Archive for the ‘Coração’ Category

Que efeitos cardíacos tem a prática de sexo?

7 de Outubro de 2011

A partir de um certo ponto da sua vida a maioria dos homens tem actividade sexual. À medida que envelhecem, começam a perguntar-se se o sexo é uma boa forma de exercício ou demasiado esgotante para o coração. Estas questões podem parecer corriqueiras, mas são até bastante importantes – e têm agora sólidas respostas científicas.

Passadeira versus colchão

Para avaliar os efeitos cardiovasculares da actividade sexual, investigadores monitorizaram voluntários enquanto faziam exercício numa passadeira no laboratório e durante actividade sexual privada em casa. Juntamente com 13 mulheres os voluntários incluíram 19 homens com uma idade média de 55 anos. Cerca de 3/4 dos homens eram casados e perto de 70% tinha uma qualquer forma de doença cardiovascular; 53% tomavam bloqueadores beta. Apesar do seu historial cardíaco os homens referiam exercitar-se umas quatro vezes por semana e ter relações sexuais seis vezes por mês em média [*1].

Os investigadores monitorizaram os batimentos cardíacos e a pressão sanguínea ao longo de exercícios normais de passadeira e durante a “habitual” actividade sexual com o(a) companheiro(a) em casa. Todos os actos sexuais terminaram com penetração vaginal e orgasmo masculino.

Talvez desapontante é o resultado de que o exercício de passadeira se revelou mais esgotante. Ao longo da prática sexual, os homens aumentaram o seu batimento cardíaco apenas 72% do que aumentaram na passadeira, e a pressão sanguínea média durante o sexo foi apenas 80% da obtida no exercício de passadeira. Numa escala de 1 a 5, com 5 como o valor mais alto, os homens avaliaram a passadeira como 4,6 e o sexo como 2,7. O sexo foi ainda menos intenso para as mulheres em termos de batimento cardíaco, pressão sanguínea e intensidade de esforço percebida.

Sexo como exercício

Os homens parecem consumir mais energia a pensar e falar de sexo do que no acto em si. Durante o acto sexual, o batimento cardíaco do homem raramente excede os 130 batimentos por minuto, e a sua pressão sanguínea sistémica (o mais alto valor, de quando o coração está a bombear sangue) quase sempre fica abaixo dos 170. De uma forma geral, a actividade sexual média é moderada em termos de intensidade de exercício.

No que respeita ao consumo de oxigénio, não vai além de 3,5 METS (equivalentes metabólicos), o que é praticamente o mesmo que dançar foxtrot, varrer folhas ou jogar pingue-pongue. O sexo queima cerca de cinco calorias por minuto, o que é quatro vezes mais do que o homem consome enquanto vê televisão, mas é praticamente o mesmo que caminhar num jogo de golfe. Se um homem consegue subir dois ou três lanços de escadas sem dificuldade, ele estará em boa forma para fazer sexo.

Sexo como sexo

Varrer folhas pode aumentar o consumo de oxigénio do homem, mas provavelmente não fará o seu “motor” ligar. O sexo é, claro, diferente, e a excitação e o stress podem bem bombear adrenalina extra. A excitação mental e o exercício físico aumentam os níveis de adrenalina e podem desencadear ataques cardíacos e arritmias, anormalidades do ritmo de bombeamento do coração. Pode o sexo fazer o mesmo? Em teoria pode. Mas na prática, é realmente muito incomum pelo menos durante o sexo convencional com um parceiro familiar.

Estudos cautelosos demonstram que um em cada 100 ataques cardíacos está relacionado com a actividade sexual, e para arritmias fatais o rácio é de apenas um em 200. Noutros termos, para um homem saudável com 50 anos, o risco de ter um ataque cardíaco numa qualquer hora é de um em um milhão; o sexo duplica esse risco, mas para apenas dois em um milhão. Para homens com problemas de coração o risco é 10 vezes superior – mas mesmo para eles, a probabilidade de sofrer um ataque cardíaco durante o sexo é de apenas 20 em um milhão. Estas são probabilidades bastante positivas…

Sexo seguro

O sexo é uma parte normal da vida humana. Para todos os homens, quer tenham doenças cardíacas ou não, a melhor forma de manter o sexo seguro é estarem em forma evitando o tabaco, exercitando-se regularmente, tendo uma boa dieta, mantendo-se magros e evitando demasiado (ou muito pouco) álcool. Naturalmente, os homens não devem iniciar a actividade sexual se não se sentem bem e homens que têm possíveis sintomas cardíacos durante o sexo devem interromper essa prática imediatamente.

Com estas orientações e precauções, o sexo é seguro para o coração – mas deveria ser seguro para o resto do corpo, também. Doenças sexualmente transmissíveis constituem um risco superior aos problemas cardíacos sexualmente induzidos. No que diz respeito ao sexo, os homens deveriam usar não só o coração mas também a cabeça.

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REFERÊNCIAS OU NOTAS:
[*1] – Palmeri, S. T. et al, Heart Rate and Blood Pressure Response in Adult Men and Women During Exercise and Sexual Activity, The American Journal of Cardiology 100(12):pp. 1795-1801, Dezembro 2007 (LINK)


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Nadar em água gelada faz mal ao coração?

31 de Agosto de 2011

Questão enviada por um cliente Prozis:

Passo parte de cada Verão em Espinho. Uma das coisas que adoro fazer é nadar no oceano uns 20 a 30 minutos. A água é fria, mas não me importo. Tenho quase 80 anos. A minha válvula mitral foi operada há cinco anos e os meus batimentos cardíacos são por vezes irregulares. Os meus mergulhos em água fria são bons para o coração?

Nadar é um excelente exercício para o coração, artérias, pulmões e músculos. Se gosta de tomar banho em água fria e o faz há algum tempo sem efeitos negativos então provavelmente não terá qualquer problema no futuro. Mas a sua questão preocupa-nos por dois motivos. O corpo humano está adaptado para a vida em terra seca e para a pressão descendente da gravidade. Submergir o corpo em água aperta o sangue das extremidades para o peito.

Isto faz com que o coração trabalhe mais fortemente e aumenta a pressão sanguínea. Suster a respiração e pôr a cara debaixo de água faz o coração abrandar e aumenta a pressão sanguínea. Esta reacção, comummente apelidada de bradicardia, é um fenómeno muito estudado. Não requer necessariamente profundidade – a bradicardia e um aumento da pressão sanguínea podem ocorrer quando a face é imersa na água mesmo à superfície, como acontece quando se nada.

A água fría é a nossa outra preocupação. O choque causado pela água fria contra a pele estimula uma reacção de luta ou fuga. As glândulas adrenais bombeiam epinefrina (adrenalina) extra e outras hormonas de stress. Elas fazem com que os vasos sanguíneos que fornecem a pele se comprimam. Isto conserva o calor, mas envia ainda mais sangue para o peito, sobrecarregando o coração.

Epinefrina extra também tende a perturbar o ritmo constante do coração. Isto normalmente não é um problema em pessoas com um coração saudável, mas pode ser problemático para quem tenha tendência para arritmias. Para além disso, quanto mais fria a água for mais forte será a reacção, potencialmente conduzindo a um batimento cardíaco mais baixo e a uma pressão cardíaca maior.

Mas só porque algo pode dar mau resultado não significa que isso acontecerá. No seu caso parece que se está a dar bem com a natação em água fria, por isso não vamos aconselhá-lo a parar. Vamos, no entanto, sugerir-lhe que nade sempre com alguém que o possa socorrer e fazer-lhe reanimação cardiorespiratória.

