Archive for the ‘Exercício físico’ Category

Nadar em água gelada faz mal ao coração?

31 de Agosto de 2011

Questão enviada por um cliente Prozis:

Passo parte de cada Verão em Espinho. Uma das coisas que adoro fazer é nadar no oceano uns 20 a 30 minutos. A água é fria, mas não me importo. Tenho quase 80 anos. A minha válvula mitral foi operada há cinco anos e os meus batimentos cardíacos são por vezes irregulares. Os meus mergulhos em água fria são bons para o coração?

Nadar é um excelente exercício para o coração, artérias, pulmões e músculos. Se gosta de tomar banho em água fria e o faz há algum tempo sem efeitos negativos então provavelmente não terá qualquer problema no futuro. Mas a sua questão preocupa-nos por dois motivos. O corpo humano está adaptado para a vida em terra seca e para a pressão descendente da gravidade. Submergir o corpo em água aperta o sangue das extremidades para o peito.

Isto faz com que o coração trabalhe mais fortemente e aumenta a pressão sanguínea. Suster a respiração e pôr a cara debaixo de água faz o coração abrandar e aumenta a pressão sanguínea. Esta reacção, comummente apelidada de bradicardia, é um fenómeno muito estudado. Não requer necessariamente profundidade – a bradicardia e um aumento da pressão sanguínea podem ocorrer quando a face é imersa na água mesmo à superfície, como acontece quando se nada.

A água fría é a nossa outra preocupação. O choque causado pela água fria contra a pele estimula uma reacção de luta ou fuga. As glândulas adrenais bombeiam epinefrina (adrenalina) extra e outras hormonas de stress. Elas fazem com que os vasos sanguíneos que fornecem a pele se comprimam. Isto conserva o calor, mas envia ainda mais sangue para o peito, sobrecarregando o coração.

Epinefrina extra também tende a perturbar o ritmo constante do coração. Isto normalmente não é um problema em pessoas com um coração saudável, mas pode ser problemático para quem tenha tendência para arritmias. Para além disso, quanto mais fria a água for mais forte será a reacção, potencialmente conduzindo a um batimento cardíaco mais baixo e a uma pressão cardíaca maior.

Mas só porque algo pode dar mau resultado não significa que isso acontecerá. No seu caso parece que se está a dar bem com a natação em água fria, por isso não vamos aconselhá-lo a parar. Vamos, no entanto, sugerir-lhe que nade sempre com alguém que o possa socorrer e fazer-lhe reanimação cardiorespiratória.

Também lhe recomendamos que esteja sempre alerta para sinais de redução do batimento cardíaco ou arritmia, como sentir-se desmaiar ou reparar em batimentos irregulares ou em falta, e sair imediatamente da água se algo desse género acontecer.



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Hábitos saudáveis para uma vida saudável

7 de Setembro de 2010

Enquanto o elixir da juventude eterna não é inventado, há certos hábitos que, se seguidos com algum zelo, podem atrasar o envelhecimento e dar-lhe mais anos de vida.

1) Boa alimentação.

Não é por acaso que colocamos este tópico em primeiro lugar. Uma alimentação saudável é a base de uma vida saudável. As vitaminas e os minerais presentes nos alimentos são essenciais para que o seu organismo se desenvolva de forma sadia e esteja apto a defender-se contra os invasores. Deve consumir legumes e frutas todos os dias.

Coma 5-6 vezes por dia com espaços de 3 horas, sensivelmente. Isso faz com que o cérebro não desacelere o metabolismo (para poupar energia devido à falta de alimento), impedindo o acumulo de gordura, principalmente na região abdominal.

2) Pratique exercício físico.

Quer você tenha 9 ou 90 anos, abundante evidência científica mostra que praticar exercício físico traz grandes benefícios para a nossa saúde e bem-estar. Dedicar 30 minutos diários a uma actividade física de intensidade moderada pode ajudá-lo a evitar uma série de problemas graves como doenças de coração, diabetes, depressão, alzheimer, obesidade, lesões nas artérias, etc.

