Archive for the ‘Diabetes’ Category

Alimentação para diabéticos

14 de Setembro de 2010

A Sociedade Americana de Diabetes elaborou uma lista de alimentos indicada para pessoas com diabetes. Estes alimentos ajudá-lo-ão a manter esta doença controlada. Todos estes alimentos possuem um baixo índice glicémico e fornecem nutrientes chave como cálcio, potássio, fibra, magnésio e vitaminas.

Se é diabético, tenha uma dieta à base de:

1) Feijões e outras leguminosas, como lentilhas e ervilhas

São ricos em fibra, magnésio e potássio. Além disso, meia taça destes alimentos fornecem tanta proteína como 28g de carne.

2) Vegetais de folha verde, como espinafres e couves

Têm poucas calorias e hidratos de carbono. Nunca é demais comê-los.

3) Citrinos

Laranjas, toranjas, limas e limões. Estão carregados de vitamina C.

4) Batata-doce

Ricas em fibra e vitamina A. A batata-doce tem um índice glicémico menor do que a batata normal.

5) Bagas

Morangos e framboesas são baixos em calorias e ricos em antioxidantes. Experimente juntá-los a um iogurte magro. Dão uma óptima sobremesa.

6) Tomates

Quer sejam consumidos naturalmente ou em molhos (com pouca gordura), apresentam um grande teor de vitamina C, vitamina E e ferro.

7) Nozes, amêndoas e avelãs

Uma mão cheia destes alimentos fornece-lhe quantidades razoáveis de gorduras essenciais e saciam a fome. Também possuem magnésio e fibra.

8 ) Peixes ricos em ómega-3

O mais popular é o salmão.

9) Cereais integrais

Os cereais normais não lhe oferecem doses consideráveis de magnésio, crómio,ómega-3, ácido fólico e gorduras essenciais como. Estes sim. A aveia e a cevada são boas fontes de fibra e potássio.

10) Lacticínios magros

Essenciais para construir ossos e dentes fortes. Além do cálcio, muitos destes produtos são ricos em vitamina D.



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Segundo um estudo publicado ainda este ano no The American Journal of Clinical Nutrition, beber um café...

Nutrição em Destaque (Junho 2010) – Nutrição

13 de Julho de 2010

Nutrição em Destaque é a crónica mensal do Logon onde são destacados os estudos mais significativos publicados nos jornais científicos dedicados à Nutrição Desportiva e Ciências do Desporto.

Estes são os destaques de Junho de 2010 na área da Nutrição:
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1) Apresentamos o resveratrol, o suplemento que o ajudará a perder peso.

O resveratrol é um dos 200 polifenóis do vinho. As suas propriedades anti-obesidade foram mais uma vez demonstradas. Uma equipa de investigadores avaliou os efeitos da suplementação diária com resveratrol no peso, metabolismo e consumo de energia em seis lémures. Segundo Fabienne Aujard, coordenador do estudo, “os lémures cuja dieta incluía resveratrol diminuíram o seu consumo de energia (calorias) em 13% e a sua taxa metabólica de repouso em 29%“.

Os cientistas demonstraram que a suplementação com resveratrol durante 4 semanas provoca uma diminuição na quantidade de calorias ingerida e uma redução na massa corporal. De acordo com Fabienne, “estes resultados fornecem nova informação a respeito dos potenciais efeitos do resveratrol no metabolismo de energia e no controlo da massa corporal“.

Num outro estudo também publicado no mês passado, os investigadores mostraram que o consumo de resveratrol beneficia a circulação sanguínea no cérebro.

*Dal-Pan, A. & Blanc, S. & Aujard, F., Resveratrol suppresses body mass gain in a seasonal non-human primate model of obesity, BMC Physiology 10:11, Junho 2010 (LINK)
*Kennedy, D. et. al, Effects of resveratrol on cerebral blood flow variables and cognitive performance in humans: a double-blind, placebo-controlled, crossover investigation, The American Journal of Clinical Nutrition 91: 1590-1597, Junho 2010 (LINK)
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2) A cafeína pode valer-lhe a medalha de ouro.

O investigador Rob James teve uma declaração interessante: “O pequeno aumento da performance através da cafeína pode significar a diferença entre o outro olímpico e a medalha de prata“. O cientista teve esta afirmação depois da sua equipa ter mostrado, uma vez mais, que o consumo de cafeína aumenta o desempenho dos músculos e a resistência física.

A actividade muscular está dividida em duas categorias: a máxima, na qual os músculos são puxados ao limite (como no sprint ou no levantamento de peso), e a sub-máxima, que cobre o resto das actividades (caminhar, subir escadas, etc). O estudo liderado por Rob James mostrou que a cafeína produz efeitos de aumento de capacidade física em ambas as categorias. Foi a primeira vez que foi demonstrado que a cafeína também aumenta a performance em actividades ligeiras e de baixa intensidade.

*Olympic Gold? A New Effect of Caffeine Boosts Performance, ScienceDaily, Junho 2010 (LINK)
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3) Ómega-3 é eficaz no tratamento da depressão.

Os suplementos de ómega-3 são eficazes no tratamento da depressão em pacientes que não foram de ansiedade“. A boa notícia vem do Canadá. Uma equipa de cientistas descobriu que dar suplementos de ómega-3 a indivíduos que sofram de depressão e que não apresentem desordens a nível de ansiedade é uma excelente maneira de tratar esta condição mental.

O estudo reuniu 432 homens e mulheres. Durante 8 semanas, metade dos voluntários consumiu 3 cápsulas de ómega-3 por dia enquanto que a outra metade consumiu um placebo feito à base de óleo de girassol. O consumo total ómega-3 por dia consistiu em 1050mg de EPA e 150mg de DHA. Esta dose mostrou-se eficaz no tratamento da depressão.

Um outro estudo mostrou que o consumo de peixes gordos (ricos em ómega-3) está associado a uma menor incidência de casos de indivíduos com insuficiência cardíaca.

*Lespérance, F. et. al., The Efficacy of Omega-3 Supplementation for Major Depression: A Randomized Controlled Trial, Journal of Clinical Psychiatry 10.4088/JCP.10m05966blu, Junho 2010 (LINK)

*Levitan, B. &, Wolk, A. & Mittleman, M., Fatty fish, marine ω-3 fatty acids and incidence of heart failure, European Journal of Clinical Nutrition 64, 587–594, Março 2010 (LINK)

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4) Vitamina D = Estilo de vida saudável.

De acordo com um novo estudo, a deficiência de vitamina D é uma das principais causas da diabetes tipo 2 e pode estar associada a um pobre controlo dos níveis de açúcar no sangue. Um grupo de investigadores reviu o registo médico de 124 pacientes com diabetes tipo 2 que receberam tratamento entre 2003 e 2008. Os pacientes tiveram os seus níveis de vitamina D analisados como parte do seu acompanhamento clínico, o que possibilitou aos cientistas estabelecerem uma ligação entre o consumo desta vitamina e a doença. Os cientistas registaram que 91% dos pacientes apresentava deficiência de vitamina D.

Outros dois estudos, apresentados em Roma no Congresso Anual da Liga Europeia Contra o Reumatismo, ditavam que a deficiência de vitamina D é comum em pacientes que sofrem de doenças reumáticas, entre as quais osteoporose, fibromialgia e a raquialgia.