Também lhe recomendamos que esteja sempre alerta para sinais de redução do batimento cardíaco ou arritmia, como sentir-se desmaiar ou reparar em batimentos irregulares ou em falta, e sair imediatamente da água se algo desse género acontecer.



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Nutrição em Destaque (Julho 2010) – Saúde

18 de Agosto de 2010

Nutrição em Destaque é a crónica mensal do Logon onde são destacados os estudos mais significativos publicados nos jornais científicos dedicados à Nutrição Desportiva e Ciências do Desporto.

Estes são os destaques de Junho de 2010 na área da Saúde:
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1) Como estão os seus relacionamentos?

Segundo um estudo publicado na PLoS Medicine, as relações sociais com a família, amigos, vizinhos e colegas de trabalho ou escola aumenta as probabilidades de sobrevivência até 50%. Os investigadores afirmam que a interacção com outras pessoas não é apenas benéfico do ponto de vista psicológico mas também afecta positivamente a saúde física.

Segundo os investigadores, a fraca interacção social é equivalente a:

  • fumar 15 cigarros por dia:
  • ser alcoólico;
  • não praticar exercício físico;
  • ser obeso.
*Holt-Lunstad, J. & Smith, T. & Layton, J., Social Relationships and Mortality Risk: A Meta-analytic Review, PLoS Medicine, 2010; 7 (7), Julho 2010 (LINK)
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2) Álcool pode prejudicar memória no futuro.

Um estudo conduzido por cientistas da universidade britânica de Northumbria mostrou que o consumo excessivo de álcool pode prejudicar a capacidade de uma pessoa lembrar-se de tarefas a realizar. A investigação reuniu estudantes que consumiam 6 copos de cerveja duas ou três vezes por semana e estudantes que não consumiam álcool. Todos eles viram um vídeo de 10 minutos que mostrava ruas de uma certa cidade. Foi-lhes pedido que em determinadas localizações executassem certas instruções.

Os investigadores observaram que os estudantes mais dependentes de álcool lembraram-se de menos localizações/instruções do que os seus colegas que não bebiam.

Outro estudo não menos interessante descobriu que durante a hora que se segue ao consumo de álcool, o risco de contrair um AVC é maior.

*Heffernan, R. et. al., Does binge drinking in teenagers affect their everyday prospective memory?, PLoS Medicine 109 (1-3): 73, Julho 2010 (LINK)
*Mittleman, M. et. al., Alcohol and Acute Ischemic Stroke Onset. The Stroke Onset Study, Stroke doi: 10.1161/STROKEAHA.110.580092, Julho 2010 (LINK)
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3) Uso excessivo do telemóvel pode provocar sensação de zumbido.

O zumbido é uma sensação auditiva que provoca uma espécie de assobio constante no indivíduo. Pode ser um dos sintomas de perda auditiva. Um grupo de investigadores descobriu que o uso excessivo do telemóvel pode ser responsável pelo desenvolvimento desta sensação auditiva. Eles analisaram 100 pacientes que receberam tratamento para o problema do zumbido e descobriram que aqueles que usavam o telemóvel 10 minutos por dia tinha 71% mais probabilidades de desenvolver esta condição.

Além disso, constataram que as pessoas que utilizam todos os dias o telemóvel (para fazer ou receber chamadas) desde há pelo menos 4 anos têm o dobro das hipóteses de ficar com a sensação de zumbido, em relação às que são menos dependentes do aparelho.

*Hutter, H. et. al., Tinnitus and mobile phone use, Occupational and Environmental Medicine doi:10.1136/oem.2009.048116, Julho 2010 (LINK)


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Nutrição em Destaque (Junho 2010) – Nutrição

13 de Julho de 2010

Nutrição em Destaque é a crónica mensal do Logon onde são destacados os estudos mais significativos publicados nos jornais científicos dedicados à Nutrição Desportiva e Ciências do Desporto.

Estes são os destaques de Junho de 2010 na área da Nutrição:
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1) Apresentamos o resveratrol, o suplemento que o ajudará a perder peso.

O resveratrol é um dos 200 polifenóis do vinho. As suas propriedades anti-obesidade foram mais uma vez demonstradas. Uma equipa de investigadores avaliou os efeitos da suplementação diária com resveratrol no peso, metabolismo e consumo de energia em seis lémures. Segundo Fabienne Aujard, coordenador do estudo, “os lémures cuja dieta incluía resveratrol diminuíram o seu consumo de energia (calorias) em 13% e a sua taxa metabólica de repouso em 29%“.

Os cientistas demonstraram que a suplementação com resveratrol durante 4 semanas provoca uma diminuição na quantidade de calorias ingerida e uma redução na massa corporal. De acordo com Fabienne, “estes resultados fornecem nova informação a respeito dos potenciais efeitos do resveratrol no metabolismo de energia e no controlo da massa corporal“.

Num outro estudo também publicado no mês passado, os investigadores mostraram que o consumo de resveratrol beneficia a circulação sanguínea no cérebro.

*Dal-Pan, A. & Blanc, S. & Aujard, F., Resveratrol suppresses body mass gain in a seasonal non-human primate model of obesity, BMC Physiology 10:11, Junho 2010 (LINK)
*Kennedy, D. et. al, Effects of resveratrol on cerebral blood flow variables and cognitive performance in humans: a double-blind, placebo-controlled, crossover investigation, The American Journal of Clinical Nutrition 91: 1590-1597, Junho 2010 (LINK)
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2) A cafeína pode valer-lhe a medalha de ouro.

O investigador Rob James teve uma declaração interessante: “O pequeno aumento da performance através da cafeína pode significar a diferença entre o outro olímpico e a medalha de prata“. O cientista teve esta afirmação depois da sua equipa ter mostrado, uma vez mais, que o consumo de cafeína aumenta o desempenho dos músculos e a resistência física.

A actividade muscular está dividida em duas categorias: a máxima, na qual os músculos são puxados ao limite (como no sprint ou no levantamento de peso), e a sub-máxima, que cobre o resto das actividades (caminhar, subir escadas, etc). O estudo liderado por Rob James mostrou que a cafeína produz efeitos de aumento de capacidade física em ambas as categorias. Foi a primeira vez que foi demonstrado que a cafeína também aumenta a performance em actividades ligeiras e de baixa intensidade.

*Olympic Gold? A New Effect of Caffeine Boosts Performance, ScienceDaily, Junho 2010 (LINK)
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3) Ómega-3 é eficaz no tratamento da depressão.

Os suplementos de ómega-3 são eficazes no tratamento da depressão em pacientes que não foram de ansiedade“. A boa notícia vem do Canadá. Uma equipa de cientistas descobriu que dar suplementos de ómega-3 a indivíduos que sofram de depressão e que não apresentem desordens a nível de ansiedade é uma excelente maneira de tratar esta condição mental.

O estudo reuniu 432 homens e mulheres. Durante 8 semanas, metade dos voluntários consumiu 3 cápsulas de ómega-3 por dia enquanto que a outra metade consumiu um placebo feito à base de óleo de girassol. O consumo total ómega-3 por dia consistiu em 1050mg de EPA e 150mg de DHA. Esta dose mostrou-se eficaz no tratamento da depressão.

Um outro estudo mostrou que o consumo de peixes gordos (ricos em ómega-3) está associado a uma menor incidência de casos de indivíduos com insuficiência cardíaca.

*Lespérance, F. et. al., The Efficacy of Omega-3 Supplementation for Major Depression: A Randomized Controlled Trial, Journal of Clinical Psychiatry 10.4088/JCP.10m05966blu, Junho 2010 (LINK)

*Levitan, B. &, Wolk, A. & Mittleman, M., Fatty fish, marine ω-3 fatty acids and incidence of heart failure, European Journal of Clinical Nutrition 64, 587–594, Março 2010 (LINK)

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4) Vitamina D = Estilo de vida saudável.

