Archive for the ‘Depressão’ Category

A importância do sono

18 de Maio de 2010

Muitas pessoas não têm a noção de que a falta de horas de sono pode ter consequências nefastas, que vão desde o ganho de gordura ao possível ataque cardíaco. O Logon deixa aqui o alerta para esta situação e mostra-lhe, com base em literatura científica recente, as possíveis consequências que poderão advir do facto de não dormir o suficiente.

Infecções virais

Poucas horas de sono colocam-no mais susceptível a infecções e doenças virais. Essa foi a conclusão de um estudo que avaliou os hábitos de sono de 153 homens e mulheres durante 2 semanas. Depois deste período, os cientistas colocaram os participantes em quarentena e expuseram-nos a vírus da gripe.

Conclusão: As pessoas que dormiram em média menos de 7 horas por noite estavam 3 vezes mais susceptíveis a ficar doentes do que as que dormiram pelo menos 8 horas [*1].

Ganhos de gordura

Não dormir as horas diárias recomendadas leva ao aparecimento de gordura, de acordo com um artigo publicado na revista científica Obesity, que reviu 36 estudos que relacionavam duração do sono com o peso. Esta ligação fez-se sentir mais entre as crianças.

Conclusão: A falta de horas de sono perturba as hormonas que controlam a fome e o apetite. Por outro lado, o facto de se sentir fatigado impede que faça exercício físico [*2], [*3].

Diabetes

Indivíduos com insónias ou que dormem poucas horas têm maior probabilidade de desenvolver diabetes tipo 2 comparado com aqueles que têm hábitos de sono saudáveis. As constantes noites mal dormidas resultam numa interrupção da regulação hormonal normal do corpo.

Conclusão: O estudo publicado na Diabetes Care mostrou que as pessoas que apenas dormem cerca de 5 horas por dia durante um período superior a um ano são mais susceptíveis à diabetes tipo 2 [*4].

Pressão arterial elevada

Um estudo com 238 adolescentes mostrou que dormir poucas horas aumenta o risco de elevada pressão arterial, condição que pode conduzir a graves doenças cardiovasculares.

Conclusão: Conforme refere o artigo publicado na Circulation, a pressão arterial era 3,5 vezes maior nos adolescentes que dormiam poucas horas de sono e 2,5 vezes maior naqueles que dormiam à volta de 6 horas e 30 minutos, quando comparados àqueles que tinham bons hábitos de sono [*5].

Doenças cardiovasculares

Um mega-estudo realizado com mais de 98 mil homens e mulheres japoneses com idades compreendidas entre os 40 e os 79 anos reforçou a ligação entre a privação de horas de sono e a propensão ao desenvolvimento de doenças cardiovasculares.

Conclusão: Os indivíduos que dormiam 4 horas ou menos diariamente sofreram mais doenças cardiovasculares fatais do que aqueles que dormiam pelo menos 7 horas [*6].

Depressão

Uma equipa de cientistas acompanhou 351 adultos com mais de 60 anos, registando os seus episódios médicos durante um período de 2 anos. 145 pessoas tinham no seu historial episódios menores ou maiores de depressão. Os restantes 206 não tinham qualquer registo de episódios depressivos.

Conclusão: A ocorrência de episódios de sono interrompido foi uma das causas que contribuiu para o desenvolvimento de estados depressivos nos indivíduos envolvidos no estudo [*7].

Mortalidade

No estudo supramencionado com os mais de 98 mil japoneses, foi registado um aumento na mortalidade nos indivíduos que dormiam poucas horas de sono por dia [*8].

Um outro estudo publicado na PLoS Medicine mostrou que pessoas que sofrem de apneia do sono (perturbação do sono) têm 46% mais probabilidades de morrer do que aquelas que dormem as horas de sono normais [*9].

CONCLUSÃO

Dormir bem é tão importante como outras coisas essenciais, como fazer uma alimentação equilibrada, ter uma boa higiene oral e praticar exercício físico. Não descure este importante componente da sua vida diária.