(Nota Prozis: A vitamina D parece ser, à partida, a vitamina mais fácil de consumir nos níveis recomendados, uma vez que é produzida pelo organismo quando este está exposto ao sol. No entanto, verifica-se que isso não é assim. Como tal, é aconselhado o consumo de suplementos de vitamina D).

*Poor Control of Diabetes May Be Linked to Low Vitamin D, ScienceDaily, Junho 2010 (LINK)
*Vitamin D Deficiency Confirmed as Common Across a Range of Rheumatic Conditions, ScienceDaily, Junho 2010 (LINK)
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5) Cortar calorias é o tipo de dieta mais aconselhada para obesos.

Segundo um novo estudo realizado com mulheres obesas, a dieta mais aconselhada para perder peso é aquela que corta com as calorias e não a que corta com as gorduras. É normal o médico recomendar a uma pessoa obesa um corte na quantidade de gorduras ingeridas, mantendo, ainda assim, o número de calorias que a pessoa ingere. Esta investigação mostrou que esse não é o método mais eficaz para perder peso.

O estudo, que durou 12 semanas, mostrou que as mulheres que apresentam resistência à insulina, uma condição que conduz à diabetes tipo 2, perdem mais peso numa dieta que diminua o número habitual de calorias ingeridas do que se apenas cortarem na quantidade de gordura. “As pessoas com resistência à insulina metabolizam os hidratos de carbono de forma anormal, o que afecta o índice de perda de gordura”, afirmou o investigador Raymond Plodkowski.

*Cutting Carbs Is More Effective Than Low-Fat Diet for Insulin-Resistant Women, Study Finds, ScienceDaily, Junho 2010 (LINK)
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Outros destaques:

6) Chocolate preto reduz pressão arterial.

*Ried, K. et. al., Does chocolate reduce blood pressure? A meta-analysis, BMC Medicine 8:39, Junho 2010 (LINK)

7) Substituir o arroz branco pelo arroz castanho ou outros grãos pode reduzir o risco da diabetes.

*Sun, Q. et. al., White Rice, Brown Rice, and Risk of Type 2 Diabetes in US Men and Women, Archives of Internal Medicine 170(11):961-969, Junho 2010 (LINK)

8 ) Obesidade masculina ligada a baixos níveis de testosterona.

*Dhindsa, M. et. al., Testosterone concentrations in diabetic and non-diabetic obese men, Diabetes Care Vol. 33, Nº 6, págs. 1186-1192, Junho 2010 (LINK)

9) Dieta Mediterrânica (elevado consumo de peixe, fruta, legumes, nozes, azeite, cereais e baixo nível de gordura) faz bem ao funcionamento do coração.

*Dai, J. et. al., Mediterranean Dietary Pattern Is Associated With Improved Cardiac Autonomic Function Among Middle-Aged Men: A Twin Study, Circulation: Cardiovascular Quality and Outcomes 10.1161/CIRCOUTCOMES.109.905810, Junho 2010 (LINK)

10) Consumir pouca quantidade de carnes processadas e muita quantidade de aves domésticas e peixe pode reduzir risco de desenvolver cancro dos ovários.

*Kolahdooz, F. et. al., Meat, fish, and ovarian cancer risk: results from 2 Australian case-control studies, a systematic review, and meta-analysis, The American Journal of Clinical Nutrition 91: 1752-1763, Junho 2010 (LINK)

11) Mirtilo previne fibrose hepática.

*Wang, Y. et. al., Effects of blueberry on hepatic fibrosis and transcription factor Nrf2 in rats, World Journal of Gastroenterology 16(21): págs. 2657-2663, Junho 2010 (LINK)

12) Antioxidantes melhoram a condição de resistência à insulina.

*Well-Defined Quantity of Antioxidants in Diet Can Improve Insulin Resistance, Study Finds, ScienceDaily, Junho 2010 (LINK)

13) Substância presente nos brócolos trava avanço de células cancerígenas.

*Zou, X. , A Novel Mechanism of Indole-3-Carbinol Effects on Breast Carcinogenesis Involves Induction of Cdc25A Degradation, Cancer Prevention Research doi: 10.1158/1940-6207.CAPR-09-0213, Junho 2010 (LINK)

14) Níveis elevados de vitamina B6 e aminoácido metionina associados com menor risco de desenvolver cancro do pulmão.

*Johansson, M. et. al., Serum B Vitamin Levels and Risk of Lung Cancer, JAMA 303 (23): 2377-2385, Junho 2010 (LINK)

15) Polifenóis presentes no vinho tinto e no chá verde travam crescimento do cancro da próstata.

*Brizuela, L. et. al., The sphingosine kinase-1 survival pathway is a molecular target for the tumor-suppressive tea and wine polyphenols in prostate cancer, The FASEB Journal doi:10.1096/fj.10-160838, Junho 2010 (LINK)

16) Estudo mostra que consumo moderado de café e chá traz benefícios para o coração.

*Margot de Koning Gans, J. et. al., Tea and Coffee Consumption and Cardiovascular Morbidity and Mortality, Arteriosclerosis, Thrombosis, and Vascular Biology: Journal of the American Heart Association doi:10.1161/ATVBAHA.109.201939, Junho 2010 (LINK)


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Exercícios de musculação caseiros para iniciantes ou idosos

29 de Junho de 2010

Se você nunca levantou pesos em toda a sua vida (para além dos sacos das compras), por que razão haveria de começar agora? A resposta é simples: com o avançar da idade, e principalmente depois dos 40, o tecido muscular, a densidade dos ossos e a força diminuem. Esta queda natural será menos sentida nas pessoas que tenham, ao longo da sua vida, praticado exercício físico e musculação. Aqui está a razão!

As debilidades mencionadas no parágrafo anterior abrem as portas a acidentes e lesões que podem atrapalhar a sua vida. O treino de musculação é a forma mais eficaz de atrasar e possivelmente até reverter estas debilidades.

Benefícios dos exercícios de musculação

O enfraquecer dos músculos afecta o corpo de várias maneiras. Músculos fortes aproveitam o oxigénio e os nutrientes da corrente sanguínea de forma muito mais eficiente do que se os seus músculos forem fracos. O que isto significa é que qualquer actividade física exigirá menos trabalho cardíaco e, por conseguinte, colocará menos tensão no seu coração.

Músculos fortes ajudam o corpo a manter-se sensível à insulina, que ajuda as células a retirar o açúcar do sangue. O que isto quer dizer é que músculos fortes ajudam a controlar a diabetes tipo 2.

Por sua vez, músculos débeis tornam difíceis simples tarefas como limpar, ir às compras, subir escadas, etc. Também o equilíbrio e a coordenação serão afectados negativamente. Não será, portanto, surpreendente o facto de que, a partir dos 65 anos, uma em cada três pessoas reporta quedas. Por sua vez, uma em cada vinte destas quedas resulta em fractura de algum osso (principalmente da anca, do pulso ou da perna).

Boas notícias: pode começar a prevenir esta situação ainda hoje sem sair de casa

O Logon indica-lhe três simples exercícios que podem ser realizados em sua casa e que exercitarão alguns dos principais grupos musculares: peito, braços, glúteos e pernas. Apenas precisará de uma cadeira e de disposição.