De acordo com um novo estudo, a deficiência de vitamina D é uma das principais causas da diabetes tipo 2 e pode estar associada a um pobre controlo dos níveis de açúcar no sangue. Um grupo de investigadores reviu o registo médico de 124 pacientes com diabetes tipo 2 que receberam tratamento entre 2003 e 2008. Os pacientes tiveram os seus níveis de vitamina D analisados como parte do seu acompanhamento clínico, o que possibilitou aos cientistas estabelecerem uma ligação entre o consumo desta vitamina e a doença. Os cientistas registaram que 91% dos pacientes apresentava deficiência de vitamina D.

Outros dois estudos, apresentados em Roma no Congresso Anual da Liga Europeia Contra o Reumatismo, ditavam que a deficiência de vitamina D é comum em pacientes que sofrem de doenças reumáticas, entre as quais osteoporose, fibromialgia e a raquialgia.

(Nota Prozis: A vitamina D parece ser, à partida, a vitamina mais fácil de consumir nos níveis recomendados, uma vez que é produzida pelo organismo quando este está exposto ao sol. No entanto, verifica-se que isso não é assim. Como tal, é aconselhado o consumo de suplementos de vitamina D).

*Poor Control of Diabetes May Be Linked to Low Vitamin D, ScienceDaily, Junho 2010 (LINK)
*Vitamin D Deficiency Confirmed as Common Across a Range of Rheumatic Conditions, ScienceDaily, Junho 2010 (LINK)
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5) Cortar calorias é o tipo de dieta mais aconselhada para obesos.

Segundo um novo estudo realizado com mulheres obesas, a dieta mais aconselhada para perder peso é aquela que corta com as calorias e não a que corta com as gorduras. É normal o médico recomendar a uma pessoa obesa um corte na quantidade de gorduras ingeridas, mantendo, ainda assim, o número de calorias que a pessoa ingere. Esta investigação mostrou que esse não é o método mais eficaz para perder peso.

O estudo, que durou 12 semanas, mostrou que as mulheres que apresentam resistência à insulina, uma condição que conduz à diabetes tipo 2, perdem mais peso numa dieta que diminua o número habitual de calorias ingeridas do que se apenas cortarem na quantidade de gordura. “As pessoas com resistência à insulina metabolizam os hidratos de carbono de forma anormal, o que afecta o índice de perda de gordura”, afirmou o investigador Raymond Plodkowski.

*Cutting Carbs Is More Effective Than Low-Fat Diet for Insulin-Resistant Women, Study Finds, ScienceDaily, Junho 2010 (LINK)
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Outros destaques:

6) Chocolate preto reduz pressão arterial.

*Ried, K. et. al., Does chocolate reduce blood pressure? A meta-analysis, BMC Medicine 8:39, Junho 2010 (LINK)

7) Substituir o arroz branco pelo arroz castanho ou outros grãos pode reduzir o risco da diabetes.

*Sun, Q. et. al., White Rice, Brown Rice, and Risk of Type 2 Diabetes in US Men and Women, Archives of Internal Medicine 170(11):961-969, Junho 2010 (LINK)

8 ) Obesidade masculina ligada a baixos níveis de testosterona.

*Dhindsa, M. et. al., Testosterone concentrations in diabetic and non-diabetic obese men, Diabetes Care Vol. 33, Nº 6, págs. 1186-1192, Junho 2010 (LINK)

9) Dieta Mediterrânica (elevado consumo de peixe, fruta, legumes, nozes, azeite, cereais e baixo nível de gordura) faz bem ao funcionamento do coração.

*Dai, J. et. al., Mediterranean Dietary Pattern Is Associated With Improved Cardiac Autonomic Function Among Middle-Aged Men: A Twin Study, Circulation: Cardiovascular Quality and Outcomes 10.1161/CIRCOUTCOMES.109.905810, Junho 2010 (LINK)

10) Consumir pouca quantidade de carnes processadas e muita quantidade de aves domésticas e peixe pode reduzir risco de desenvolver cancro dos ovários.

*Kolahdooz, F. et. al., Meat, fish, and ovarian cancer risk: results from 2 Australian case-control studies, a systematic review, and meta-analysis, The American Journal of Clinical Nutrition 91: 1752-1763, Junho 2010 (LINK)

11) Mirtilo previne fibrose hepática.

*Wang, Y. et. al., Effects of blueberry on hepatic fibrosis and transcription factor Nrf2 in rats, World Journal of Gastroenterology 16(21): págs. 2657-2663, Junho 2010 (LINK)

12) Antioxidantes melhoram a condição de resistência à insulina.

*Well-Defined Quantity of Antioxidants in Diet Can Improve Insulin Resistance, Study Finds, ScienceDaily, Junho 2010 (LINK)

13) Substância presente nos brócolos trava avanço de células cancerígenas.

*Zou, X. , A Novel Mechanism of Indole-3-Carbinol Effects on Breast Carcinogenesis Involves Induction of Cdc25A Degradation, Cancer Prevention Research doi: 10.1158/1940-6207.CAPR-09-0213, Junho 2010 (LINK)

14) Níveis elevados de vitamina B6 e aminoácido metionina associados com menor risco de desenvolver cancro do pulmão.

*Johansson, M. et. al., Serum B Vitamin Levels and Risk of Lung Cancer, JAMA 303 (23): 2377-2385, Junho 2010 (LINK)

15) Polifenóis presentes no vinho tinto e no chá verde travam crescimento do cancro da próstata.

*Brizuela, L. et. al., The sphingosine kinase-1 survival pathway is a molecular target for the tumor-suppressive tea and wine polyphenols in prostate cancer, The FASEB Journal doi:10.1096/fj.10-160838, Junho 2010 (LINK)

16) Estudo mostra que consumo moderado de café e chá traz benefícios para o coração.

*Margot de Koning Gans, J. et. al., Tea and Coffee Consumption and Cardiovascular Morbidity and Mortality, Arteriosclerosis, Thrombosis, and Vascular Biology: Journal of the American Heart Association doi:10.1161/ATVBAHA.109.201939, Junho 2010 (LINK)


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Nutrição em Destaque (Maio 2010) – Saúde

8 de Junho de 2010

Nutrição em Destaque é a crónica mensal do Logon onde são destacados os estudos mais significativos publicados nos jornais científicos dedicados à Nutrição Desportiva e Ciências do Desporto.

Estes são os destaques de Maio de 2010 na área da Saúde:
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1) Dormir menos de seis horas por noite aumenta probabilidade de morte prematura.

Segundo um estudo publicado no jornal SLEEP, as pessoas que dormem menos de seis horas por noite têm mais 12% de probabilidade de morte prematura, em relação às que dormem entre seis e oito horas. No entanto, a privação de sono não é o único factor que pode contribuir para uma morte prematura. Um sono regularmente muito longo, mais de nove horas por noite, pode também representar fonte de preocupação. Segundo os investigadores, dormir muito não aumenta, por si só, o risco de mortalidade mas pode ser o sintoma de uma doença grave e potencialmente mortal.

O estudo baseou-se nos resultados de 16 investigações conduzidas na Grã-Bretanha, Estados Unidos e outros países europeus e da Ásia. Ao todo participaram 1,3 milhões de pessoas, seguidas durante 25 anos.