3) Dormir nas horas adequadas.

Durante o sono ocorrem vários processos metabólicos que, se alterados, podem afectar o equilíbrio de todo o organismo a curto, médio e, mesmo, a longo prazo. Diversos estudos mostram que os indivíduos que dormem menos horas do que as recomendadas têm menor vigor físico, envelhecem mais depressa e estão mais propensos a ter variados problemas, entre os quais infecções, obesidade, hipertensão, diabetes e doenças cardiovasculares.

Espreguice-se ao sair da cama. Desta forma alonga os músculos, que estiveram relaxados muito tempo, activando a circulação e prevenindo dores e lesões musculares.

4) Deixar de lado o cigarro.

Actualmente sabe-se que mais de 50 doenças estão associadas ao consumo de tabaco, entre as quais se destacam as doenças de coração e dos pulmões. Para deixar de fumar, ajuda beber muita água ao longo do dia.

5) Proteger a pele do sol.

Este acto previne o envelhecimento precoce da pele, bem como o aparecimento de rugas e manchas. Os raios ultravioleta provocam a degeneração do colagénio, deixando a pele flácida. É, por isso, importante colocar protector solar nas partes do corpo expostas ao sol, não só no Verão mas em todos os dias quentes do ano.

6) Escovar os dentes.

O ideal seria fazê-lo após cada refeição, por mais pequena que esta seja. Se não for possível, pelo menos três vezes ao dia (de manhã e após as 2 grandes refeições).

7) Fazer checkups com regularidade.

Este bom hábito permite que doenças como hipertensão , diabetes e cancro sejam detectadas a tempo de serem tratadas com eficácia. Por exemplo, quem faz o exame de papanicolau anualmente diminui em mais de 90% o risco de desenvolver cancro do útero.

8 ) Dar importância aos relacionamentos.

Diversos estudos sociais mostraram que os relacionamentos são bastante importantes no desenvolvimento saudável da pessoa, tanto físico como mental. Viver rodeado de amigos faz bem à saúde. Manterá a depressão e a ansiedade bem longe e terá melhor capacidade de raciocínio.

9) Saber ouvir o corpo.

Se estiver com sede, beba. Se estiver com fome, coma (bem, de preferência). Se estiver cansado, descanse. Se tiver vontade de ir à casa de banho vá, não aperte. Tenha cuidado com a higiene pessoal. É importante conhecer os limites do seu corpo.



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Melhore a saúde dos seus ossos com exercício físico

18 de Julho de 2010

Um grupo de investigadores avaliou a saúde dos ossos de 49 raparigas entre os 9 e os 13 anos de idade. Vinte e seis raparigas tinham praticado ginástica rítmica pelo menos 2 anos e as restantes 23 apenas tinham tido educação física na escola. Os investigadores registaram que as raparigas que tinham praticado ginástica rítmica apresentavam maior densidade óssea e tinham ossos mais fortes do que as restantes [*1].

Uma tese de pós-graduação da Academia de Sahlgrenska da Universidade de Gotemburgo, na Suécia, encontrou uma forte relação entre a prática de exercício físico e ossos fortes e saudáveis [*2]. Os cientistas analisaram os registos médicos dos ossos e os hábitos de exercício de um grupo de 3200 homens. Regra geral, os indivíduos activos possuíam maior densidade óssea do que aqueles que nunca praticam desporto.

Os cientistas avaliaram, também, 360 indivíduos do sexo masculino que já tinham praticado desporto mas entretanto cessaram a actividade. Os cientistas descobriram que mesmo aqueles que já tinham deixado de treinar há mais de 6 anos tinham ossos mais largos e grossos do que aqueles que nunca praticaram desporto.