Nota: estes exercícios são para principiantes, pelo que poderão ter pouco efeito em indivíduos já treinados. Estes atletas deverão dedicar-se a exercícios de musculação mais exigentes. Consultem os nossos exercícios de musculação.

Exercícios simples de musculação


Elevação dos braços

Método de execução: Sente-se numa cadeira e coloque as mãos nos apoios. Toda a planta dos pés deve estar pousada no chão e a sua coluna deve estar sempre erecta. Levante ligeiramente as nádegas da cadeira o máximo que conseguir, até ficar com os braços todos esticados.

Regresse lentamente à posição inicial. Faça 3 sets de 8 a 12 repetições.

Elevação do corpo

Método de execução: Sente-se numa cadeira e coloque as mãos nos apoios. Toda a planta dos pés deve estar pousada no chão e a sua coluna deve estar sempre erecta. Fazendo pressão nos braços, eleve o tronco e as coxas o máximo que conseguir.

A diferença deste exercício em relação ao anterior reside no maior contributo dos braços. Ao contrário do exercício de elevação dos braços, em que os pés também ajudam ao movimento, neste exercício a força deve provir praticamente apenas dos braços.

Regresse lentamente à posição inicial. Faça 3 sets de 8 a 12 repetições.

Panturrilha em pé

Método de execução: Coloque-se atrás da cadeira com as mãos em cima do encosto. Toda a planta dos pés deve tocar o solo. Levante apenas a parte da frente dos seus pés, de maneira a ficar em bicos de pés o mais alto que conseguir.

Regresse lentamente à posição inicial. Faça 3 sets de 8 a 12 repetições.



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Café protege mulheres da diabetes tipo 2

24 de Junho de 2010

Segundo um estudo publicado ainda este ano no The American Journal of Clinical Nutrition, beber um café após o almoço reduz em 34% o risco de diabetes tipo 2 nas mulheres [*1]. Apesar de existirem vários estudos que indicam que o café reduz o risco de desenvolver diabetes, este foi primeiro a demonstrar que o horário em que o café é consumido pode interferir nesse efeito.

Para o estudo, a investigadora brasileira Daniela Sartorelli, da Universidade de São Paulo, usou dados de uma investigação francesa que acompanhou, durante sete anos, 69.532 professoras francesas do ensino público, com idades entre os 41 e 72 anos. Todas as participantes tomaram, após a refeição, uma chávena de café com pelo menos 175 ml.

Foi verificado que as mulheres que consumiram café após o almoço tiveram um risco 34% menor de desenvolver diabetes. Tanto as versões cafeinadas como as descafeinadas, com ou sem açúcar, apresentaram os mesmos benefícios.

No período do estudo, 1.415 mulheres desenvolveram a doença: 374, entre as que tomavam o café à hora do almoço e 1.051 entre as que tomavam uma quantidade menor ou que não bebiam café após a refeição.

Uma observação interessante é que o risco de desenvolver a doença não diminui entre as voluntárias que tomaram café fora do horário do almoço ou entre as que tomaram chá ou café com leite.

Segundo os investigadores, existem duas explicações para este facto:

O café pode ter diminuído o risco de diabetes por atrasar ou reduzir a absorção de uma parte da glicose adquirida ao almoço, ou a bebida pode ter protegido da doença porque, depois do almoço, costuma ser consumida sem leite”.

Apesar de o estudo ter sido realizado só com mulheres, a investigadora acredita que, provavelmente, os resultados podem ser extrapolados para os homens.
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REFERÊNCIAS OU NOTAS:
[*1] – Sartorelli, D. et. al., Differential effects of coffee on the risk of type 2 diabetes according to meal consumption in a French cohort of women: the E3N/EPIC cohort study, The American Journal of Clinical Nutrition 91: 1002-1012, Fevereiro 2010 (LINK)


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Nutrição em Destaque (Maio 2010) – Saúde

8 de Junho de 2010

Nutrição em Destaque é a crónica mensal do Logon onde são destacados os estudos mais significativos publicados nos jornais científicos dedicados à Nutrição Desportiva e Ciências do Desporto.

Estes são os destaques de Maio de 2010 na área da Saúde:
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1) Dormir menos de seis horas por noite aumenta probabilidade de morte prematura.

Segundo um estudo publicado no jornal SLEEP, as pessoas que dormem menos de seis horas por noite têm mais 12% de probabilidade de morte prematura, em relação às que dormem entre seis e oito horas. No entanto, a privação de sono não é o único factor que pode contribuir para uma morte prematura. Um sono regularmente muito longo, mais de nove horas por noite, pode também representar fonte de preocupação. Segundo os investigadores, dormir muito não aumenta, por si só, o risco de mortalidade mas pode ser o sintoma de uma doença grave e potencialmente mortal.

O estudo baseou-se nos resultados de 16 investigações conduzidas na Grã-Bretanha, Estados Unidos e outros países europeus e da Ásia. Ao todo participaram 1,3 milhões de pessoas, seguidas durante 25 anos.

Um outro estudo, que também atentou para as horas de sono das pessoas, descobriu que apenas uma noite mal dormida pode levar o organismo da pessoa à condição de resistente à insulina. Esta condição caracteriza-se pela incapacidade do corpo em produzir insulina suficiente (hormona responsável pela regulação dos níveis de açúcar no sangue) e é uma das componentes da diabetes tipo 2.

Neste estudo, os investigadores mediram os níveis de sensibilidade à insulina em 9 voluntários após duas situações: depois de uma noite bem dormida (8 horas, aproximadamente) e depois de uma noite mal dormida (4 horas apenas). Depois da noite mal dormida, o organismo estava menos sensível à circulação de insulina.

*Cappuccio F. et. al, Sleep duration and all-cause mortality: a systematic review and meta-analysis of prospective studies, SLEEP 33(5):585-592, Maio 2010 (LINK)
*Donga, E. et. al., A Single Night of Partial Sleep Deprivation Induces Insulin Resistance in Multiple Metabolic Pathways in Healthy Subjects, The Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism Vol. 95, Nº 6, págs. 2963-2968, Maio 2010 (LINK)
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2) Maus hábitos de higiene dentária contribuem para o desenvolvimento de doenças cardíacas.

Deve-se estar a perguntar o que é que os hábitos de higiene dentária têm a ver com as doenças do coração, mas o certo é que um novo estudo descobriu que os indivíduos que lavam os dentes menos de 2 vezes por dia aumentam as suas probabilidades de desenvolver doenças relativas ao coração.

Os investigadores recolheram dados de 11.000 adultos, registando se eram ou não fumadores, se praticavam ou não exercício físico, quantas vezes lavavam os dentes por dia e com que frequência iam ao dentista.

Descobriram que aquelas pessoas que lavavam poucas vezes os dentes tinham 70% maior probabilidade de desenvolver alguma doença cardíaca, comparado com as pessoas que tinham bons hábitos de higiene dentária. Desta forma, este estudo encontrou uma relação entre as doenças da gengiva e o risco de contrair doenças cardíacas.

*Oliveira, S. & Watt, R. & Hamer, M., Toothbrushing, inflammation, and risk of cardiovascular disease: results from Scottish Health Survey, British Medical Journal 340:c2451, Maio 2010 (LINK)
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3) Vida sedentária aumenta probabilidade de morrer devido a doenças cardíacas.