Um outro estudo, que também atentou para as horas de sono das pessoas, descobriu que apenas uma noite mal dormida pode levar o organismo da pessoa à condição de resistente à insulina. Esta condição caracteriza-se pela incapacidade do corpo em produzir insulina suficiente (hormona responsável pela regulação dos níveis de açúcar no sangue) e é uma das componentes da diabetes tipo 2.

Neste estudo, os investigadores mediram os níveis de sensibilidade à insulina em 9 voluntários após duas situações: depois de uma noite bem dormida (8 horas, aproximadamente) e depois de uma noite mal dormida (4 horas apenas). Depois da noite mal dormida, o organismo estava menos sensível à circulação de insulina.

*Cappuccio F. et. al, Sleep duration and all-cause mortality: a systematic review and meta-analysis of prospective studies, SLEEP 33(5):585-592, Maio 2010 (LINK)
*Donga, E. et. al., A Single Night of Partial Sleep Deprivation Induces Insulin Resistance in Multiple Metabolic Pathways in Healthy Subjects, The Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism Vol. 95, Nº 6, págs. 2963-2968, Maio 2010 (LINK)
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2) Maus hábitos de higiene dentária contribuem para o desenvolvimento de doenças cardíacas.

Deve-se estar a perguntar o que é que os hábitos de higiene dentária têm a ver com as doenças do coração, mas o certo é que um novo estudo descobriu que os indivíduos que lavam os dentes menos de 2 vezes por dia aumentam as suas probabilidades de desenvolver doenças relativas ao coração.

Os investigadores recolheram dados de 11.000 adultos, registando se eram ou não fumadores, se praticavam ou não exercício físico, quantas vezes lavavam os dentes por dia e com que frequência iam ao dentista.

Descobriram que aquelas pessoas que lavavam poucas vezes os dentes tinham 70% maior probabilidade de desenvolver alguma doença cardíaca, comparado com as pessoas que tinham bons hábitos de higiene dentária. Desta forma, este estudo encontrou uma relação entre as doenças da gengiva e o risco de contrair doenças cardíacas.

*Oliveira, S. & Watt, R. & Hamer, M., Toothbrushing, inflammation, and risk of cardiovascular disease: results from Scottish Health Survey, British Medical Journal 340:c2451, Maio 2010 (LINK)
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3) Vida sedentária aumenta probabilidade de morrer devido a doenças cardíacas.

Desporto é vida, assim se costuma dizer. Esta expressão não é apenas um mero cliché! É a verdade! Um grupo de investigadores avaliou a relação entre dois comportamentos sedentários (conduzir e ver televisão) e casos mortais derivados de doenças cardíacas. Para isso, recolheram informações de 7.744 homens (entre os 20 e os 89 anos de idade) a respeito de quanto tempo passavam semanalmente a conduzir e a ver televisão. As informações foram recolhidas em 1982. Em 2003 os cientistas recolheram a folha clínica de todos estes homens, para cruzar dados.

Eles constataram que, durante este período, 377 pessoas perderam a sua vida fruto de doenças cardíacas. Os homens que passavam mais de 10 horas semanais a conduzir tinham 82% maior probabilidade de morrer do coração do que os homens que gastavam menos de 4 horas por semana nesta tarefa. Aqueles que gastavam mais de 23 horas distribuídas entre conduzir e ver televisão apresentavam 64% maior probabilidade de morrer do coração do que os que gastavam menos de 11 horas.

Nas suas conclusões, os cientistas advertiram que é essencial promover esforços no sentido de enfatizar a necessidade de praticar exercício físico, de modo a reduzir potenciais casos de doenças cardíacas.

*Warren, T. et. al., Sedentary Behaviors Increase Risk of Cardiovascular Disease Mortality in Men, Medicine & Science in Sports & Exercise Vol. 42 – Issue 5, págs. 879-885, Maio 2010 (LINK)
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Outros destaques:

4) Exercício físico ajuda no tratamento de pacientes com cancro da próstata ou da mama.

*Exercise May Keep Cancer Patients Healthier During, After Treatment, ScienceDaily, Maio 2010 (LINK)

5) Excesso de álcool aumenta risco de desenvolver cancro do pâncreas.

*Gupta, S. et. al, Risk of pancreatic cancer by alcohol dose, duration, and pattern of consumption, including binge drinking: a population-based study, Cancer Causes & Control 10.1007/s10552-010-9533-6, 2010 (LINK)


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Nutrição em Destaque (Maio 2010) – Nutrição

7 de Junho de 2010

Nutrição em Destaque é a crónica mensal do Logon onde são destacados os estudos mais significativos publicados nos jornais científicos dedicados à Nutrição Desportiva e Ciências do Desporto.

Estes são os destaques de Maio de 2010 na área da Nutrição:
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1) Para mais resistência e condição física, arginina é a solução!

Um grupo de investigadores quis avaliar os efeitos da suplementação com arginina no desempenho físico até ao ponto de exaustão. O propósito era observar qual o tempo máximo de libertação de energia que os atletas conseguiriam alcançar antes de atingirem o estado de fadiga e que papel teria a arginina nessa tarefa.

Cinquenta jovens adultos foram distribuídos por 3 grupos: o grupo do placebo, o grupo que recebeu 1,5gr de arginina e o grupo que recebeu 3gr de arginina. Todos os indivíduos dos 3 grupos executaram um teste de esforço até à exaustão em duas alturas: antes da suplementação e após as 4 semanas de suplementação. Através da electromiografia os cientistas registaram os sinais eléctricos do músculo vasto lateral.

Os resultados foram esclarecedores: não houve aumento no grupo do placebo. Ambos os grupos que receberam arginina aumentaram a disponibilidade física e, por consequência, o seu desempenho no teste. O grupo que recebeu 1,5gr de arginina diariamente registou um aumento de 22,4%. O aumento dos atletas que receberam 3gr de arginina foi de 18,8%.

Num outro estudo, a suplementação com arginina aumentou a capacidade física de pessoas que sofreram um transplante de coração.

*Camic, C, et. al., Effects of arginine-based supplements on the physical working capacity at the fatigue threshold, The Journal of Strength and Conditioning Research 24(5): 1306-1312, Maio 2010 (LINK)
*Doutreleau, S. et. al., L-Arginine supplementation improves exercise capacity after a heart transplant, The American Journal of Clinical Nutrition 91: 1261-1267, Maio 2010 (LINK)
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2) Cafeína renova condição física e mental.

Diversos estudos científicos realizados ao longo das últimas décadas demonstraram que a cafeína é eficaz a aumentar o rendimento dos atletas. Um novo estudo com cafeína foi publicado o mês passado. Desta vez, os investigadores testaram a suplementação com cafeína em mulheres que já possuíam hábitos de treino.

No estudo, 15 mulheres consumiram ou cafeína (6 mg/kg) ou um placebo em 7 dias separados. Uma hora após a suplementação, as mulheres executaram até à exaustão uma série de supino com carga máxima. Os cientistas observaram que as mulheres que tomaram suplementos de cafeína foram capazes de levantar maiores cargas e executar mais repetições até à exaustão do que as restantes.

Um outro estudo bastante interessante mostrou que a cafeína reduz a quantidade de erros realizados por trabalhadores nocturnos. O estudo reviu 13 estudos que estudaram os efeitos da cafeína no desempenho de trabalhadores que faziam turnos da noite (porteiros, polícias, funcionários de transportadoras, etc) e concluiu que este suplemento diminui a propensão ao erro e aumenta o desempenho cognitivo. A cafeína aumenta a concentração, a memória, a percepção sensorial, o raciocínio e a reacção.

Visto isto, não será, portanto, de estranhar que um estudo publicado no Journal of Alzheimer’s Disease tenha registado que a cafeína retarda o desenvolvimento de doenças mentais como o Alzheimer.