Produtos Prozis relaxantes que favorecem o sono:


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REFERÊNCIAS OU NOTAS:
[*1] – William, J. et. al., Sleep Habits and Susceptibility to the Common Cold, Archives of Internal Medicine Vol. 169 Nº 1, Janeiro 2009 (LINK)
[*2] – Sanjay, R. & Frank, B., Short Sleep Duration and Weight Gain: A Systematic Review, Obesity 16 3, 643–653, Janeiro 2008 (LINK)
[*3]Less Sleep May Add Up to More Pounds in Adolescents, ScienceDaily, Maio 2010 (LINK)
[*4] – Alexandros, N. et. al., Insomnia with Objective Short Sleep Duration is Associated with Type 2 Diabetes: A Population-based Study, Diabetes Care, Julho 2009 (LINK)
[*5] – Javaheri, S. et. al., Sleep Quality and Elevated Blood Pressure in Adolescents, Circulation, Agosto 2008 (LINK)
[*6] – Ikehara, S. et. al., Association of Sleep Duration with Mortality from Cardiovascular Disease and Other Causes for Japanese Men and Women: the JACC Study, Sleep 32(3): 295–301, Março 2009 (LINK)
[*7] – Jin Cho, H. et. al., Sleep Disturbance and Depression Recurrence in Community-Dwelling Older Adults: A Prospective Study, The American Journal of Psychiatry 165:1543-1550, Setembro 2008 (LINK)
[*8] – Ref. 5
[*9] – Naresh, M. et. al., Sleep-Disordered Breathing and Mortality: A Prospective Cohort Study, PLoS Medicine 6(8), 2009 (LINK)


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Nutrição em Destaque (Abril 2010) – Saúde

11 de Maio de 2010

Nutrição em Destaque é a crónica mensal do Logon onde são destacados os estudos mais significativos publicados nos jornais científicos dedicados à Nutrição Desportiva e Ciências do Desporto.

Estes são os destaques de Abril de 2010 na área da Saúde:
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1) Consumo elevado de alimentos ricos em fosfato corta anos de vida!

Uma investigação conduzida por cientistas da Escola de Harvard, nos EUA, detectou que o consumo de alimentos com elevados níveis de fosfato acelera o processo de envelhecimento. No estudo realizado com ratos de laboratório, os cientistas observaram que os ratos que ingeriram alimentos ricos em fosfato envelheceram mais depressa do que aqueles cuja dieta não contemplava este mineral. Para além disso, o estudo também alertou para o facto de que elevados níveis de fosfato podem aumentar a incidência de complicações próprias da idade, como a calcificação cardiovascular, atrofia de pele e insuficiência renal crónica.

Dentro do grupo de alimentos ricos em fosfato encontram-se os refrigerantes e as comidas processadas (comidas que basta aquecer no microondas e estão prontas a comer). Shawkat Razzaque, coordenador da investigação, afirmou: “Os seres humanos necessitam de uma dieta saudável. Equilibrar o consumo de fosfato pode ser importante para alcançar uma vida saudável e maior longevidade“.

*Ohnishi, M. & Razzaque, S., Dietary and genetic evidence for phosphate toxicity accelerating mammalian aging, The FASEB Journal, Abril 2010 (LINK)
*Early Death by Junk Food? High Levels of Phosphate in Sodas and Processed Foods Accelerate the Aging Process in Mice, ScienceDaily, Abril 2010 (LINK)

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2) Restrição de calorias não elimina apenas peso… também fortalece o sistema imunológico.

Uma investigação científica realizada com indivíduos com peso acima do indicado (mas não obesos) mostrou que uma dieta baixa em calorias, para além dos efeitos sentidos no peso, também intensifica a resposta do sistema imunitário.

Os investigadores dividiram 46 indivíduos em 2 grupos. Os indivíduos de um dos grupos cortaram o consumo de calorias em 30%. No outro grupo o corte foi de 10%. No final dos 6 meses de estudo, os cientistas registaram que a resposta das células-T, um tipo de glóbulos brancos, aumentou significativamente em ambos os grupos, fazendo-se notar mais no grupo que mais cortou nas calorias.

*Less Is More When Restraining Calories Boosts Immunity, ScienceDaily, Abril 2010 (LINK)
*Ahmed, T. et. al., Calorie Restriction Enhances T-Cell–Mediated Immune Response in Adult Overweight Men and Women, The Journals of Gerontology 64A : (11) págs. 1107-1113, 2009 (LINK)
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3) Exercício físico – prescrição para a depressão e a ansiedade.