Desporto é vida, assim se costuma dizer. Esta expressão não é apenas um mero cliché! É a verdade! Um grupo de investigadores avaliou a relação entre dois comportamentos sedentários (conduzir e ver televisão) e casos mortais derivados de doenças cardíacas. Para isso, recolheram informações de 7.744 homens (entre os 20 e os 89 anos de idade) a respeito de quanto tempo passavam semanalmente a conduzir e a ver televisão. As informações foram recolhidas em 1982. Em 2003 os cientistas recolheram a folha clínica de todos estes homens, para cruzar dados.

Eles constataram que, durante este período, 377 pessoas perderam a sua vida fruto de doenças cardíacas. Os homens que passavam mais de 10 horas semanais a conduzir tinham 82% maior probabilidade de morrer do coração do que os homens que gastavam menos de 4 horas por semana nesta tarefa. Aqueles que gastavam mais de 23 horas distribuídas entre conduzir e ver televisão apresentavam 64% maior probabilidade de morrer do coração do que os que gastavam menos de 11 horas.

Nas suas conclusões, os cientistas advertiram que é essencial promover esforços no sentido de enfatizar a necessidade de praticar exercício físico, de modo a reduzir potenciais casos de doenças cardíacas.

*Warren, T. et. al., Sedentary Behaviors Increase Risk of Cardiovascular Disease Mortality in Men, Medicine & Science in Sports & Exercise Vol. 42 – Issue 5, págs. 879-885, Maio 2010 (LINK)
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Outros destaques:

4) Exercício físico ajuda no tratamento de pacientes com cancro da próstata ou da mama.

*Exercise May Keep Cancer Patients Healthier During, After Treatment, ScienceDaily, Maio 2010 (LINK)

5) Excesso de álcool aumenta risco de desenvolver cancro do pâncreas.

*Gupta, S. et. al, Risk of pancreatic cancer by alcohol dose, duration, and pattern of consumption, including binge drinking: a population-based study, Cancer Causes & Control 10.1007/s10552-010-9533-6, 2010 (LINK)


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Nutrição em Destaque (Maio 2010) – Nutrição

7 de Junho de 2010

Nutrição em Destaque é a crónica mensal do Logon onde são destacados os estudos mais significativos publicados nos jornais científicos dedicados à Nutrição Desportiva e Ciências do Desporto.

Estes são os destaques de Maio de 2010 na área da Nutrição:
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1) Para mais resistência e condição física, arginina é a solução!

Um grupo de investigadores quis avaliar os efeitos da suplementação com arginina no desempenho físico até ao ponto de exaustão. O propósito era observar qual o tempo máximo de libertação de energia que os atletas conseguiriam alcançar antes de atingirem o estado de fadiga e que papel teria a arginina nessa tarefa.

Cinquenta jovens adultos foram distribuídos por 3 grupos: o grupo do placebo, o grupo que recebeu 1,5gr de arginina e o grupo que recebeu 3gr de arginina. Todos os indivíduos dos 3 grupos executaram um teste de esforço até à exaustão em duas alturas: antes da suplementação e após as 4 semanas de suplementação. Através da electromiografia os cientistas registaram os sinais eléctricos do músculo vasto lateral.

Os resultados foram esclarecedores: não houve aumento no grupo do placebo. Ambos os grupos que receberam arginina aumentaram a disponibilidade física e, por consequência, o seu desempenho no teste. O grupo que recebeu 1,5gr de arginina diariamente registou um aumento de 22,4%. O aumento dos atletas que receberam 3gr de arginina foi de 18,8%.

Num outro estudo, a suplementação com arginina aumentou a capacidade física de pessoas que sofreram um transplante de coração.

*Camic, C, et. al., Effects of arginine-based supplements on the physical working capacity at the fatigue threshold, The Journal of Strength and Conditioning Research 24(5): 1306-1312, Maio 2010 (LINK)
*Doutreleau, S. et. al., L-Arginine supplementation improves exercise capacity after a heart transplant, The American Journal of Clinical Nutrition 91: 1261-1267, Maio 2010 (LINK)
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2) Cafeína renova condição física e mental.

Diversos estudos científicos realizados ao longo das últimas décadas demonstraram que a cafeína é eficaz a aumentar o rendimento dos atletas. Um novo estudo com cafeína foi publicado o mês passado. Desta vez, os investigadores testaram a suplementação com cafeína em mulheres que já possuíam hábitos de treino.

No estudo, 15 mulheres consumiram ou cafeína (6 mg/kg) ou um placebo em 7 dias separados. Uma hora após a suplementação, as mulheres executaram até à exaustão uma série de supino com carga máxima. Os cientistas observaram que as mulheres que tomaram suplementos de cafeína foram capazes de levantar maiores cargas e executar mais repetições até à exaustão do que as restantes.

Um outro estudo bastante interessante mostrou que a cafeína reduz a quantidade de erros realizados por trabalhadores nocturnos. O estudo reviu 13 estudos que estudaram os efeitos da cafeína no desempenho de trabalhadores que faziam turnos da noite (porteiros, polícias, funcionários de transportadoras, etc) e concluiu que este suplemento diminui a propensão ao erro e aumenta o desempenho cognitivo. A cafeína aumenta a concentração, a memória, a percepção sensorial, o raciocínio e a reacção.

Visto isto, não será, portanto, de estranhar que um estudo publicado no Journal of Alzheimer’s Disease tenha registado que a cafeína retarda o desenvolvimento de doenças mentais como o Alzheimer.

*Goldstein, E. et. al., Caffeine enhances upper body strength in resistance-trained women, The Journal of the International Society of Sports Nutrition 7:18, Maio 2010 (LINK)
*Ker, K. et. al., Caffeine for the prevention of injuries and errors in shift workers, Cochrane Database of Systematic Reviews 2010, Issue 5. Art. Nº: CD008508. DOI: 10.1002/14651858.CD008508, Abril 2010 (LINK)
*Mendonça, A. & Cunha, R., Therapeutic Opportunities for Caffeine in Alzheimer’s Disease and Other Neurodegenerative Disorders, Journal of Alzheimer’s Disease Vol. 20, Supplement 1, Maio 2010 (LINK)
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3) Beta-alanina aumenta o seu tamanho e diminui o índice de gordura.

Quarente e quatro mulheres com idade média de 22 anos foram distribuídas por 3 grupos: o grupo de controlo (sem suplementação), o grupo da beta-alanina (1,5g BA + 15g de dextrose) e o grupo do placebo (16,5g de dextrose). As mulheres tiveram de executar um treino intervalado de alta intensidade em bicicletas estáticas, que foi realizado 3 vezes por semana em 5 séries de 2m de treino + 1m de recuperação.

Foram medidos os seguintes factores: volume máximo de oxigénio (VO2máx), massa muscular magra e massa gorda. Eis os resultados publicados:

  • O VO2máx aumentou no grupo da beta-alanina e do placebo;
  • A massa corporal aumentou apenas no grupo da beta-alanina, registando-se, também, uma diminuição na massa gorda;
  • A massa muscular magra aumentou nos 3 grupos.

Conclusão: a beta-alanina destacou-se das restantes intervenções por ter sido a única capaz de diminuir a massa gorda e promover um aumento da massa corporal.