Outra análise de 500 homens de 75 anos, escolhidos aleatoriamente, mostrou que os que em tempos treinaram 3 ou mais vezes por semana entre os 10 e os 30 anos de idade tinham uma maior densidade óssea do que os que levaram uma vida sedentária neste período de tempo.

Estes dois estudos mostram que o problema da osteoporose, que em Portugal causa cerca de 40 mil fracturas por ano, pode ser travado através da prática de exercício físico [*3]. É aconselhado que os adolescentes e os jovens se envolvam desde cedo em actividades desportivas extra-curriculares.

Produtos Prozis para a saúde dos ossos:


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REFERÊNCIAS OU NOTAS:
[*1] – Tournis, S. et. al., Effect of Rhythmic Gymnastics on Volumetric Bone Mineral Density and Bone Geometry in Premenarcheal Female Athletes and Controls, The Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism, Abril 2010 (LINK)
[*2]Those who exercise when young have stronger bones when they grow old, The Sahlgrenska Academy of the University of Gothemburg, Abril 2010 (LINK)
[*3] – Osteoporose, Portal da Saúde do Ministério da Saúde (LINK)


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Exercícios de musculação caseiros para iniciantes ou idosos

29 de Junho de 2010

Se você nunca levantou pesos em toda a sua vida (para além dos sacos das compras), por que razão haveria de começar agora? A resposta é simples: com o avançar da idade, e principalmente depois dos 40, o tecido muscular, a densidade dos ossos e a força diminuem. Esta queda natural será menos sentida nas pessoas que tenham, ao longo da sua vida, praticado exercício físico e musculação. Aqui está a razão!

As debilidades mencionadas no parágrafo anterior abrem as portas a acidentes e lesões que podem atrapalhar a sua vida. O treino de musculação é a forma mais eficaz de atrasar e possivelmente até reverter estas debilidades.

Benefícios dos exercícios de musculação

O enfraquecer dos músculos afecta o corpo de várias maneiras. Músculos fortes aproveitam o oxigénio e os nutrientes da corrente sanguínea de forma muito mais eficiente do que se os seus músculos forem fracos. O que isto significa é que qualquer actividade física exigirá menos trabalho cardíaco e, por conseguinte, colocará menos tensão no seu coração.

Músculos fortes ajudam o corpo a manter-se sensível à insulina, que ajuda as células a retirar o açúcar do sangue. O que isto quer dizer é que músculos fortes ajudam a controlar a diabetes tipo 2.

Por sua vez, músculos débeis tornam difíceis simples tarefas como limpar, ir às compras, subir escadas, etc. Também o equilíbrio e a coordenação serão afectados negativamente. Não será, portanto, surpreendente o facto de que, a partir dos 65 anos, uma em cada três pessoas reporta quedas. Por sua vez, uma em cada vinte destas quedas resulta em fractura de algum osso (principalmente da anca, do pulso ou da perna).

Boas notícias: pode começar a prevenir esta situação ainda hoje sem sair de casa

O Logon indica-lhe três simples exercícios que podem ser realizados em sua casa e que exercitarão alguns dos principais grupos musculares: peito, braços, glúteos e pernas. Apenas precisará de uma cadeira e de disposição.

Nota: estes exercícios são para principiantes, pelo que poderão ter pouco efeito em indivíduos já treinados. Estes atletas deverão dedicar-se a exercícios de musculação mais exigentes. Consultem os nossos exercícios de musculação.

Exercícios simples de musculação


Elevação dos braços

Método de execução: Sente-se numa cadeira e coloque as mãos nos apoios. Toda a planta dos pés deve estar pousada no chão e a sua coluna deve estar sempre erecta. Levante ligeiramente as nádegas da cadeira o máximo que conseguir, até ficar com os braços todos esticados.

Regresse lentamente à posição inicial. Faça 3 sets de 8 a 12 repetições.

