletas antes e depois da suplementação. Eles verificaram que os atletas do grupo dos BCAA’s possuía níveis maiores de testosterona e menores níveis de cortisol e creatina kinase.

A testosterona é a hormona responsável pelo desenvolvimento dos músculos, entre outros sistemas e características humanas. Elevados níveis de creatina quinase indicam que o músculo se encontra sob grande stress por culpa de algum processo anormal, como uma inflamação ou uma distrofia muscular. Como tal, esta investigação mostrou que a suplementação com BCAA’s pode criar um estímulo anabólico ao mesmo tempo que reduz os danos musculares provocados por treinos de resistência de alta intensidade.

*Sharp, C. & Pearson, D., Amino acid supplements and recovery from high-intensity training, The Journal of Strength and Conditioning Research 24(4): 1125-1130, Abril 2010 (LINK)
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2) Arginina e Ornitina abrem-lhe as portas para o crescimento!

Um grupo de cientistas propôs-se investigar os efeitos que a suplementação com arginina e ornitina tem na síntese da hormona de crescimento e da circulação de insulina no organismo em atletas que praticam musculação. 17 Praticantes de musculação foram divididos em dois grupos. Num deles, os atletas tomaram suplementos de arginina e ornitina. Os atletas do outro grupo receberam um placebo.

As análises às amostras de sangue recolhidas dos atletas permitiram aos cientistas registar um maior estímulo na síntese da hormona de crescimento e maior circulação de insulina nos atletas suplementados com arginina e ornitina. A hormona de crescimento estimula o crescimento muscular. Os picos de insulina ajudam os nutrientes a serem rapidamente fornecidos aos músculos, no momento em que eles mais precisam. Daí a relevância deste estudo para o mundo do culturismo.

*Zając, A. et. al., Arginine and ornithine supplementation increases GH and IGF-1 serum levels after heavy-resistance exercise in strength-trained athletes, The Journal of Strength and Conditioning Research 24(4): 1082-1090, Abril 2010 (LINK)
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3) Chocolate preto – bom para o fígado e para o coração

Uma investigação levada a cabo por cientistas espanhóis e apresentada no Encontro Anual da Associação Europeia para o Estudo do Fígado, realizada em Viena, mostrou que o chocolate preto pode ajudar pacientes que sofram de cirrose do fígado e de elevada pressão arterial. O estudo mostrou que o chocolate preto reduz o dano dos vasos sanguíneos de pacientes com cirrose e baixou a pressão arterial dos mesmos. Isso deve-se ao facto de o chocolate preto conter antioxidantes potentes.

Num outro estudo, publicado no mês passado, investigadores alemães analisaram 19,357 pessoas entre os 35 e 65 anos durante um período de 10 anos e concluíram que o chocolate, especialmente o preto, permite manter a pressão arterial a níveis controlados e reduzir o risco de ter um ataque cardíaco. Comparado com o grupo das pessoas que consumiu apenas 1,7 gramas de chocolate por dia, o grupo das pessoas que comeram 7,5 gramas de chocolate todos os dias apresentou um risco 39% menor de sofrer de doenças do coração.

(Artigo relacionado: Chocolate faz bem?)

*Potential Benefit of Dark Chocolate for Liver Disease Patients, ScienceDaily, Abril 2010 (LINK)
*Buijsse, B. et. al., Chocolate consumption in relation to blood pressure and risk of cardiovascular disease in German adults, European Heart Journal, Março 2010 (LINK)
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4) Baixos níveis de vitamina D associados a problemas respiratórios e problemas nas articulações.

Segundo um estudo publicado no jornal científico The Journal of Allergy and Clinical Immunology, baixos níveis de vitamina D provocam dificuldades no funcionamento correcto dos pulmões e maior dependência de medicamentos em pessoas com asma. O estudo foi realizado com crianças asmáticas e também mostrou que a vitamina D aumenta a actividade do corticosteróide, o mais eficaz medicamento usado para controlar a asma.

Daniel Searing, líder do grupo de cientistas, afirmou: “No nosso estudo, as crianças com baixos níveis de vitamina D eram mais alérgicas, tinham um pior funcionamento dos pulmões e tomavam mais medicamentos“.

Já um outro estudo realizado no mês de Março com mulheres norte-americanas indicou que quem não consome os níveis adequados de vitamina D tem mais probabilidade de vir a artrite reumatóide, uma doença inflamatória crónica que ataca as estruturas articulares e periarticulares.