*Goldstein, E. et. al., Caffeine enhances upper body strength in resistance-trained women, The Journal of the International Society of Sports Nutrition 7:18, Maio 2010 (LINK)
*Ker, K. et. al., Caffeine for the prevention of injuries and errors in shift workers, Cochrane Database of Systematic Reviews 2010, Issue 5. Art. Nº: CD008508. DOI: 10.1002/14651858.CD008508, Abril 2010 (LINK)
*Mendonça, A. & Cunha, R., Therapeutic Opportunities for Caffeine in Alzheimer’s Disease and Other Neurodegenerative Disorders, Journal of Alzheimer’s Disease Vol. 20, Supplement 1, Maio 2010 (LINK)
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3) Beta-alanina aumenta o seu tamanho e diminui o índice de gordura.

Quarente e quatro mulheres com idade média de 22 anos foram distribuídas por 3 grupos: o grupo de controlo (sem suplementação), o grupo da beta-alanina (1,5g BA + 15g de dextrose) e o grupo do placebo (16,5g de dextrose). As mulheres tiveram de executar um treino intervalado de alta intensidade em bicicletas estáticas, que foi realizado 3 vezes por semana em 5 séries de 2m de treino + 1m de recuperação.

Foram medidos os seguintes factores: volume máximo de oxigénio (VO2máx), massa muscular magra e massa gorda. Eis os resultados publicados:

  • O VO2máx aumentou no grupo da beta-alanina e do placebo;
  • A massa corporal aumentou apenas no grupo da beta-alanina, registando-se, também, uma diminuição na massa gorda;
  • A massa muscular magra aumentou nos 3 grupos.

Conclusão: a beta-alanina destacou-se das restantes intervenções por ter sido a única capaz de diminuir a massa gorda e promover um aumento da massa corporal.

*Walter, A. et. al., Six weeks of high-intensity interval training with and without β-alanine supplementation for improving cardiovascular fitness in women, The Journal of Strength and Conditioning Research 24(5): 1199-1207, Maio 2010 (LINK)
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4) É oficial: batidos de cereja diminuem dores musculares após provas de corrida de longa duração.

Se é leitor assíduo do Logon já sabe que os batidos de cereja se mostraram eficazes na recuperação muscular de maratonistas. Agora, uma nova investigação veio dar mais importância às cerejas. É sabido que depois de longas corridas os músculos ficam desgastados durante vários dias. Para combater esta situação, os atletas costumam ingerir anti-inflamatórios não-esteróides (AINE), apesar de os mesmos possuírem efeitos secundários.

O que esta nova investigação vem mais uma vez mostrar é que os batidos de cereja são uma solução natural e sem efeitos secundários para a recuperação muscular. Cinquenta e quatro maratonistas consumiram ou batidos de cereja ou um composto placebo duas vezes ao dia durante os 7 dias que antecederam a competição. Apesar de terem sido reportadas dores musculares em ambos os grupos, as queixas daqueles que consumiram os batidos de cereja foram significativamente menores do que os atletas do grupo do placebo.

*Kuehl, K. et. al., Efficacy of tart cherry juice in reducing muscle pain during running: a randomized controlled trial, The Journal of the International Society of Sports Nutrition 7:17, Maio 2010 (LINK)
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5) Suplementação diária com proteína reduz riscos de fractura da anca em idosos.

De acordo com um estudo realizado por cientistas do Instituto Hebraico de Pesquisa do Envelhecimento SeniorLife, nos EUA, os idosos que consumam suplementos de proteína estão menos propensos a sofrer fracturas na anca do que aqueles que não consomem proteína.

O estudo avaliou os hábitos de consumo diário de proteína de 946 idosos. Aqueles que consumiam menos gramas de proteína, que se encontravam no último quarto da tabela, registaram aproximadamente mais 50% de fracturas na anca do que os que se encontravam na parte superior da tabela. Os idosos que registaram mais lesões consumiam, em média, menos 46 gramas diárias de proteína do que o recomendado pelos nutricionistas.

Marian Hannan, coordenadora do estudo, explicou que a maioria das fracturas ocorre devido a quedas. Estas quedas devem-se, em grande parte, a fracos músculos nas pernas. “Um consumo diário de proteína pode oferecer protecção aos idosos contra o risco de fracturas da anca ao construir músculos mais fortes nas pernas“, adiantou.

(Nota Prozis: o estudo foi realizado com idosos, no entanto, estes princípios aplicam-se a toda a gente).

*Hannan, M. et. al., Does dietary protein reduce hip fracture risk in elders? The Framingham osteoporosis study, Osteoporosis International 10.1007/s00198-010-1179-4, Maio 2010 (LINK)
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Outros destaques:

6) Consumo diário de gengibre alivia dores musculares até 25%.

*Black, C. et. al., Ginger (Zingiber officinale) Reduces Muscle Pain Caused by Eccentric Exercise, The Journal of Pain 10.1016/j.jpain.2009.12.013, 2010 (LINK)

7) Brócolos atrasam desenvolvimento das células cancerígenas da mama.

*Li, Y. et. al., Sulforaphane, a Dietary Component of Broccoli/Broccoli Sprouts, Inhibits Breast Cancer Stem Cells, Clinical Cancer Research 16; 2580, Maio 2010 (LINK)

8 ) Consumo de nozes diminui níveis do colesterol.

*Sabate, J. & Oda, K. & Ros, E., Nut Consumption and Blood Lipid Levels: A Pooled Analysis of 25 Intervention Trials, Archives of Internal Medicine 170 (9): 821-827, Maio 2010 (LINK)

9) Vitamina E oferece melhorias a pacientes que sofram de doenças do fígado.

*Sanyal, A. et al., Pioglitazone, Vitamin E, or Placebo for Nonalcoholic Steatohepatitis, New England Journal of Medicine Vol. 362, Nº 18, págs. 1675-1685, Maio 2010 (LINK)

10) Comidas aquecidas a altas-temperaturas promovem riscos associados à diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares.

*Birlouez-Aragon, I, et. al., A diet based on high-heat-treated foods promotes risk factors for diabetes mellitus and cardiovascular diseases, The American Journal of Clinical Nutrition Vol. 91, Nº 5, 1220-1226, Maio 2010 (LINK)

11) Azeite protege contra desenvolvimento de colite ulcerosa.

*Olive oil could guard against developing ulcerative colitis, University of East Anglia, Maio 2010 (LINK)

12) Ingerir bebidas com baixo teor de açúcar ajuda a baixar pressão arterial.

*Chen, L. et. al., Reducing Consumption of Sugar-Sweetened Beverages Is Associated With Reduced Blood Pressure. A Prospective Study Among United States Adults, Circulation doi: 10.1161/CIRCULATIONAHA.109.911164, Maio 2010 (LINK)

13) Comidas processadas aumentam risco de doenças cardiovasculares e diabetes.

*Micha, R. & Wallace, S. & Mozaffarian, D., Red and Processed Meat Consumption and Risk of Incident Coronary Heart Disease, Stroke, and Diabetes Mellitus: A Systematic Review and Meta-Analysis, Circulation 121:2271-2283, Maio 2010 (LINK)

14) Chocolate preto pode proteger cérebro após AVC.

*Shah, Z. et. al., The flavanol (−)-epicatechin prevents stroke damage through the Nrf2/HO1 pathway, Journal of Cerebral Blood Flow & Metabolism doi: 10.1038/jcbfm.2010.53, Maio 2010 (LINK)


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A importância do sono

18 de Maio de 2010

Muitas pessoas não têm a noção de que a falta de horas de sono pode ter consequências nefastas, que vão desde o ganho de gordura ao possível ataque cardíaco. O Logon deixa aqui o alerta para esta situação e mostra-lhe, com base em literatura científica recente, as possíveis consequências que poderão advir do facto de não dormir o suficiente.