Uma revisão de dezenas de estudos científicos publicados em jornais científicos confirmou que o exercício físico é uma poderosa terapia contra a depressão e a ansiedade. Segundo Jasper Smiths, investigador que reviu os estudos, os profissionais de saúde que trabalham com este tipo de pacientes deviam prescrever mais este tipo de tratamento. Para além de melhorar os índices de confiança de pacientes deprimidos ou com ansiedade, a actividade física aumenta a concentração.

(Nota Prozis: o Logon já tinha escrito um artigo sobre isto. Leia: Previna a depressão e a ansiedade com exercício físico)

*Mental Health Providers Should Prescribe Exercise More Often for Depression, Anxiety, Research Suggests, ScienceDaily, Abril 2010 (LINK)

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4) Terapia de dança melhora o equilíbrio e a postura dos idosos.

As aulas de dança não são só divertidas. Também podem ser terapêuticas, pelo menos para pessoas com idade já avançada. Dois estudos recentes conduzidos por investigadores norte-americanos mostraram que indivíduos que participaram em terapias que incluíam aulas de dança melhoraram o seu equilíbrio e postura. Jean Krampe, enfermeira e doutoranda, afirmou: “Encontramos melhorias a nível do equilíbrio, postura e coordenação entre os idosos que participaram em sessões de terapia com dança.

A melhoria destas características é importante uma vez que reduz o risco de quedas e consequentes lesões.

*krampe, J. et. al., Dance-Based Therapy in a Program of All-inclusive Care for the Elderly: An Integrative Approach to Decrease Fall Risk, Nursing Administration Quarterly Vol. 34 – Issue 2 – págs. 156–161, Abril 2010 (LINK)


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13 Dicas para minimizar o seu estado de depressão

15 de Abril de 2010

Se está deprimido, provavelmente deve sentir-se apático e sem solução. Deixamos aqui algumas dicas que podem amenizar os seus sintomas. Não obstante, tenha sempre em mente que é importante procurar tratamento profissional.

1) Deixe o seu animal de estimação ser o seu companheiro

Por vezes, a sua “mascote” pode ser um grande amigo e isso serve como uma boa terapia. Quando brinca com o seu animal de estimação, você afasta os problemas da sua mente.

2) Coma de forma inteligente

Existe uma ligação entre a mente e o corpo. Uma dieta saudável não fornece apenas o “combustível” que o seu corpo necessita, mas também o ajudará a ficar melhor. Tenha atenção às calorias, que é o mesmo que dizer: cuidado com as gorduras e o açucar. A sua dieta deve incluir muita fruta e vegetais.

3) Escolha alimentos que favorecem o seu humor

Alguns estudos sugerem que os ácidos gordos ómega-3 e a vitamina B12 podem ajudar a minimizar o estado de depressão [*1], [*2]. Por essa razão, alimentos como salmão, atum e cavala podem ser uma boa aposta, já que são ricos em ómega-3. Para consumir vitamina B12 consuma leite, ovos ou carne. Os vegetarianos podem consumir esta vitamina através de suplementos.

4) Experimente alimentos ricos em hidratos de carbono e pobres em gordura

Alimentos com hidratos de carbono contêm triptofano, um aminoácido que estimula a produção de serotonina, um neurotransmissor que promove a sensação de bem-estar. Alimentos com hidratos de carbono e pobres em gordura, como batatas cozidas ou massa sem carne, podem ajudar a levantar a sua moral.

5) Beba menos cafeína

A ansiedade é um sintoma normal da depressão. Cafeína a mais pode deixá-lo nervoso, agitado ou ansioso. No entanto, um corte abrupto pode deixá-lo miserável e ter um efeito contraproducente. Cortar gradualmente com a cafeína que consome pode ajudá-lo a melhorar o seu humor e até a dormir melhor.

6) Faça exercício

A actividade física faz com que a mente deixe de se preocupar com os problemas que lhe causam stress, concentrando-se, antes, na actividade que está a desempenhar. Está cientificamente comprovado que o exercício físico aumenta os níveis de beta-endorfina (hormona segregada pelo sistema nervoso central) e serotonina (neurotransmissor cerebral). Ambas desempenham um papel importante na prevenção de depressão e ansiedade.