*Walter, A. et. al., Six weeks of high-intensity interval training with and without β-alanine supplementation for improving cardiovascular fitness in women, The Journal of Strength and Conditioning Research 24(5): 1199-1207, Maio 2010 (LINK)
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4) É oficial: batidos de cereja diminuem dores musculares após provas de corrida de longa duração.

Se é leitor assíduo do Logon já sabe que os batidos de cereja se mostraram eficazes na recuperação muscular de maratonistas. Agora, uma nova investigação veio dar mais importância às cerejas. É sabido que depois de longas corridas os músculos ficam desgastados durante vários dias. Para combater esta situação, os atletas costumam ingerir anti-inflamatórios não-esteróides (AINE), apesar de os mesmos possuírem efeitos secundários.

O que esta nova investigação vem mais uma vez mostrar é que os batidos de cereja são uma solução natural e sem efeitos secundários para a recuperação muscular. Cinquenta e quatro maratonistas consumiram ou batidos de cereja ou um composto placebo duas vezes ao dia durante os 7 dias que antecederam a competição. Apesar de terem sido reportadas dores musculares em ambos os grupos, as queixas daqueles que consumiram os batidos de cereja foram significativamente menores do que os atletas do grupo do placebo.

*Kuehl, K. et. al., Efficacy of tart cherry juice in reducing muscle pain during running: a randomized controlled trial, The Journal of the International Society of Sports Nutrition 7:17, Maio 2010 (LINK)
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5) Suplementação diária com proteína reduz riscos de fractura da anca em idosos.

De acordo com um estudo realizado por cientistas do Instituto Hebraico de Pesquisa do Envelhecimento SeniorLife, nos EUA, os idosos que consumam suplementos de proteína estão menos propensos a sofrer fracturas na anca do que aqueles que não consomem proteína.

O estudo avaliou os hábitos de consumo diário de proteína de 946 idosos. Aqueles que consumiam menos gramas de proteína, que se encontravam no último quarto da tabela, registaram aproximadamente mais 50% de fracturas na anca do que os que se encontravam na parte superior da tabela. Os idosos que registaram mais lesões consumiam, em média, menos 46 gramas diárias de proteína do que o recomendado pelos nutricionistas.

Marian Hannan, coordenadora do estudo, explicou que a maioria das fracturas ocorre devido a quedas. Estas quedas devem-se, em grande parte, a fracos músculos nas pernas. “Um consumo diário de proteína pode oferecer protecção aos idosos contra o risco de fracturas da anca ao construir músculos mais fortes nas pernas“, adiantou.

(Nota Prozis: o estudo foi realizado com idosos, no entanto, estes princípios aplicam-se a toda a gente).

*Hannan, M. et. al., Does dietary protein reduce hip fracture risk in elders? The Framingham osteoporosis study, Osteoporosis International 10.1007/s00198-010-1179-4, Maio 2010 (LINK)
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Outros destaques:

6) Consumo diário de gengibre alivia dores musculares até 25%.

*Black, C. et. al., Ginger (Zingiber officinale) Reduces Muscle Pain Caused by Eccentric Exercise, The Journal of Pain 10.1016/j.jpain.2009.12.013, 2010 (LINK)

7) Brócolos atrasam desenvolvimento das células cancerígenas da mama.

*Li, Y. et. al., Sulforaphane, a Dietary Component of Broccoli/Broccoli Sprouts, Inhibits Breast Cancer Stem Cells, Clinical Cancer Research 16; 2580, Maio 2010 (LINK)

8 ) Consumo de nozes diminui níveis do colesterol.

*Sabate, J. & Oda, K. & Ros, E., Nut Consumption and Blood Lipid Levels: A Pooled Analysis of 25 Intervention Trials, Archives of Internal Medicine 170 (9): 821-827, Maio 2010 (LINK)

9) Vitamina E oferece melhorias a pacientes que sofram de doenças do fígado.

*Sanyal, A. et al., Pioglitazone, Vitamin E, or Placebo for Nonalcoholic Steatohepatitis, New England Journal of Medicine Vol. 362, Nº 18, págs. 1675-1685, Maio 2010 (LINK)

10) Comidas aquecidas a altas-temperaturas promovem riscos associados à diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares.

*Birlouez-Aragon, I, et. al., A diet based on high-heat-treated foods promotes risk factors for diabetes mellitus and cardiovascular diseases, The American Journal of Clinical Nutrition Vol. 91, Nº 5, 1220-1226, Maio 2010 (LINK)

11) Azeite protege contra desenvolvimento de colite ulcerosa.

*Olive oil could guard against developing ulcerative colitis, University of East Anglia, Maio 2010 (LINK)

12) Ingerir bebidas com baixo teor de açúcar ajuda a baixar pressão arterial.

*Chen, L. et. al., Reducing Consumption of Sugar-Sweetened Beverages Is Associated With Reduced Blood Pressure. A Prospective Study Among United States Adults, Circulation doi: 10.1161/CIRCULATIONAHA.109.911164, Maio 2010 (LINK)

13) Comidas processadas aumentam risco de doenças cardiovasculares e diabetes.

*Micha, R. & Wallace, S. & Mozaffarian, D., Red and Processed Meat Consumption and Risk of Incident Coronary Heart Disease, Stroke, and Diabetes Mellitus: A Systematic Review and Meta-Analysis, Circulation 121:2271-2283, Maio 2010 (LINK)

14) Chocolate preto pode proteger cérebro após AVC.

*Shah, Z. et. al., The flavanol (−)-epicatechin prevents stroke damage through the Nrf2/HO1 pathway, Journal of Cerebral Blood Flow & Metabolism doi: 10.1038/jcbfm.2010.53, Maio 2010 (LINK)


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A importância do sono

18 de Maio de 2010

Muitas pessoas não têm a noção de que a falta de horas de sono pode ter consequências nefastas, que vão desde o ganho de gordura ao possível ataque cardíaco. O Logon deixa aqui o alerta para esta situação e mostra-lhe, com base em literatura científica recente, as possíveis consequências que poderão advir do facto de não dormir o suficiente.

Infecções virais

Poucas horas de sono colocam-no mais susceptível a infecções e doenças virais. Essa foi a conclusão de um estudo que avaliou os hábitos de sono de 153 homens e mulheres durante 2 semanas. Depois deste período, os cientistas colocaram os participantes em quarentena e expuseram-nos a vírus da gripe.

Conclusão: As pessoas que dormiram em média menos de 7 horas por noite estavam 3 vezes mais susceptíveis a ficar doentes do que as que dormiram pelo menos 8 horas [*1].

Ganhos de gordura

Não dormir as horas diárias recomendadas leva ao aparecimento de gordura, de acordo com um artigo publicado na revista científica Obesity, que reviu 36 estudos que relacionavam duração do sono com o peso. Esta ligação fez-se sentir mais entre as crianças.

Conclusão: A falta de horas de sono perturba as hormonas que controlam a fome e o apetite. Por outro lado, o facto de se sentir fatigado impede que faça exercício físico [*2], [*3].

Diabetes

Indivíduos com insónias ou que dormem poucas horas têm maior probabilidade de desenvolver diabetes tipo 2 comparado com aqueles que têm hábitos de sono saudáveis. As constantes noites mal dormidas resultam numa interrupção da regulação hormonal normal do corpo.

