Archive for the ‘Cérebro’ Category

Colesterol HDL (bom colesterol) bom para o cérebro

20 de Dezembro de 2010

Neste artigo vimos por que razões o colesterol HDL é bom para o organismo. Nas condições ideais, o HDL remove o colesterol LDL (mau colesterol) da corrente sanguínea e transporta-o para o fígado, onde é destruído.

Mas não é tudo. Estudos recentes sugerem que o colesterol HDL previne a perda de memória e o estado de demência. Por outras palavras, o bom colesterol é benéfico para a saúde do cérebro.

HDL e demência

Um estudo acompanhou 1051 pessoas com mais de 65 anos durante 3 anos. No final do estudo, as pessoas afectadas pela demência eram aquelas que apresentavam níveis de colesterol HDL significativamente baixos [*1].

HDL e perda de memória

Um estudo de 2008 realizado com 3673 indivíduos avaliou a relação entre o HDL e a capacidade de memória em adultos entre os 55 e os 61 anos de idade. No início e no final do estudo, que durou 5 anos, foram medidos os níveis totais de colesterol, colesterol HDL, triglicerídeos e a capacidade de memória (através de testes específicos).

Resultados: Ao longo dos 5 anos do estudo, os indivíduos que foram diminuindo os seus níveis de HDL apresentaram 61% maior risco de se esquecerem de palavras e frases. Os investigadores concluíram, portanto, que altos níveis de HDL estão relacionados com uma diminuição na perda de memória [*2].

Como possuir níveis adequados de colesterol HDL

  • Fazer exercício físico;
  • Consumir álcool de forma moderada. Isto significa apenas um copo por dia se fores mulher e entre um e dois se fores homem. E bebe apenas se fores responsável;
  • Emagrece, se estiveres acima do peso ideal;
  • Evita as gorduras trans. As comidas prontas-a-comer e os fritos dos restaurantes tendem a ser as maiores fontes deste tipo de gordura;
  • Pratica uma dieta mediterrânea: elevado consumo de peixe, fruta, legumes, nozes, azeite, cereais e baixo nível de gordura. Estes alimentos são boas fontes de HDL.

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REFERÊNCIAS OU NOTAS:
[*1] - Zuliani, G. et. al., Relationship between low levels of high-density lipoprotein cholesterol and dementia in the elderly. The InChianti study, J Gerontol A Biol Sci Med Sci 65(5), págs. 559-64, Maio 2010 (LINK)
[*2] - Singh-Manoux, A. et. al., Low HDL Cholesterol Is a Risk Factor for Deficit and Decline in Memory in Midlife. The Whitehall II Study , Arteriosclerosis, Thrombosis, and Vascular Biology 28(8), págs. 1556-62, Junho 2008 (LINK)


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Como prevenir e tratar um AVC?

24 de Novembro de 2010

Em Portugal, O AVC mata duas pessoas por hora. Números verdadeiramente aterradores que devem merecer toda a nossa atenção.

É importante reconhecer os sinais de um acidente vascular cerebral e quanto mais cedo melhor. Quando falamos de um AVC, cada minuto conta. Esta doença danifica os tecidos cerebrais, mas esses danos podem ser minimizados caso a vítima se dirija rapidamente a um hospital.

Sinais e sintomas do AVC

Se experienciar algum destes sintomas, deve imediatamente ligar para o 112 ou dirigir-se a um hospital:

- fraqueza numa mão, braço ou perna;

- paralisia num dos lados do corpo;

- súbita falta de clareza ou perda de visão (nos 2 olhos ou em apenas 1);

- súbita dificuldade em falar;

- incapacidade de perceber o que alguém lhe está a dizer;

- tonturas ou perda de equilíbrio;

- repentinas e duradouras dores de cabeça insuportáveis.

O que fazer quando alguém sofre um AVC?

O mais importante é identificar e tratar uma vítima de AVC o mais rápido possível. Os sinais de aviso podem demorar tanto alguns minutos como alguns dias. Eis o que deve fazer quando suspeitar que alguma pessoa ao seu lado pode estar em vias de sofrer um AVC:

  • Cara – Peça à pessoa para sorrir. Uma parte da cara fica inclinada para baixo?
  • Braços – Peça à pessoa para levantar ambos os braços. Um dos braços fica em baixo?
  • Fala – Peça à pessoa para dizer uma frase simples. As palavras são de difícil compreensão?