[Veja mais em Previna a depressão e a ansiedade com exercício físico]

7) Exercite-se com outras pessoas

Juntar-se a outras pessoas irá fazer com que reduza o sentimento de solidão e letargia. Faça exercício com aquele seu amigo que até já costuma treinar regularmente. Ele vai ajudá-lo a manter-se animado.

8 ) Apanhe luz do sol

Sente-se mais deprimido nos meses escuros e frios? Isso pode significar que você sofre de desordem afectiva sazonal (SAD). A SAD é mais frequente nos meses frios, uma vez que a incidência da luz do sol é menor. Esta desordem é normalmente tratada através da exposição a uma luz artificial. Fale com o seu médico a respeito desta terapia.

9) Explore a sua criatividade

Pintar, tirar fotografias, tocar um instrumento, escrever num diário ou num blogue,… tudo isto são formas de explorar os sentimentos e expressar o que vai na sua mente. Ser criativo pode ajudá-lo a sentir-se melhor. Faça alguma coisa que lhe dê prazer.

10) Envolva-se activamente

Envolver-se em actividades de grupo pode ajudá-lo a melhorar o seu estado de espírito. As opções são muitas: junte-se a um programa de caridade, grupo de discussão, etc. Conhecer novas pessoas só lhe fará bem.

11) Procure sempre o apoio da sua família e amigos

As pessoas que gostam de si certamente a querem ajudar. Se você as afastar, elas não o poderão fazer. Saia regularmente com um amigo. Abra-se com ele. Você vai descobrir que falar sobre o seu estado de espírito vai ajudá-lo a sentir-se melhor.

12) Durma bem

Algumas pessoas com depressão não têm um sono correcto: ou dormem demasiado ou dormem pouco. Mantenha os seus hábitos de sono regulares. Faça por deitar-se e levantar-se sempre à mesma hora. Se for necessário, recorra a técnicas de relaxamento para o ajudarem a adormecer.

13) Evite o álcool e as drogas

Se está deprimido, a pior coisa que pode fazer é aumentar o consumo de álcool ou passar a consumir drogas. Estes produtos podem interferir com a sua medicação, caso esteja a tomar alguma. Se tiver um problema com o álcool ou drogas, peça ajuda profissional. As suas chances de recuperar vão aumentar.

CONCLUSÃO

Estas dicas podem ajudá-lo a sentir-se melhor e a ter um pensamento positivo. No entanto, elas não são suficientes para tratar a sua condição. Tenha em mente que elas não vão substituir nenhum tratamento médico. Elas são para serem praticadas em conjunto com o tratamento. Não são um substituto, mas sim um complemento.

A depressão é um problema sério e pode conduzir ao suicídio. Se alguma vez uma ideia destas lhe passar pela cabeça, procure ajuda imediatamente. Além disso, nunca pare ou modifique o seu tratamento sem dar consentimento disso ao seu médico.
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REFERÊNCIAS OU NOTAS:
[*1]Omega-3 in fish oils might ease depression, USA Today, Julho 2007 (LINK)
[*2] – Hintikka, J. et. al., High vitamin B12 level and good treatment outcome may be associated in major depressive disorder, BMC Psychiatry 3:17, 2003 (LINK)


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Poucas horas de sono podem conduzir à depressão

25 de Março de 2010

Para examinar a relação entre a hora de ir para a cama, duração do sono e depressão, um grupo de investigadores acompanhou os hábitos de dormida de mais de 15.000 adolescentes entre os 12 e os 18 anos.

Os cientistas registaram que os adolescentes que se deitavam à meia-noite ou mais tarde eram 24% mais propensos a sofrerem de depressão e tinham 20% maior probabilidade de ter ideias suicidas do que aqueles que se deitavam às 22 horas ou mais cedo.

O estudo publicado no jornal Sleep ajudou a fortalecer a ligação entre a curta duração do sono e a depressão. Os autores da investigação concluíram que o facto dos pais estabelecerem uma hora limite para os seus filhos irem dormir pode agir como um factor de prevenção e protecção contra a depressão nos adolescentes e redução de ideias suicidas [*1].
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REFERÊNCIAS OU NOTAS:
[*1] – Gangwisch, J. et. al., Earlier Parental Set Bedtimes as a Protective Factor Against Depression and Suicidal Ideation, Sleep Vol. 33 – Issue 01 págs. 97-106, 2009 (LINK)


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Alguns factos sobre a depressão

17 de Março de 2010

Como sei que estou com depressão?