Conclusão: O estudo publicado na Diabetes Care mostrou que as pessoas que apenas dormem cerca de 5 horas por dia durante um período superior a um ano são mais susceptíveis à diabetes tipo 2 [*4].

Pressão arterial elevada

Um estudo com 238 adolescentes mostrou que dormir poucas horas aumenta o risco de elevada pressão arterial, condição que pode conduzir a graves doenças cardiovasculares.

Conclusão: Conforme refere o artigo publicado na Circulation, a pressão arterial era 3,5 vezes maior nos adolescentes que dormiam poucas horas de sono e 2,5 vezes maior naqueles que dormiam à volta de 6 horas e 30 minutos, quando comparados àqueles que tinham bons hábitos de sono [*5].

Doenças cardiovasculares

Um mega-estudo realizado com mais de 98 mil homens e mulheres japoneses com idades compreendidas entre os 40 e os 79 anos reforçou a ligação entre a privação de horas de sono e a propensão ao desenvolvimento de doenças cardiovasculares.

Conclusão: Os indivíduos que dormiam 4 horas ou menos diariamente sofreram mais doenças cardiovasculares fatais do que aqueles que dormiam pelo menos 7 horas [*6].

Depressão

Uma equipa de cientistas acompanhou 351 adultos com mais de 60 anos, registando os seus episódios médicos durante um período de 2 anos. 145 pessoas tinham no seu historial episódios menores ou maiores de depressão. Os restantes 206 não tinham qualquer registo de episódios depressivos.

Conclusão: A ocorrência de episódios de sono interrompido foi uma das causas que contribuiu para o desenvolvimento de estados depressivos nos indivíduos envolvidos no estudo [*7].

Mortalidade

No estudo supramencionado com os mais de 98 mil japoneses, foi registado um aumento na mortalidade nos indivíduos que dormiam poucas horas de sono por dia [*8].

Um outro estudo publicado na PLoS Medicine mostrou que pessoas que sofrem de apneia do sono (perturbação do sono) têm 46% mais probabilidades de morrer do que aquelas que dormem as horas de sono normais [*9].

CONCLUSÃO

Dormir bem é tão importante como outras coisas essenciais, como fazer uma alimentação equilibrada, ter uma boa higiene oral e praticar exercício físico. Não descure este importante componente da sua vida diária.

Produtos Prozis relaxantes que favorecem o sono:


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REFERÊNCIAS OU NOTAS:
[*1] – William, J. et. al., Sleep Habits and Susceptibility to the Common Cold, Archives of Internal Medicine Vol. 169 Nº 1, Janeiro 2009 (LINK)
[*2] – Sanjay, R. & Frank, B., Short Sleep Duration and Weight Gain: A Systematic Review, Obesity 16 3, 643–653, Janeiro 2008 (LINK)
[*3]Less Sleep May Add Up to More Pounds in Adolescents, ScienceDaily, Maio 2010 (LINK)
[*4] – Alexandros, N. et. al., Insomnia with Objective Short Sleep Duration is Associated with Type 2 Diabetes: A Population-based Study, Diabetes Care, Julho 2009 (LINK)
[*5] – Javaheri, S. et. al., Sleep Quality and Elevated Blood Pressure in Adolescents, Circulation, Agosto 2008 (LINK)
[*6] – Ikehara, S. et. al., Association of Sleep Duration with Mortality from Cardiovascular Disease and Other Causes for Japanese Men and Women: the JACC Study, Sleep 32(3): 295–301, Março 2009 (LINK)
[*7] – Jin Cho, H. et. al., Sleep Disturbance and Depression Recurrence in Community-Dwelling Older Adults: A Prospective Study, The American Journal of Psychiatry 165:1543-1550, Setembro 2008 (LINK)
[*8] – Ref. 5
[*9] – Naresh, M. et. al., Sleep-Disordered Breathing and Mortality: A Prospective Cohort Study, PLoS Medicine 6(8), 2009 (LINK)


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Nutrição em Destaque (Abril 2010) – Nutrição

10 de Maio de 2010

Nutrição em Destaque é a crónica mensal do Logon onde são destacados os estudos mais significativos publicados nos jornais científicos dedicados à Nutrição Desportiva e Ciências do Desporto.

Estes são os destaques de Abril de 2010 na área da Nutrição:
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1) BCAA’s – a sua gasolina anabólica.

18 atletas masculinos que já tinham realizados treinos de resistência no passado foram divididos em 2 grupos: o grupo dos BCAA’s e o grupo do placebo. Os atletas consumiram os respectivos suplementos durante 4 semanas. Os investigadores retiraram amostras de sangue dos atletas antes e depois da suplementação. Eles verificaram que os atletas do grupo dos BCAA’s possuía níveis maiores de testosterona e menores níveis de cortisol e creatina kinase.

A testosterona é a hormona responsável pelo desenvolvimento dos músculos, entre outros sistemas e características humanas. Elevados níveis de creatina quinase indicam que o músculo se encontra sob grande stress por culpa de algum processo anormal, como uma inflamação ou uma distrofia muscular. Como tal, esta investigação mostrou que a suplementação com BCAA’s pode criar um estímulo anabólico ao mesmo tempo que reduz os danos musculares provocados por treinos de resistência de alta intensidade.

*Sharp, C. & Pearson, D., Amino acid supplements and recovery from high-intensity training, The Journal of Strength and Conditioning Research 24(4): 1125-1130, Abril 2010 (LINK)
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2) Arginina e Ornitina abrem-lhe as portas para o crescimento!

Um grupo de cientistas propôs-se investigar os efeitos que a suplementação com arginina e ornitina tem na síntese da hormona de crescimento e da circulação de insulina no organismo em atletas que praticam musculação. 17 Praticantes de musculação foram divididos em dois grupos. Num deles, os atletas tomaram suplementos de arginina e ornitina. Os atletas do outro grupo receberam um placebo.

As análises às amostras de sangue recolhidas dos atletas permitiram aos cientistas registar um maior estímulo na síntese da hormona de crescimento e maior circulação de insulina nos atletas suplementados com arginina e ornitina. A hormona de crescimento estimula o crescimento muscular. Os picos de insulina ajudam os nutrientes a serem rapidamente fornecidos aos músculos, no momento em que eles mais precisam. Daí a relevância deste estudo para o mundo do culturismo.

*Zając, A. et. al., Arginine and ornithine supplementation increases GH and IGF-1 serum levels after heavy-resistance exercise in strength-trained athletes, The Journal of Strength and Conditioning Research 24(4): 1082-1090, Abril 2010 (LINK)
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3) Chocolate preto – bom para o fígado e para o coração

Uma investigação levada a cabo por cientistas espanhóis e apresentada no Encontro Anual da Associação Europeia para o Estudo do Fígado, realizada em Viena, mostrou que o chocolate preto pode ajudar pacientes que sofram de cirrose do fígado e de elevada pressão arterial. O estudo mostrou que o chocolate preto reduz o dano dos vasos sanguíneos de pacientes com cirrose e baixou a pressão arterial dos mesmos. Isso deve-se ao facto de o chocolate preto conter antioxidantes potentes.