Se a resposta a alguma destas perguntas é “sim”, então existe uma forte probabilidade de a pessoa estar em vias de sofrer um AVC. Se assim for, deves despachar-te. As células do cérebro estão a morrer. Agir com rapidez é fundamental.

De modo a evitar que a morte das células cerebrais seja tão grave ao ponto de deixar a pessoa incapacitada, o tratamento deve começar até 60 minutos do início dos sintomas acima descritos.



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Ácidos gordos melhoram desempenho escolar

17 de Setembro de 2010

Em testes efectuados para um documentário da cadeia de televisão britânica Channel 5, a equipa de cientistas liderada por Basant Puri, investigador da Imperial College de Londres, observou a evolução de quatro crianças com excesso de peso, a quem foram administrados suplementos de EPA, um ácido gordo da cadeia ómega 3.

Após três meses, testes laboratoriais demonstraram que existiam mais conexões e com maior densidade entre os neurónios, bem como um aumento de N-acetilaspartato no cérebro, um químico que está associado a um crescimento das fibras nervosas.

Leitura, concentração e memória são algumas das faculdades que podem beneficiar de suplementação com EPA, que se encontram nos ácidos gordos ómega-3.

Agora que as aulas estão aí, o que espera para dar aos seus filhos suplementos que contenham EPA?
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Retirado de Performance


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Nutrição em Destaque (Julho 2010) – Nutrição

17 de Agosto de 2010

Nutrição em Destaque é a crónica mensal do Logon onde são destacados os estudos mais significativos publicados nos jornais científicos dedicados à Nutrição Desportiva e Ciências do Desporto.

Estes são os destaques de Junho de 2010 na área da Nutrição e exercício físico:
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1) Consumo de creatina retarda fadiga muscular e aumenta capacidade anaeróbica.

Mais duas excelentes novidade para os adeptos da creatina (quem não é?)! Dois novos estudos salientam a importância deste suplementos para todos aqueles que praticam desporto ou musculação e pretendem tirar o máximo partido destas actividades. Um dos estudos mostrou que os ciclistas que consumiram 3gr de creatina durante 28 dias aumentaram em 24% as reservas de creatina no músculo esquelético. Além disso, as reservas totais de fosfocreatina (responsável pela produção de energia) aumentaram 34%.

Estes factores traduziram-se no retardamento da fadiga nos atletas que consumiram a creatina. Todos os atletas tiveram de pedalar durante duas horas (a 60% do VO2máx), realizando sprints ocasionais (a 110% do VO2máx). Este protocolo de treino foi executado antes e depois da suplementação. A creatina revelou-se uma grande ajuda no aumento do desempenho aeróbico.

O outro estudo realizado mostrou benefícios da creatina a nível anaeróbico. O estudo mobilizou cinquenta atletas masculinos e femininos. No dia 1, os voluntários executaram um teste na passadeira de modo a determinar o volume máximo de oxigénio. Nos dias 2 e 3, os voluntários correram na passadeira a diferentes percentagens do VO2máx. Durante os 5 dias que se seguiram, os indivíduos colocados no grupo da creatina consumiram 4 doses diárias deste suplemento. Cada dose continha 5gr de creatina e 18g de dextrose. Os indivíduos do grupo do placebo apenas consumiram a dextrose. O teste dos 3 dias foi repetido.

Resultados: comparado com o grupo do placebo, os atletas que consumiram creatina registaram 23% maior capacidade de corrida anaeróbica. Os cientistas concluíram que os atletas que procurem melhorar as actividades intensas de curta duração devem consumir creatina.

*Hickner, R. et. al., Effect of 28 days of creatine ingestion on muscle metabolism and performance of a simulated cycling road race, Journal of the International Society of Sports Nutrition 7:26, Julho 2010 (LINK)
*Fukuda, D. et. al., The effects of creatine loading and gender on anaerobic running capacity, The Journal of Strength and Conditioning Research 24(7): 1826-1833, Julho 2010 (LINK)
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2) Cafeína aumenta força máxima e resistência muscular.