As pessoas que sofrem de depressão não experienciam todas os mesmos sintomas. A duração, a intensidade e a frequência com que os mesmos ocorrem irão variar de pessoa para pessoa, dependendo da sua condição física e mental.

Sintomas depressão:

- humor deprimido durante grande parte do dia, particularmente pela manhã;

- sensação de fadiga ou perda de energia quase todos os dias;

- sentimentos de inutilidade ou culpa quase todos os dias;

- dificuldades em concentrar-se e em tomar decisões;

- insónias durante a noite ou hipersonias durante o dia (sono anormalmente prolongado);

- diminuição de interesse e prazer por actividades que normalmente lhe dão gozo;

- pensamentos recorrentes de morte ou suicídio

- sensação de constante desassossego, condição conhecida como “agitação psicomotora”

- perdas ou ganhos de peso significativos (por exemplo, uma alteração de 5% do seu peso num espaço de um mês)

Quanto tempo estes sinais têm de estar presentes antes que me seja diagnosticada uma depressão?

Para que lhe seja diagnosticada uma depressão, estes sinais têm de estar presentes durante a maior parte do dia durante pelo menos duas semanas. Além disso, os sintomas de depressão necessitam de causar uma aflição ou incómodo significativo. Eles não podem ser os efeitos directos de uma substância ou um medicamento. Também não podem ser os efeitos da condição conhecida como hipotireoidismo. Concluindo, se os sintomas aparecerem nos dois meses após a perda de um ente querido, não lhe irá ser diagnosticada uma depressão.

A depressão pode ocorrer juntamente com outras doenças mentais?

De facto, a depressão ocorre regularmente com outras doenças como a ansiedade, a desordem obsessivo-compulsiva, fobias e desordens alimentares. Se você ou algum conhecido seu tiver sintomas de depressão ou outra destas condições mentais referidas fale com um médico. Existe um tratamento para a depressão.

A depressão pode ter sintomas físicos?

Uma vez que certos químicos cerebrais ou neurotransmissores, nomeadamente a serotina e a noradrenalina, influenciam tanto o humor como a dor, não é tão incomum quanto isso indivíduos deprimidos sentirem sintomas físicos também. Estes sintomas podem incluir dores nas articulações, dores nas costas, gastroenterites, perturbações do sono e alterações dos hábitos alimentares.

Estes sintomas podem ser acompanhados de dificuldade em articular o discurso. Por vezes, muitas pessoas andam de médico em médico à procura de um tratamento para os seus sintomas físicos quando, na verdade, o verdadeiro problema é a sua depressão.



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Doenças cardíacas neles e nelas – as diferenças

9 de Março de 2010

É muitas vezes dito e provavelmente é verdade: os problemas de coração afectam os homens e as mulheres de forma diferente. A investigação médica tem confirmado a existência de diferenças importantes no que toca a problemas do coração, apesar de também existirem as normais semelhanças.

Riscos diferentes

Tabaco

O tabaco é a principal causa de problemas associados ao coração, tanto para homens como para mulheres. No entanto, em mulheres que estejam a tomar pílulas contraceptivas, o tabaco aumenta consideravelmente o risco de sofrer um ataque cardíaco ou uma trombose.

Colesterol

Níveis de colesterol LDL (o mau colesterol) acima de 130 mg/dl (miligramas por decilitro) representam um risco maior para os homens do que para as mulheres. Já níveis de colesterol HDL (bom colesterol) abaixo dos 50 mg/dl são vistos como piores para as mulheres. Elevados níveis de triglicerídeos (acima de 150 mg/dl) também são mais preocupantes para o sexo feminino.

Elevada tensão arterial

Até à idade de 45 anos, a percentagem de homens com elevada tensão arterial é maior do que a das mulheres. A partir dos 45, a percentagem das mulheres com esta condição começa a subir até que, por volta dos 70, acabam por ultrapassar os homens.