*Searing, D. et. al., Decreased serum vitamin D levels in children with asthma are associated with increased corticosteroid use, The Journal of Allergy and Clinical Immunology, Abril 2010 (LINK)
*Verónica, V. et. al., Association between Residences in U.S. Northern Latitudes and Rheumatoid Arthritis: A Spatial Analysis of the Nurses’ Health Study, Environmental Health Perspectives, Março 2010 (LINK)
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5) Magnésio previne cancro do colo-rectal.

O magnésio mantém a estabilidade genética e é um co-factor essencial da síntese e reparo do ADN. Agora, uma investigação com indivíduos japoneses mostrou que este mineral também pode ser uma grande ajuda na prevenção do cancro do colo-rectal, pelo menos para o sexo masculino.

Os cientistas recolheram dados de 40,830 homens e 46,287 mulheres entre os 45 e os 74 anos e registaram o seu consumo diário de magnésio. Foi observado que a incidência de cancro colo-rectal foi menor nos homens que consumiram doses maiores de magnésio. Não houve diferenças significativas nas mulheres.

*Sasazuki, S. et. al., High Dietary Intake of Magnesium May Decrease Risk of Colorectal Cancer in Japanese Men, The Journal of Nutrition Vol. 140, Nº 4, págs. 779-785, Abril 2010 (LINK)
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Outros destaques:

6) Arroz castanho oferece protecção contra elevada pressão arterial e o desenvolvimento de aterosclerose.

*Brown Rice and Cardiovascular Protection, ScienceDaily, Abril 2010 (LINK)

7) Uvas reduzem factores de risco provenientes de doenças do coração e diabetes tipo 2.

*Grapes Reduce Risk Factors for Heart Disease and Diabetes, Animal Study Shows, ScienceDaily, Abril 2010 (LINK)

8 ) Indivíduos cujas dietas incluam salada, nozes, peixe, carne de aves, frutas e vegetais e pouca quantidade de carnes vermelhas, manteiga e lacticínios “gordos” estão menos propensos a desenvolver a doença de Alzheimer.

*Gu, Y. et. al., Food Combination and Alzheimer Disease Risk, Archives of Neurology 67(6), Abril 2010 (LINK)

9) Suplementos multivitamínicos e de cálcio podem reduzir risco de contrair cancro da mama.

*Vitamin and Calcium Supplements May Reduce Breast Cancer Risk, ScienceDaily, Abril 2010 (LINK)

10) Défice de Ómega 3 ligado à infertilidade masculina.

*Roqueta-Rivera, M. et. al., Docosahexaenoic acid supplementation fully restores fertility and spermatogenesis in male delta-6 desaturase-null mice, The Journal of Lipid Research 51 (2):360, Abril 2010 (LINK)

11) Dieta rica em vitamina B reduz riscos cardíacos.

*Iso, H. et. al., Dietary Folate and Vitamin B6 and B12 Intake in Relation to Mortality From Cardiovascular Diseases. Japan Collaborative Cohort Study, Strok, Abril 2010 (LINK)

12) Dieta à base de vegetais, frutas e soja protege contra cancro da mama.

*Butler, L. et. al., A vegetable-fruit-soy dietary pattern protects against breast cancer among postmenopausal Singapore Chinese women, The American Journal of Clinical Nutrition Vol. 91, Nº 4, 1013-1019, Abril 2010 (LINK)


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Suplementos ómega 3… Por quê?

6 de Maio de 2010

Quando se fala em ómega 3 fala-se de saúde e bem-estar. Não é por acaso que estes ácidos graxos são essenciais ao nosso organismo. Quanto mais eles são estudados, mais benefícios são descobertos.

Um estudo publicado no Gut, um jornal médico internacional de Gastroenterologia e Hepatologia, mostrava que o ómega 3 reduz os pólipos perigosos em indivíduos propensos ao cancro do intestino [*1]. Um grupo de cientistas avaliou 50 pacientes distribuídos em 2 grupos. Um grupo de 28 pacientes recebeu uma dose de 2 gr de ómega 3. O outro grupo recebeu um placebo. Passados 6 meses, estes foram os resultados registados:

  • O número de pólipos aumentou cerca de 10% nos pacientes do grupo do placebo. Já nos pacientes que consumiram ómega 3, o número de pólipos caiu 12%;
  • O tamanho dos pólipos aumentou em 17% nos pacientes do grupo de placebo. Nos pacientes do grupo do ómega 3, o tamanho dos pólipos reduziu em 12,5%.

Foi assim concluído que o consumo de ómega 3 impede a manifestação e o desenvolvimento do cancro do intestino.

Ómega 3 e Ataque Cardíaco

Uma revisão de 4 estudos científicos publicados em 2009 mostrou que o ómega 3 ajuda a prevenir e tratar ataques cardíacos. Carl Lavie, o médico que reviu os estudos, afirmou que são poucos os profissionais de saúde que já se aperceberam do extraordinário potencial do ómega 3 para tratar doenças cardiovasculares.