Um grupo de investigadores efectuou uma revisão da literatura científica publicada nos jornais científicos a respeito dos efeitos da cafeína na força voluntária máxima (FVM) e na resistência muscular. No total, foram revistos 34 estudos relevantes realizados entre 1939 e 2008. Estes foram algumas das conclusões mais significativas apontadas pelos cientistas:

  • O efeito da cafeína no aumento da FVM faz-se sentir especialmente ao nível dos extensores do joelho;
  • A resistência muscular aumenta com o consumo de cafeína (algo que já tínhamos referido anteriormente).

Concluindo: cafeína é um excelente suplemento para atletas que pratiquem desportos duros e que exijam um grande esforço físico. Ter uma boa ou má performance nos minutos finais da competição pode depender da escolha que faz ao nível dos suplementos.

*Warren, G. et. al., Effect of Caffeine Ingestion on Muscular Strength and Endurance: A Meta-Analysis, Medicine & Science in Sports & Exercise Vol. 42 – Issue 7 – págs. 1375-1387, Julho 2010 (LINK)
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3) Dietas com demasiado recurso a fast-food, fritos e comidas pronto-a-comer podem conduzir a perturbações neurológicas.

Depois de analisar os hábitos de alimentação de 1800 adolescentes, um grupo de investigadores descobriu que uma dieta que inclua demasiado fast-food, comidas que basta aquecer para comer e fritos, pode estar na base de uma perturbação neurobiológica conhecida como transtorno do deficit de atenção com hiperactividade. Os sintomas principais são a actividade motora excessiva e o deficit de atenção. De facto, neste estudo, os adolescentes que baseavam a sua dieta neste tipo de alimentos tinha o dobro da probabilidade de desenvolver esta síndrome, em comparação com os miúdos cuja alimentação estava baseada em vegetais, frutas e peixe.

Uma dieta repleta em vegetais, frutas e peixe tende a ser rica em ácidos gordos essenciais (ómega 3), fibras alimentares e ácido fólico, necessário para a formação de proteínas estruturais e da hemoglobina. Por sua vez, dietas à base de comidas aquecidas, fast-food e fritos são muito carregadas em gorduras saturadas e açúcares simples, uma vez que contêm muitos corantes e conservantes. Os autores do estudo chamam a atenção para a importância dos ácidos gordos essenciais ómega 3, indispensáveis para o funcionamento sadio do cérebro.

*Amber L. et. al., ADHD Is Associated With a ‘Western’ Dietary Pattern in Adolescents, Journal of Attention Disorders doi: 10.1177/1087054710365990 , Julho 2010 (LINK)
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4) Efeito anti-cancerígeno dos brócolos descoberto.

O Logon já tinha dado conta de 2 estudos recentes que mostravam que uma substância presente nos brócolos trava avanço de células cancerígenas (Ver “Outros destaques” AQUI e AQUI). Agora, o mecanismo que permite isso foi explicado.

O gene fosfatase e homólogo de tensina (PTEN) actua como um supressor de tumores cancerígenos. A sua inibição ou inactivação pode conduzir à proliferação das células cancerígenas. O sulfurane, uma substância química presente nos brócolos, interage com as células onde o gene PTEN não se encontra activo, reduzindo as probabilidades das células cancerígenas se desenvolverem.

Agora já sabe… da próxima vez, não coloque os brócolos no canto do prato.

*Maria H. et. al., The dietary isothiocyanate sulforaphane modulates gene expression and alternative gene splicing in a PTEN null preclinical murine model of prostate cancer, Molecular Cancer 9:189, Julho 2010 (LINK)
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Outros destaques:

5) Consumo de vitamina E associado a menor risco de demência.

*Elizabeth E. et. al., Dietary Antioxidants and Long-term Risk of Dementia, Archives of Neurology 67 (7): 819-825, Julho 2010 (LINK)

6) Diminuir a quantidade de sal na comida pode reduzir o risco de fatalidades cardiovasculares.

*Klaus, D. & Hoyer, J. & Middeke, M., Salt Restriction for the Prevention of Cardiovascular Disease, Deutsches Arzteblatt International 107 [26]: 457-62, Julho 2010 (LINK)

7) Deficiência de vitamina D pode provocar rigidez arterial.