Infecções virais

Poucas horas de sono colocam-no mais susceptível a infecções e doenças virais. Essa foi a conclusão de um estudo que avaliou os hábitos de sono de 153 homens e mulheres durante 2 semanas. Depois deste período, os cientistas colocaram os participantes em quarentena e expuseram-nos a vírus da gripe.

Conclusão: As pessoas que dormiram em média menos de 7 horas por noite estavam 3 vezes mais susceptíveis a ficar doentes do que as que dormiram pelo menos 8 horas [*1].

Ganhos de gordura

Não dormir as horas diárias recomendadas leva ao aparecimento de gordura, de acordo com um artigo publicado na revista científica Obesity, que reviu 36 estudos que relacionavam duração do sono com o peso. Esta ligação fez-se sentir mais entre as crianças.

Conclusão: A falta de horas de sono perturba as hormonas que controlam a fome e o apetite. Por outro lado, o facto de se sentir fatigado impede que faça exercício físico [*2], [*3].

Diabetes

Indivíduos com insónias ou que dormem poucas horas têm maior probabilidade de desenvolver diabetes tipo 2 comparado com aqueles que têm hábitos de sono saudáveis. As constantes noites mal dormidas resultam numa interrupção da regulação hormonal normal do corpo.

Conclusão: O estudo publicado na Diabetes Care mostrou que as pessoas que apenas dormem cerca de 5 horas por dia durante um período superior a um ano são mais susceptíveis à diabetes tipo 2 [*4].

Pressão arterial elevada

Um estudo com 238 adolescentes mostrou que dormir poucas horas aumenta o risco de elevada pressão arterial, condição que pode conduzir a graves doenças cardiovasculares.

Conclusão: Conforme refere o artigo publicado na Circulation, a pressão arterial era 3,5 vezes maior nos adolescentes que dormiam poucas horas de sono e 2,5 vezes maior naqueles que dormiam à volta de 6 horas e 30 minutos, quando comparados àqueles que tinham bons hábitos de sono [*5].

Doenças cardiovasculares

Um mega-estudo realizado com mais de 98 mil homens e mulheres japoneses com idades compreendidas entre os 40 e os 79 anos reforçou a ligação entre a privação de horas de sono e a propensão ao desenvolvimento de doenças cardiovasculares.

Conclusão: Os indivíduos que dormiam 4 horas ou menos diariamente sofreram mais doenças cardiovasculares fatais do que aqueles que dormiam pelo menos 7 horas [*6].

Depressão

Uma equipa de cientistas acompanhou 351 adultos com mais de 60 anos, registando os seus episódios médicos durante um período de 2 anos. 145 pessoas tinham no seu historial episódios menores ou maiores de depressão. Os restantes 206 não tinham qualquer registo de episódios depressivos.

Conclusão: A ocorrência de episódios de sono interrompido foi uma das causas que contribuiu para o desenvolvimento de estados depressivos nos indivíduos envolvidos no estudo [*7].

Mortalidade

No estudo supramencionado com os mais de 98 mil japoneses, foi registado um aumento na mortalidade nos indivíduos que dormiam poucas horas de sono por dia [*8].

Um outro estudo publicado na PLoS Medicine mostrou que pessoas que sofrem de apneia do sono (perturbação do sono) têm 46% mais probabilidades de morrer do que aquelas que dormem as horas de sono normais [*9].

CONCLUSÃO

Dormir bem é tão importante como outras coisas essenciais, como fazer uma alimentação equilibrada, ter uma boa higiene oral e praticar exercício físico. Não descure este importante componente da sua vida diária.

Produtos Prozis relaxantes que favorecem o sono:


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REFERÊNCIAS OU NOTAS:
[*1] – William, J. et. al., Sleep Habits and Susceptibility to the Common Cold, Archives of Internal Medicine Vol. 169 Nº 1, Janeiro 2009 (LINK)
[*2] – Sanjay, R. & Frank, B., Short Sleep Duration and Weight Gain: A Systematic Review, Obesity 16 3, 643–653, Janeiro 2008 (LINK)
[*3]Less Sleep May Add Up to More Pounds in Adolescents, ScienceDaily, Maio 2010 (LINK)
[*4] – Alexandros, N. et. al., Insomnia with Objective Short Sleep Duration is Associated with Type 2 Diabetes: A Population-based Study, Diabetes Care, Julho 2009 (LINK)
[*5] – Javaheri, S. et. al., Sleep Quality and Elevated Blood Pressure in Adolescents, Circulation, Agosto 2008 (LINK)
[*6] – Ikehara, S. et. al., Association of Sleep Duration with Mortality from Cardiovascular Disease and Other Causes for Japanese Men and Women: the JACC Study, Sleep 32(3): 295–301, Março 2009 (LINK)
[*7] – Jin Cho, H. et. al., Sleep Disturbance and Depression Recurrence in Community-Dwelling Older Adults: A Prospective Study, The American Journal of Psychiatry 165:1543-1550, Setembro 2008 (LINK)
[*8] – Ref. 5
[*9] – Naresh, M. et. al., Sleep-Disordered Breathing and Mortality: A Prospective Cohort Study, PLoS Medicine 6(8), 2009 (LINK)


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Nutrição em Destaque (Abril 2010) – Nutrição

10 de Maio de 2010

Nutrição em Destaque é a crónica mensal do Logon onde são destacados os estudos mais significativos publicados nos jornais científicos dedicados à Nutrição Desportiva e Ciências do Desporto.

Estes são os destaques de Abril de 2010 na área da Nutrição:
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1) BCAA’s – a sua gasolina anabólica.

18 atletas masculinos que já tinham realizados treinos de resistência no passado foram divididos em 2 grupos: o grupo dos BCAA’s e o grupo do placebo. Os atletas consumiram os respectivos suplementos durante 4 semanas. Os investigadores retiraram amostras de sangue dos atletas antes e depois da suplementação. Eles verificaram que os atletas do grupo dos BCAA’s possuía níveis maiores de testosterona e menores níveis de cortisol e creatina kinase.

A testosterona é a hormona responsável pelo desenvolvimento dos músculos, entre outros sistemas e características humanas. Elevados níveis de creatina quinase indicam que o músculo se encontra sob grande stress por culpa de algum processo anormal, como uma inflamação ou uma distrofia muscular. Como tal, esta investigação mostrou que a suplementação com BCAA’s pode criar um estímulo anabólico ao mesmo tempo que reduz os danos musculares provocados por treinos de resistência de alta intensidade.

*Sharp, C. & Pearson, D., Amino acid supplements and recovery from high-intensity training, The Journal of Strength and Conditioning Research 24(4): 1125-1130, Abril 2010 (LINK)
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2) Arginina e Ornitina abrem-lhe as portas para o crescimento!

Um grupo de cientistas propôs-se investigar os efeitos que a suplementação com arginina e ornitina tem na síntese da hormona de crescimento e da circulação de insulina no organismo em atletas que praticam musculação. 17 Praticantes de musculação foram divididos em dois grupos. Num deles, os atletas tomaram suplementos de arginina e ornitina. Os atletas do outro grupo receberam um placebo.