Inactividade

A experiência empírica e as estatísticas dizem que os homens praticam mais actividade física do que as mulheres. Uma vida sedentária durante a juventude pode ter repercussões negativas no futuro.

Excesso de peso

Um peso acima da média é um factor que contribui para a proliferação de doenças cardíacas. No entanto, mais importante do que saber quanto marca a balança, é saber onde se localiza esses quilos extra. A gordura abdominal, que liberta substâncias que interferem com a actividade da insulina e promovem a produção do mau colesterol, é mais tóxica do que gordura extra nas ancas.

Diabetes

Tanto para homens como para mulheres, a diabetes mais que duplica o risco de desenvolver problemas do coração. No entanto, esta tendência é maior na classe masculina.

Síndrome metabólica

Possuir 3 dos 5 sintomas de síndrome metabólica – obesidade abdominal, elevada tensão arterial, níveis elevados de triglicerídeos, baixo bom colesterol e elevado açúcar no sangue ou resistência à insulina – é pior para a mulher do que para o homem. Debaixo destas condições, o risco de contrair uma ataque cardíaco fatal é 3 vezes maior nas mulheres, sendo que as probabilidades de desenvolver diabetes é também 10 vezes maior. A combinação de uma cintura demasiado larga e altos níveis de triglicerídeos é especialmente tóxico para as mulheres.

Factores de riscos psicossociais

Ainda se estuda a ligação que o coração tem com a cabeça na área das doenças cardíacas, no entanto, já existe uma boa quantidade de evidências que indicam que certos factores contribuem para esta condição: stress crónico, depressão e falta de apoio social. No que toca a este ponto, nenhum sexo sai mais prejudicado que o outro, mas a investigação indica que certos factores são mais predominantes nos homens e outros nas mulheres.

No stress, a medida é igual para ambos os sexos. No que concerne à depressão, as mulheres estão duas vezes mais sujeitas a entrarem neste estado do que os homens. É do conhecimento empírico que as mulheres sofrem mais emocionalmente do que os homens. Relativamente ao apoio social, os dados sugerem que o sexo masculino é mais afectado pela falta de apoio e integração social – especialmente depois da reforma – do que as mulheres.



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A depressão – O que é e o que pode levar a este estado

10 de Fevereiro de 2010

O que é a depressão?

A depressão é uma doença mental que se caracteriza por tristeza mais marcada ou prolongada, perda de interesse por actividades habitualmente sentidas como agradáveis e perda de energia ou cansaço fácil e afecta cerca de 20% da população portuguesa [*1].

O sentimento de depressão pode ser uma reacção normal a uma perda, às dificuldades da vida ou a uma baixa auto-estima. No entanto, quando estes sentimentos intensos de tristeza – incluindo sentir-se sem esperança, sem rumo, inútil e sem valor – duram por muitos dias e até semanas e o impedem de desempenhar o seu quotidiano normalmente, o seu sentimento de depressão pode significar mais do que simples tristeza. Pode ser uma depressão clínica, uma condição médica que tem tratamento.

O que pode levar a uma depressão?

Estes são alguns factores que podem aumentar o risco de depressão:

- Abuso. Abuso sexual ou emocional pode contribuir para um estado depressivo no futuro.

- Determinada medicação. Por exemplo, alguns medicamentos usados para tratar a elevada pressão arterial, como a reserpina ou os bloqueadores-beta, podem aumentar o risco de depressão.

- Conflito. A depressão pode resultar de conflitos pessoais ou disputas com membros familiares ou amigos.

- Perda de um ente querido. A tristeza resultante da morte de uma pessoa próxima pode aumentar o risco de depressão.

- Genética. Se existirem casos de depressão na história dos seus antepassados familiares é possível que você tenha nos seus genes uma propensão natural à depressão.

- Ocasiões importantes. Mesmo ocasiões importantes como a conquista de um novo emprego, terminar da licenciatura, casamento ou baptizado podem levar a um estado de depressão. Da mesma maneira, ocasiões como um divórcio, perda de emprego ou reforma também podem deixar um indivíduo deprimido.

- Outros problemas pessoais. Problemas como o isolamento social em resultado de outras doenças mentais ou a expulsão do seio familiar ou de um grupo social podem conduzir à depressão.