Num outro estudo, publicado no mês passado, investigadores alemães analisaram 19,357 pessoas entre os 35 e 65 anos durante um período de 10 anos e concluíram que o chocolate, especialmente o preto, permite manter a pressão arterial a níveis controlados e reduzir o risco de ter um ataque cardíaco. Comparado com o grupo das pessoas que consumiu apenas 1,7 gramas de chocolate por dia, o grupo das pessoas que comeram 7,5 gramas de chocolate todos os dias apresentou um risco 39% menor de sofrer de doenças do coração.

(Artigo relacionado: Chocolate faz bem?)

*Potential Benefit of Dark Chocolate for Liver Disease Patients, ScienceDaily, Abril 2010 (LINK)
*Buijsse, B. et. al., Chocolate consumption in relation to blood pressure and risk of cardiovascular disease in German adults, European Heart Journal, Março 2010 (LINK)
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4) Baixos níveis de vitamina D associados a problemas respiratórios e problemas nas articulações.

Segundo um estudo publicado no jornal científico The Journal of Allergy and Clinical Immunology, baixos níveis de vitamina D provocam dificuldades no funcionamento correcto dos pulmões e maior dependência de medicamentos em pessoas com asma. O estudo foi realizado com crianças asmáticas e também mostrou que a vitamina D aumenta a actividade do corticosteróide, o mais eficaz medicamento usado para controlar a asma.

Daniel Searing, líder do grupo de cientistas, afirmou: “No nosso estudo, as crianças com baixos níveis de vitamina D eram mais alérgicas, tinham um pior funcionamento dos pulmões e tomavam mais medicamentos“.

Já um outro estudo realizado no mês de Março com mulheres norte-americanas indicou que quem não consome os níveis adequados de vitamina D tem mais probabilidade de vir a artrite reumatóide, uma doença inflamatória crónica que ataca as estruturas articulares e periarticulares.

*Searing, D. et. al., Decreased serum vitamin D levels in children with asthma are associated with increased corticosteroid use, The Journal of Allergy and Clinical Immunology, Abril 2010 (LINK)
*Verónica, V. et. al., Association between Residences in U.S. Northern Latitudes and Rheumatoid Arthritis: A Spatial Analysis of the Nurses’ Health Study, Environmental Health Perspectives, Março 2010 (LINK)
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5) Magnésio previne cancro do colo-rectal.

O magnésio mantém a estabilidade genética e é um co-factor essencial da síntese e reparo do ADN. Agora, uma investigação com indivíduos japoneses mostrou que este mineral também pode ser uma grande ajuda na prevenção do cancro do colo-rectal, pelo menos para o sexo masculino.

Os cientistas recolheram dados de 40,830 homens e 46,287 mulheres entre os 45 e os 74 anos e registaram o seu consumo diário de magnésio. Foi observado que a incidência de cancro colo-rectal foi menor nos homens que consumiram doses maiores de magnésio. Não houve diferenças significativas nas mulheres.

*Sasazuki, S. et. al., High Dietary Intake of Magnesium May Decrease Risk of Colorectal Cancer in Japanese Men, The Journal of Nutrition Vol. 140, Nº 4, págs. 779-785, Abril 2010 (LINK)
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Outros destaques:

6) Arroz castanho oferece protecção contra elevada pressão arterial e o desenvolvimento de aterosclerose.

*Brown Rice and Cardiovascular Protection, ScienceDaily, Abril 2010 (LINK)

7) Uvas reduzem factores de risco provenientes de doenças do coração e diabetes tipo 2.

*Grapes Reduce Risk Factors for Heart Disease and Diabetes, Animal Study Shows, ScienceDaily, Abril 2010 (LINK)

8 ) Indivíduos cujas dietas incluam salada, nozes, peixe, carne de aves, frutas e vegetais e pouca quantidade de carnes vermelhas, manteiga e lacticínios “gordos” estão menos propensos a desenvolver a doença de Alzheimer.

*Gu, Y. et. al., Food Combination and Alzheimer Disease Risk, Archives of Neurology 67(6), Abril 2010 (LINK)

9) Suplementos multivitamínicos e de cálcio podem reduzir risco de contrair cancro da mama.

*Vitamin and Calcium Supplements May Reduce Breast Cancer Risk, ScienceDaily, Abril 2010 (LINK)

10) Défice de Ómega 3 ligado à infertilidade masculina.

*Roqueta-Rivera, M. et. al., Docosahexaenoic acid supplementation fully restores fertility and spermatogenesis in male delta-6 desaturase-null mice, The Journal of Lipid Research 51 (2):360, Abril 2010 (LINK)

11) Dieta rica em vitamina B reduz riscos cardíacos.

*Iso, H. et. al., Dietary Folate and Vitamin B6 and B12 Intake in Relation to Mortality From Cardiovascular Diseases. Japan Collaborative Cohort Study, Strok, Abril 2010 (LINK)

12) Dieta à base de vegetais, frutas e soja protege contra cancro da mama.

*Butler, L. et. al., A vegetable-fruit-soy dietary pattern protects against breast cancer among postmenopausal Singapore Chinese women, The American Journal of Clinical Nutrition Vol. 91, Nº 4, 1013-1019, Abril 2010 (LINK)


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Nutrição em Destaque (Março 2010)

9 de Abril de 2010

Nutrição em Destaque é a crónica mensal do Logon onde são destacados os estudos mais significativos publicados nos jornais científicos dedicados ao tema da Nutrição Desportiva.

Estes são os destaques de Março de 2010:
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1) Precisa de energia extra? Nunca esqueça a bebida desportiva!

29 Atletas masculinos e femininos consumiram ou uma bebida desportiva com fructose, triglicerídeos de cadeia média e aminoácidos ou um composto de placebo, 30 minutos antes de executarem exercícios numa esteira ergométrica (ou tapete). Cada atleta foi avaliado em termos de consumo máximo de oxigénio (VO2max) e tempo até atingir a fadiga. Os cientistas verificaram que os atletas que consumiram a bebida desportiva registaram um melhor desempenho aeróbico.

*Byars, A. et. al., The influence of a pre-exercise sports drink (PRX) on factors related to maximal aerobic performance, Journal of the International Society of Sports Nutrition 7:12, Março 2010 (LINK)

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2) Vai pedalar? A arginina e os antioxidantes dão-lhe uma ajuda!

Um estudo demonstrou que suplementos de arginina e antioxidantes melhoram o desempenho no ciclismo. 16 Ciclistas masculinos foram divididos em 2 grupos. Um deles consumiu suplementos de arginina e antioxidantes. O outro recebeu um placebo. Os ciclistas pedalaram numa bicicleta estática e o seu desempenho foi avaliado na 1ª e 3ª semanas. Na 1ª semana, os cientistas registaram um aumento de 16,7% na performance dos ciclistas que consumiram arginina e antioxidantes. Na 3ª, o aumento registado foi de 14,2%.

*Chen, S. et. al., Arginine and antioxidant supplement on performance in elderly male cyclists: a randomized controlled trial, Journal of the International Society of Sports Nutrition 7:13, Março 2010 (LINK)

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3) Isoleucina – o poderoso aliado do seu coração!

Entende-se por síndrome metabólica o conjunto dos factores de risco que podem conduzir ao desenvolvimento de doenças cardiovasculares e/ou diabetes tipo 2.