As análises às amostras de sangue recolhidas dos atletas permitiram aos cientistas registar um maior estímulo na síntese da hormona de crescimento e maior circulação de insulina nos atletas suplementados com arginina e ornitina. A hormona de crescimento estimula o crescimento muscular. Os picos de insulina ajudam os nutrientes a serem rapidamente fornecidos aos músculos, no momento em que eles mais precisam. Daí a relevância deste estudo para o mundo do culturismo.

*Zając, A. et. al., Arginine and ornithine supplementation increases GH and IGF-1 serum levels after heavy-resistance exercise in strength-trained athletes, The Journal of Strength and Conditioning Research 24(4): 1082-1090, Abril 2010 (LINK)
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3) Chocolate preto – bom para o fígado e para o coração

Uma investigação levada a cabo por cientistas espanhóis e apresentada no Encontro Anual da Associação Europeia para o Estudo do Fígado, realizada em Viena, mostrou que o chocolate preto pode ajudar pacientes que sofram de cirrose do fígado e de elevada pressão arterial. O estudo mostrou que o chocolate preto reduz o dano dos vasos sanguíneos de pacientes com cirrose e baixou a pressão arterial dos mesmos. Isso deve-se ao facto de o chocolate preto conter antioxidantes potentes.

Num outro estudo, publicado no mês passado, investigadores alemães analisaram 19,357 pessoas entre os 35 e 65 anos durante um período de 10 anos e concluíram que o chocolate, especialmente o preto, permite manter a pressão arterial a níveis controlados e reduzir o risco de ter um ataque cardíaco. Comparado com o grupo das pessoas que consumiu apenas 1,7 gramas de chocolate por dia, o grupo das pessoas que comeram 7,5 gramas de chocolate todos os dias apresentou um risco 39% menor de sofrer de doenças do coração.

(Artigo relacionado: Chocolate faz bem?)

*Potential Benefit of Dark Chocolate for Liver Disease Patients, ScienceDaily, Abril 2010 (LINK)
*Buijsse, B. et. al., Chocolate consumption in relation to blood pressure and risk of cardiovascular disease in German adults, European Heart Journal, Março 2010 (LINK)
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4) Baixos níveis de vitamina D associados a problemas respiratórios e problemas nas articulações.

Segundo um estudo publicado no jornal científico The Journal of Allergy and Clinical Immunology, baixos níveis de vitamina D provocam dificuldades no funcionamento correcto dos pulmões e maior dependência de medicamentos em pessoas com asma. O estudo foi realizado com crianças asmáticas e também mostrou que a vitamina D aumenta a actividade do corticosteróide, o mais eficaz medicamento usado para controlar a asma.

Daniel Searing, líder do grupo de cientistas, afirmou: “No nosso estudo, as crianças com baixos níveis de vitamina D eram mais alérgicas, tinham um pior funcionamento dos pulmões e tomavam mais medicamentos“.

Já um outro estudo realizado no mês de Março com mulheres norte-americanas indicou que quem não consome os níveis adequados de vitamina D tem mais probabilidade de vir a artrite reumatóide, uma doença inflamatória crónica que ataca as estruturas articulares e periarticulares.

*Searing, D. et. al., Decreased serum vitamin D levels in children with asthma are associated with increased corticosteroid use, The Journal of Allergy and Clinical Immunology, Abril 2010 (LINK)
*Verónica, V. et. al., Association between Residences in U.S. Northern Latitudes and Rheumatoid Arthritis: A Spatial Analysis of the Nurses’ Health Study, Environmental Health Perspectives, Março 2010 (LINK)
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5) Magnésio previne cancro do colo-rectal.

O magnésio mantém a estabilidade genética e é um co-factor essencial da síntese e reparo do ADN. Agora, uma investigação com indivíduos japoneses mostrou que este mineral também pode ser uma grande ajuda na prevenção do cancro do colo-rectal, pelo menos para o sexo masculino.

Os cientistas recolheram dados de 40,830 homens e 46,287 mulheres entre os 45 e os 74 anos e registaram o seu consumo diário de magnésio. Foi observado que a incidência de cancro colo-rectal foi menor nos homens que consumiram doses maiores de magnésio. Não houve diferenças significativas nas mulheres.

*Sasazuki, S. et. al., High Dietary Intake of Magnesium May Decrease Risk of Colorectal Cancer in Japanese Men, The Journal of Nutrition Vol. 140, Nº 4, págs. 779-785, Abril 2010 (LINK)
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Outros destaques:

6) Arroz castanho oferece protecção contra elevada pressão arterial e o desenvolvimento de aterosclerose.

*Brown Rice and Cardiovascular Protection, ScienceDaily, Abril 2010 (LINK)

7) Uvas reduzem factores de risco provenientes de doenças do coração e diabetes tipo 2.

*Grapes Reduce Risk Factors for Heart Disease and Diabetes, Animal Study Shows, ScienceDaily, Abril 2010 (LINK)

8 ) Indivíduos cujas dietas incluam salada, nozes, peixe, carne de aves, frutas e vegetais e pouca quantidade de carnes vermelhas, manteiga e lacticínios “gordos” estão menos propensos a desenvolver a doença de Alzheimer.

*Gu, Y. et. al., Food Combination and Alzheimer Disease Risk, Archives of Neurology 67(6), Abril 2010 (LINK)

9) Suplementos multivitamínicos e de cálcio podem reduzir risco de contrair cancro da mama.

*Vitamin and Calcium Supplements May Reduce Breast Cancer Risk, ScienceDaily, Abril 2010 (LINK)

10) Défice de Ómega 3 ligado à infertilidade masculina.

*Roqueta-Rivera, M. et. al., Docosahexaenoic acid supplementation fully restores fertility and spermatogenesis in male delta-6 desaturase-null mice, The Journal of Lipid Research 51 (2):360, Abril 2010 (LINK)

11) Dieta rica em vitamina B reduz riscos cardíacos.

*Iso, H. et. al., Dietary Folate and Vitamin B6 and B12 Intake in Relation to Mortality From Cardiovascular Diseases. Japan Collaborative Cohort Study, Strok, Abril 2010 (LINK)

12) Dieta à base de vegetais, frutas e soja protege contra cancro da mama.

*Butler, L. et. al., A vegetable-fruit-soy dietary pattern protects against breast cancer among postmenopausal Singapore Chinese women, The American Journal of Clinical Nutrition Vol. 91, Nº 4, 1013-1019, Abril 2010 (LINK)


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Nutrição em Destaque (Abril 2010) – Desporto

7 de Maio de 2010

Nutrição em Destaque é a crónica mensal do Logon onde são destacados os estudos mais significativos publicados nos jornais científicos dedicados à Nutrição Desportiva e Ciências do Desporto.

Estes são os destaques de Abril de 2010 na área do Desporto e exercício físico:
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1) Se joga futebol, substitua os alongamentos estáticos por alongamentos dinâmicos.

Os jogadores de futebol têm por hábito fazer alguns exercícios de alongamentos estáticos nos treinos e nos momentos que antecipam os jogos. Contudo, nos últimos tempos os alongamentos dinâmicos (isto é, alongamentos feitos a caminhar, e não no mesmo lugar) têm vindo a ganhar alguma preferência por alguns treinadores de futebol.

Um cientista de Ciências do Desporto decidiu comparar os efeitos destas duas diferentes formas de aquecimento no desempenho de jogadores de futebol. Depois de cada sessão de aquecimento, os jogadores foram analisados nas seguintes características: sprint, drible e marcação de grandes penalidades. Os investigadores registaram que o desempenho dos atletas que executaram exercícios dinâmicos foi superior ao dos restantes.