- Doenças sérias. Às vezes, a depressão co-existe com uma doença principal fisicamente mais grave.

- Abuso de substâncias. Muitas pessoas que consomem substâncias ilegais têm problemas de depressão.

Como se trata a depressão?

Normalmente, a depressão é tratada através do recurso a medicamentos ou de intervenções psicoterapêuticas. A decisão de iniciar uma intervenção deste tipo deve ser sempre falada com o seu médico. É difícil a pessoa deprimida reunir condições para conseguir decidir o tratamento mais adequado a si sem a ajuda de um profissional de medicina.

Os medicamentos utilizados no tratamentos de pacientes deprimidos são os antidepressivos. Se lhe forem receitados antidepressivos, nunca pare o tratamento sem conhecimento do médico que o acompanha. Esclareça-se com ele, para que fique sem dúvidas em relação a este assunto importante.
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REFERÊNCIAS OU NOTAS:
[*1]Depressão, Portal da Saúde do Ministério da Saúde (LINK)


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Previna a depressão e a ansiedade com exercício físico

5 de Janeiro de 2010

Ao praticar exercício físico com regularidade, uma pessoa ocupa a sua mente com outras coisas que não os problemas de casa e do trabalho. O exercício físico faz com que nos consigamos abstrair das preocupações do quotidiano. Isto é um bom sinal. Uma pessoa que se exercite com frequência está, por isso, menos propensa a ficar com depressão ou com ansiedade.

Talvez esteja a perguntar-se se realmente existe uma ligação entre a prática de exercício físico e estas duas condições mentais. A resposta é: sim, existe.

Para compreender esta ligação é necessário compreender a natureza da ansiedade e da depressão. Ambas são condições mentais. A depressão precede a ansiedade. A depressão é uma desordem mental na qual a mente da pessoa fica incapaz de equilibrar as emoções, os pensamentos e a energia. A ansiedade é um estado de preocupação constante ou de extrema apreensão.

Ambas chegam depois de grandes pragas de stress que perturbam a mente por longos períodos de tempo. A pessoa que sofre de ansiedade e depressão anda constantemente perturbada e vê-se com grandes dificuldades para sair desse estado. A depressão e a ansiedade ocorrem quando a mente não consegue eliminar o excessivo stress acumulado.

É importante perceber que o stress mental precisa de ser aliviado regularmente. Caso contrário, a pessoa pode facilmente ficar refém destas duas desordens mentais. É aqui que o exercício entra. Sempre que se exercita, está a aliviar o stress acumulado nos seus músculos, ao mesmo tempo que aumenta a frequência cardíaca.

A actividade física faz com que a mente deixe de se preocupar com os problemas que lhe causam stress, concentrando-se, antes, na actividade que está a desempenhar. Está cientificamente comprovado que o exercício físico aumenta os níveis de beta-endorfina (hormona segregada pelo sistema nervoso central) [*1], [*2] e serotonina (neurotransmissor cerebral) [*3], [*4]. Ambas desempenham um papel importante na prevenção de depressão e ansiedade.

É esta a ligação entre o exercício físico e a depressão. Ao praticar algum tipo de actividade física, a sua mente também se está a exercitar, combatendo, assim, estes dois estados mentais.

Não esqueça que apenas estamos a abordar formas de prevenção, e não estratégias de combate para quem já sofre de depressão ou ansiedade. Um indivíduo deprimido ou ansioso terá dificuldades em ganhar força de vontade para dispensar algum tempo diário a treinar. Por isso, mais vale prevenir com exercício físico do que remediar depois com antidepressivos.
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REFERÊNCIAS OU NOTAS:
[*1]Release of beta endorphin and met-enkephalin during exercise in normal women: response to training, British Medical Journal 288(6435): 1950–1952, Junho 1984 (LINK)
[*2]Beta-endorphin response to exercise. An update, Sports Medicine 24(1):8-16, Julho 1997 (LINK)
[*3]How to increase serotonin in the human brain without drugs, Journal of Psychiatry & Neuroscience 32(6): 394–399, Novembro 2007 (LINK)
[*4]Effects of physical exercise on anxiety, depression, and sensitivity to stress: a unifying theory, Clinical Psychology Review 21(1):33-61, Fevereiro 2001 (LINK)


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