Ele afirma que é recomendado que todas as pessoas consumam entre 800 e 1000 mg de ómega 3 diariamente [*2].

Suplementos Ómega 3 Prozis:

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REFERÊNCIAS OU NOTAS:
[*1]West, N. et. al., Eicosapentaenoic acid reduces rectal polyp number and size in familial adenomatous polyposis, Gut 10.1136, Março 2009 (LINK)
[*2]Lavie, C. et. al., Omega-3 Polyunsaturated Fatty Acids and Cardiovascular Diseases, Journal of the American College of Cardiology 54, págs. 585-594, Fevereiro 2009 (LINK)


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Chá verde previne cancro do pulmão

21 de Abril de 2010

Segundo uma estudo científico realizado em Taiwan e apresentado na Conferência das Origens Moleculares do Cancro do Pulmão, em Janeiro de 2010, beber pelo menos uma chávena de chá verde por dia pode ajudar tanto fumadores como não fumadores a prevenirem-se do cancro do pulmão [*1].

A equipa do cientista I-Hsin Lin comparou 170 doentes com cancro com 340 indivíduos saudáveis. Os indivíduos foram sujeitos a alguns testes e responderam a um questionário sobre os seus hábitos diários. Os cientistas registaram que aqueles que não bebiam chá verde apresentaram um risco cinco vezes maior de desenvolver cancro de pulmão do que os que tomavam chá verde.

O coordenador do estudo explicou o sucedido: “O chá, particularmente o verde, tem recebido muita atenção porque o polifenol é um forte antioxidante e já mostrou que tem uma actividade inibidora na produção de tumores“.

E você, já bebeu chá hoje?

Chás Prozis:


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REFERÊNCIAS OU NOTAS:
[*1]Green Tea Could Modify the Effect of Cigarette Smoking on Lung Cancer Risk, AACR Press Release, Janeiro 2010 (LINK)


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Consumo de soja diminui riscos do cancro da mama e do colo-rectal

5 de Março de 2010

Alguns estudos têm relacionado o consumo da soja ao combate ao cancro da mama e do colo-rectal. Isto deve-se ao facto de a soja possuir propriedades antioxidantes.

Um estudo publicado em Fevereiro de 2009 no The American Journal of Clinical Nutrition mostrava que o consumo de soja contribui para a redução dos riscos do cancro colo-rectal em mulheres na fase da pós-menopausa.

A investigação avaliou dados provenientes de mais de 68 mil mulheres, com idades entre os 40 e os 70 anos, que não apresentavam cancro ou diabetes no início do estudo. As voluntárias foram acompanhadas durante quase seis anos e meio. Os investigadores verificaram que o consumo de soja estava inversamente associado à doença. Por cada aumento de 5 gramas no consumo diário de soja ou proteína de soja, o risco de desenvolver a doença era reduzido em 8%. Os resultados também mostraram que quem consumia mais soja apresentava uma probabilidade menor de vir a desenvolver cancro do colo-rectal [*1].

Num estudo mais recente, investigadores chineses relacionaram a ingestão de produtos à base de soja com a diminuição tanto da mortalidade como do risco do retorno do tumor em pacientes com cancro da mama. Os cientistas acompanharam mais de 73 mil mulheres durante um período de quase sete anos e meio. O estudo registou uma relação inversa entre o consumo de soja e a mortalidade por cancro da mama, assim como a reincidência do tumor [*2].

Isto deve-se ao facto de a soja conter isoflavonas, um composto químico natural que actua sobre o estrogénio, uma hormona feminina. O estrogénio está directamente ligado ao desenvolvimento do tumor.

Ainda mais recentemente, um estudo científico publicado no Cancer Research identificou uma classe de agentes terapêuticos naturais na soja que podem prevenir e, possivelmente, tratar o cancro do colo-rectal [*3].

Produtos Prozis à base de soja:


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REFERÊNCIAS OU NOTAS:
[*1]Prospective cohort study of soy food intake and colorectal cancer risk in women, The American Journal of Clinical Nutritrion Vol. 89, Noº 2, – 577-583, Fevereiro 2009 (LINK)
[*2]Adolescent and adult soy food intake and breast cancer risk: results from the Shanghai Women’s Health Study, The American Journal of Clinical Nutritrion Vol. 89, Nº 6, – 1920-1926, Junho 2009 (LINK)
[*3]Natural Sphingadienes Inhibit Akt-Dependent Signaling and Prevent Intestinal Tumorigenesis, Cancer Research 69, 9457, Dezembro 2009 (LINK)


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