*Dong, Y. et. al., A 16-Week Randomized Clinical Trial of 2000 International Units Daily Vitamin D3 Supplementation in Black Youth: 25-Hydroxyvitamin D, Adiposity, and Arterial Stiffness , The Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism doi:10.1210/jc.2010-0606, Julho 2010 (LINK)


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Creatina melhora a capacidade mental

24 de Março de 2010

A creatina é conhecida pelos seus largos benefícios físicos nos atletas, entre os quais melhorar o desempenho, aumentar a força muscular, diminuir o estado de fadiga e ajudar na recuperação. Mas, para além disso, ela também pode estimular a inteligência, de acordo com um estudo publicado na Proceedings of the Royal Society B [*1].

45 Indivíduos adultos participaram no estudo conduzido por cientistas australianos. Os voluntários foram divididos em 2 grupos. Um deles consumiu creatina, o outro placebo. O estudo durou 6 semanas. O teste foi realizado apenas com vegetarianos, já que a carne é uma fonte de creatina e seria difícil controlar a investigação. Depois das 6 semanas, os cientistas testaram a habilidade de repetir uma longa sequência de números. Também foi aplicado um teste de QI aos participantes do estudo.

Creatina = Maior QI

Foi observado que, a curto prazo, os suplementados com creatina tiveram um efeito muito positivo. “Os dois testes exigem poder de rapidez cerebral e o teste de QI foi concluído sob pressão“, disse Caroline Rae, cientista que liderou o grupo. A creatina deu um estímulo significante ao poder cerebral, levando os cientistas a concluírem que ela ajuda a manter os níveis de energia cerebral, melhorando a capacidade mental. No teste de memória, no grupo que tomou creatina a capacidade de memorizar números longos passou de uma média de 7 para 8,5 dígitos. O estudo mostrou que a creatina aumenta a quantidade de energia disponível para o cérebro fazer cálculos, melhorando a habilidade mental como um todo.

(Nota Prozis: se procura melhorar a memória, a creatina é um suplemento que o ajudará a desenvolver esse objectivo. Cientificamente comprovado!)

Creatinas Prozis:


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REFERÊNCIAS OU NOTAS:
[*1] – Rae, C. et. al., Oral creatine monohydrate supplementation improves brain performance: a double–blind, placebo–controlled, cross–over trial, Proceedings of the Royal Society B Vol. 270 – Nº 1529, págs. 2147-2150 , Outubro 2003 (LINK)


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Exercício físico aumenta desempenho cognitivo

23 de Fevereiro de 2010

O exercício físico pode ser um instrumento importante para optimizar o processo de aprendizagem, o desempenho cognitivo, assim como a prevenção de certas doenças. Foi essa a conclusão de um estudo recente publicado na Proceedings of the National Academy of Sciences.

Não é novidade nenhuma que o exercício faz bem à saúde. O que agora nós sabemos é que a actividade física está directamente associada ao coeficiente de inteligência (QI).

O estudo foi realizado com 1 milhão e 200 mil homens (1.200.000) suecos nascidos entre 1950 e 1976 e que realizaram serviços militares. Estes homens foram analisados quando entraram no exército, com testes físicos e psicológicos. O objectivo destes testes era avaliar o QI. Os investigadores notaram uma ligação entre uma boa saúde física e melhores resultados nos testes de QI [*1].

Segundo eles, a ligação mais forte está ao nível do raciocínio lógico e compreensão verbal. Os cientistas salientaram, no entanto, que é a boa condição física, e não a força, que exerce influência sobre os resultados. “O bom estado físico significa que a capacidade cardíaca e dos pulmões está boa, o que significa que o cérebro recebe bastante oxigénio”, diz Michael Nilsson, porta-voz da equipa de cientistas.

Também provámos que os jovens que melhoram a condição física entre os 15 e 18 anos aumentam a performance cognitiva“, explicou a investigadora Maria Åberg. “Sendo este o caso, a educação física é uma matéria que tem um papel muito importante nas escolas, e é absolutamente necessária para melhorar em matemática e outras matérias teóricas“, concluiu.

Também foram comparados os resultados dos testes de condição física durante o serviço militar obrigatório com o estado sócio-económico durante a idade adulta. Foi observado que aqueles que tinham um bom estado físico aos 18 anos eram mais propensos a seguir os estudos no ensino superior.
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REFERÊNCIAS OU NOTAS:
[*1]Cardiovascular fitness is associated with cognition in young adulthood, PNAS Vol. 106 Nº 49 – 20906-20911, Dezembro 2009 (LINK)


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