*Gelen, E, Acute effects of different warm-up methods on sprint, slalom dribbling, and penalty kick performance in soccer players, The Journal of Strength and Conditioning Research 24(4): 950-956, Abril 2010 (LINK)

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2) Treino na plataforma vibratória aumenta impulsão do salto em basquetebolistas.

Na crónica Nutrição em Destaque de Março 2010 tínhamos referido um estudo que sugeria que treinar em plataformas vibratórias aumenta o salto vertical. Agora, outro estudo vem apoiar essa conclusão. Desta vez, o estudo foi realizado com jogadores de basquetebol. 18 Basquetebolistas foram divididos em 2 grupos. Um dos grupos seguiu o treino normal enquanto que o outro incluiu também trabalho em plataformas vibratórias (20 minutos 3 vezes por semana). O desempenho dos jogadores foi avaliado antes e depois das 4 semanas do estudo.

Ao fim das 4 semanas, os cientistas registaram um aumento considerável na força do músculo articular do joelho (Articularis genu muscle), responsável pelos movimentos de flexão e extensão, e um pequeno aumento no salto-canguru. Eles concluíram que o plano de treino dos jogadores de basquetebol deveria incluir alguns exercícios na plataforma vibratória.

(Artigo relacionado: Aumentar salto no voleibol com suplementos de magnésio)

*Colson, S. et. al., Whole-body vibration training effects on the physical performance of basketball players, The Journal of Strength and Conditioning Research 24(4): 999-1006, Abril 2010 (LINK)
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3) Press de peito/ombros em banco = Press de peito/ombros em bola suíça

Uma das preocupações dos bodybuilders e praticantes de musculação em geral é a correcta execução dos exercícios, de modo a tirar o máximo partido dos mesmos. Neste âmbito, uma equipa de cientistas procurou saber em que superfície é que os músculos são mais estimulados quando executado um press de peito e press de ombros: banco (superfície estável) ou bola suíça (superfície instável).

16 homens saudáveis executaram estes 2 exercícios em ambas as superfícies, em diferentes alturas. A avaliação através de electromiografia não registou nenhuma diferença significativa no que toca à estimulação muscular, levando os cientistas a concluírem que o tipo de superfície utilizada para executar um press de peito ou press de ombros não influencia negativamente a actividade muscular.

*Uribe, B. et. al., Muscle activation when performing the chest press and shoulder press on a stable bench vs. a swiss ball, The Journal of Strength and Conditioning Research 24(4): 1028-1033, Abril 2010 (LINK)
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4) Mais passos por dia dá condição física e alegria.

A parte da alegria foi só para rimar, mas é verdade que se aumentar o número de passos diários melhorará a sua condição física. Esta é a conclusão de um estudo realizado por investigadores japoneses. 174 Indivíduos foram divididos em 2 grupos. As pessoas incluídas no grupo A receberam instruções para aumentar todos os dias o número de passos dados. Às pessoas do grupo B foi dito para fazerem uma caminhada ligeira de pelo menos 20 minutos, 1 ou 2 vezes por semana.

O estudo durou 24 semanas. No final deste tempo, todos os voluntários realizaram testes de resistência. Os cientistas verificaram que os indivíduos que estavam no grupo A registaram melhores resultados nos testes de resistência em comparação com os indivíduos do grupo B. Concluíram que aumentar o número passos dados por dia é uma boa forma de melhorar a condição física.

(Nota Prozis: uma boa forma de contar os passos que dá é através da utilização de um pedómetro. Leia o artigo: Pedómetro – Um elemento essencial na luta contra o peso em excesso)

*Okamoto, N. et. al., Increasing the Number of Steps Walked Each Day Improves Physical Fitness in Japanese Community-Dwelling Adults, International Journal of Sports Medicine 31(4): 277-282, Abril 2010 (LINK)
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5) Ioga – o seu aliado na luta contra a insuficiência cardíaca.

A insuficiência cardíaca é uma síndrome clínica caracterizada pela incapacidade do coração em bombear o sangue para todo o organismo nas condições necessárias. Isto faz com que o organismo não consiga dar uma resposta inflamatória eficaz. Pessoas com insuficiência cardíaca estão mais sujeitas a sofrerem doenças do coração. Um grupo de investigadores quis saber se o ioga pode ajudar a melhorar a resistência cardiovascular e qualidade de vida das pessoas que sofrem desta condição médica.

40 Pacientes foram divididos em 2 grupos, sendo que num deles estavam contempladas sessões de ioga. No final do estudo, os cientistas verificaram que os pacientes que tiveram sessões de ioga melhoraram a sua resistência cardiovascular, flexibilidade, incidência de inflamação e, por conseguinte, a qualidade de vida.

*Pulen, P. et. al., Benefits of Yoga for African American Heart Failure Patients, Medicine & Science in Sports & Exercise Vol. 42 – Issue 4 – págs. 651-657, Abril 2010 (LINK)
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6) Cuide do coração! Caminhe!

Uma investigação levada a cabo por investigadores norte-americanos e franceses mostrou que uma simples caminhada diária de 20 minutos por dia pode reduzir o risco de ter um AVC. Nesta investigação, as mulheres que caminharam 2 ou 3 horas por semana (equivalente a 18 a 25 minutos por dia) reduziram drasticamente as suas probabilidades de terem qualquer um dos 2 tipos de acidentes vasculares cerebrais (AVC isquémico, AVC hemorrágico.

*Sattelmair, J. et. al, Physical Activity and Risk of Stroke in Women, Stroke, Abril 2010 (LINK)


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Suplementos ómega 3… Por quê?

6 de Maio de 2010

Quando se fala em ómega 3 fala-se de saúde e bem-estar. Não é por acaso que estes ácidos graxos são essenciais ao nosso organismo. Quanto mais eles são estudados, mais benefícios são descobertos.

Um estudo publicado no Gut, um jornal médico internacional de Gastroenterologia e Hepatologia, mostrava que o ómega 3 reduz os pólipos perigosos em indivíduos propensos ao cancro do intestino [*1]. Um grupo de cientistas avaliou 50 pacientes distribuídos em 2 grupos. Um grupo de 28 pacientes recebeu uma dose de 2 gr de ómega 3. O outro grupo recebeu um placebo. Passados 6 meses, estes foram os resultados registados:

  • O número de pólipos aumentou cerca de 10% nos pacientes do grupo do placebo. Já nos pacientes que consumiram ómega 3, o número de pólipos caiu 12%;
  • O tamanho dos pólipos aumentou em 17% nos pacientes do grupo de placebo. Nos pacientes do grupo do ómega 3, o tamanho dos pólipos reduziu em 12,5%.

Foi assim concluído que o consumo de ómega 3 impede a manifestação e o desenvolvimento do cancro do intestino.

Ómega 3 e Ataque Cardíaco

Uma revisão de 4 estudos científicos publicados em 2009 mostrou que o ómega 3 ajuda a prevenir e tratar ataques cardíacos. Carl Lavie, o médico que reviu os estudos, afirmou que são poucos os profissionais de saúde que já se aperceberam do extraordinário potencial do ómega 3 para tratar doenças cardiovasculares.

Ele afirma que é recomendado que todas as pessoas consumam entre 800 e 1000 mg de ómega 3 diariamente [*2].

Suplementos Ómega 3 Prozis:

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REFERÊNCIAS OU NOTAS:
[*1]West, N. et. al., Eicosapentaenoic acid reduces rectal polyp number and size in familial adenomatous polyposis, Gut 10.1136, Março 2009 (LINK)
[*2]Lavie, C. et. al., Omega-3 Polyunsaturated Fatty Acids and Cardiovascular Diseases, Journal of the American College of Cardiology 54, págs. 585-594, Fevereiro 2009 (LINK)


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