Um estudo realizado com ratos de laboratório mostrou que a isoleucina, um aminoácido de cadeira ramificada (BCAA), pode ser um poderoso aliado no tratamento desta desordem. Os ratos suplementados com isoleucina mostraram mais sinais de resistência ao desenvolvimento de doenças cardiovasculares e diabetes tipo 2.

*Nishimura, J. et. al., Isoleucine Prevents the Accumulation of Tissue Triglycerides and Upregulates the Expression of PPAR{alpha} and Uncoupling Protein in Diet-Induced Obese Mice, The Journal of Nutrition Vol. 140, Nº 3, págs. 496-500, Março 2010 (LINK)

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4) Sente-se rabugento e deprimido? Tome zinco!

O zinco não é apenas fundamental para promover as reacções químicas necessárias ao bom funcionamento do organismo. Segundo o estudo publicado no European Journal of Clinical Nutrition, este mineral também ajuda a diminuir os estados de raiva e depressão.

No estudo, 15 mulheres consumiram um suplemento multivitamínico + 7 gramas de zinco durante 10 semanas. Outras 15 mulheres consumiram apenas o multivitamínico. No final do período de investigação, o primeiro grupo de mulheres mostrou menos sinais de hostilidade e depressão do que o grupo das mulheres que apenas tomaram o multivitamínico.

*Sawada, T. & Yokoi, K., Effect of zinc supplementation on mood states in young women: a pilot study, European Journal of Clinical Nutrition Vol. 64, Issue 3, págs. 331–333, Março 2010 (LINK)

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5) Alongamentos pré-treino não prejudicam performance.

Havia suspeitas de que alongar antes da prática de determinada actividade física poderia diminuir a performance. Como tal, um grupo de cientistas propôs-se testar essas suspeitas avaliando 10 indivíduos de meia-idade (6 homens e 4 mulheres) pertencentes a uma escola de artes marciais.

Os cientistas observaram que, para além de não prejudicar o desempenho físico, os alongamentos aumentam o equilíbrio. É aconselhado que alongue antes de qualquer exercício físico, de maneira a preparar os seus músculos para o treino que se segue.

*Handrakis, J. et. al., Static Stretching Does Not Impair Performance in Active Middle-Aged Adults, The Journal of Strength and Conditioning Research Vol. 24, Issue 3, págs. 825-830, Março 2010 (LINK)

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6) Treino em plataforma vibratória desenvolve salto.

A plataforma vibratória tem ganho alguma popularidade nos ginásios. Alguns relatos científicos indicaram que o treino em plataformas vibratórias aumentam a força e a resistência em indivíduos com pouca preparação física. Agora, um estudo sugere que o salto pode também ser melhorado através desta ferramenta.

Os voluntários participaram numa sessão de apenas 5 minutos em cima da plataforma vibratória, duas vezes por semana durante um total de 6 semanas. No final do estudo, os cientistas registaram um aumento significativo do salto vertical nos indivíduos que praticaram em cima da plataforma vibratória.

*Wyon, M. & Guinan, D. & Hawkey, A., Whole-Body Vibration Training Increases Vertical Jump Height in a Dance Population, The Journal of Strength and Conditioning Research Vol. 24, Issue 3, págs. 866-870, Março 2010 (LINK)

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7) Quer perder peso rapidamente? Que tal praticar judo?

Com o intuito de descobrir se o judo é um desporto que possibilita a rápida perda de peso, um grupo de investigadores questionou 822 atletas (607 masculinos, 215 femininos). Os entrevistados referiram que o judo possibilitou perdas de massa gorda entre 2% a 10%. Os investigadores concluíram que o judo é um desporto onde se pode verificar rápidas perdas de peso, que varia de acordo com o nível e exigência da competição.

*Artioli, G. et. al., Prevalence, Magnitude, and Methods of Rapid Weight Loss among Judo Competitors, Medicine & Science in Sports & Exercise Vol. 42, Issue 3, págs. 436-442, Março 2010 (LINK)


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Doenças cardíacas neles e nelas – as diferenças

9 de Março de 2010

É muitas vezes dito e provavelmente é verdade: os problemas de coração afectam os homens e as mulheres de forma diferente. A investigação médica tem confirmado a existência de diferenças importantes no que toca a problemas do coração, apesar de também existirem as normais semelhanças.

Riscos diferentes

Tabaco

O tabaco é a principal causa de problemas associados ao coração, tanto para homens como para mulheres. No entanto, em mulheres que estejam a tomar pílulas contraceptivas, o tabaco aumenta consideravelmente o risco de sofrer um ataque cardíaco ou uma trombose.

Colesterol

Níveis de colesterol LDL (o mau colesterol) acima de 130 mg/dl (miligramas por decilitro) representam um risco maior para os homens do que para as mulheres. Já níveis de colesterol HDL (bom colesterol) abaixo dos 50 mg/dl são vistos como piores para as mulheres. Elevados níveis de triglicerídeos (acima de 150 mg/dl) também são mais preocupantes para o sexo feminino.

Elevada tensão arterial

Até à idade de 45 anos, a percentagem de homens com elevada tensão arterial é maior do que a das mulheres. A partir dos 45, a percentagem das mulheres com esta condição começa a subir até que, por volta dos 70, acabam por ultrapassar os homens.

Inactividade

A experiência empírica e as estatísticas dizem que os homens praticam mais actividade física do que as mulheres. Uma vida sedentária durante a juventude pode ter repercussões negativas no futuro.

Excesso de peso

Um peso acima da média é um factor que contribui para a proliferação de doenças cardíacas. No entanto, mais importante do que saber quanto marca a balança, é saber onde se localiza esses quilos extra. A gordura abdominal, que liberta substâncias que interferem com a actividade da insulina e promovem a produção do mau colesterol, é mais tóxica do que gordura extra nas ancas.

Diabetes

Tanto para homens como para mulheres, a diabetes mais que duplica o risco de desenvolver problemas do coração. No entanto, esta tendência é maior na classe masculina.

Síndrome metabólica

Possuir 3 dos 5 sintomas de síndrome metabólica – obesidade abdominal, elevada tensão arterial, níveis elevados de triglicerídeos, baixo bom colesterol e elevado açúcar no sangue ou resistência à insulina – é pior para a mulher do que para o homem. Debaixo destas condições, o risco de contrair uma ataque cardíaco fatal é 3 vezes maior nas mulheres, sendo que as probabilidades de desenvolver diabetes é também 10 vezes maior. A combinação de uma cintura demasiado larga e altos níveis de triglicerídeos é especialmente tóxico para as mulheres.

Factores de riscos psicossociais

Ainda se estuda a ligação que o coração tem com a cabeça na área das doenças cardíacas, no entanto, já existe uma boa quantidade de evidências que indicam que certos factores contribuem para esta condição: stress crónico, depressão e falta de apoio social. No que toca a este ponto, nenhum sexo sai mais prejudicado que o outro, mas a investigação indica que certos factores são mais predominantes nos homens e outros nas mulheres.

No stress, a medida é igual para ambos os sexos. No que concerne à depressão, as mulheres estão duas vezes mais sujeitas a entrarem neste estado do que os homens. É do conhecimento empírico que as mulheres sofrem mais emocionalmente do que os homens. Relativamente ao apoio social, os dados sugerem que o sexo masculino é mais afectado pela falta de apoio e integração social – especialmente depois da reforma – do que as mulheres.



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