Elevação do corpo

Método de execução: Sente-se numa cadeira e coloque as mãos nos apoios. Toda a planta dos pés deve estar pousada no chão e a sua coluna deve estar sempre erecta. Fazendo pressão nos braços, eleve o tronco e as coxas o máximo que conseguir.

A diferença deste exercício em relação ao anterior reside no maior contributo dos braços. Ao contrário do exercício de elevação dos braços, em que os pés também ajudam ao movimento, neste exercício a força deve provir praticamente apenas dos braços.

Regresse lentamente à posição inicial. Faça 3 sets de 8 a 12 repetições.

Panturrilha em pé

Método de execução: Coloque-se atrás da cadeira com as mãos em cima do encosto. Toda a planta dos pés deve tocar o solo. Levante apenas a parte da frente dos seus pés, de maneira a ficar em bicos de pés o mais alto que conseguir.

Regresse lentamente à posição inicial. Faça 3 sets de 8 a 12 repetições.



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Nutrição em Destaque (Maio 2010) – Saúde

8 de Junho de 2010

Nutrição em Destaque é a crónica mensal do Logon onde são destacados os estudos mais significativos publicados nos jornais científicos dedicados à Nutrição Desportiva e Ciências do Desporto.

Estes são os destaques de Maio de 2010 na área da Saúde:
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1) Dormir menos de seis horas por noite aumenta probabilidade de morte prematura.

Segundo um estudo publicado no jornal SLEEP, as pessoas que dormem menos de seis horas por noite têm mais 12% de probabilidade de morte prematura, em relação às que dormem entre seis e oito horas. No entanto, a privação de sono não é o único factor que pode contribuir para uma morte prematura. Um sono regularmente muito longo, mais de nove horas por noite, pode também representar fonte de preocupação. Segundo os investigadores, dormir muito não aumenta, por si só, o risco de mortalidade mas pode ser o sintoma de uma doença grave e potencialmente mortal.

O estudo baseou-se nos resultados de 16 investigações conduzidas na Grã-Bretanha, Estados Unidos e outros países europeus e da Ásia. Ao todo participaram 1,3 milhões de pessoas, seguidas durante 25 anos.

Um outro estudo, que também atentou para as horas de sono das pessoas, descobriu que apenas uma noite mal dormida pode levar o organismo da pessoa à condição de resistente à insulina. Esta condição caracteriza-se pela incapacidade do corpo em produzir insulina suficiente (hormona responsável pela regulação dos níveis de açúcar no sangue) e é uma das componentes da diabetes tipo 2.

Neste estudo, os investigadores mediram os níveis de sensibilidade à insulina em 9 voluntários após duas situações: depois de uma noite bem dormida (8 horas, aproximadamente) e depois de uma noite mal dormida (4 horas apenas). Depois da noite mal dormida, o organismo estava menos sensível à circulação de insulina.

*Cappuccio F. et. al, Sleep duration and all-cause mortality: a systematic review and meta-analysis of prospective studies, SLEEP 33(5):585-592, Maio 2010 (LINK)
*Donga, E. et. al., A Single Night of Partial Sleep Deprivation Induces Insulin Resistance in Multiple Metabolic Pathways in Healthy Subjects, The Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism Vol. 95, Nº 6, págs. 2963-2968, Maio 2010 (LINK)
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2) Maus hábitos de higiene dentária contribuem para o desenvolvimento de doenças cardíacas.

Deve-se estar a perguntar o que é que os hábitos de higiene dentária têm a ver com as doenças do coração, mas o certo é que um novo estudo descobriu que os indivíduos que lavam os dentes menos de 2 vezes por dia aumentam as suas probabilidades de desenvolver doenças relativas ao coração.

Os investigadores recolheram dados de 11.000 adultos, registando se eram ou não fumadores, se praticavam ou não exercício físico, quantas vezes lavavam os dentes por dia e com que frequência iam ao dentista.

Descobriram que aquelas pessoas que lavavam poucas vezes os dentes tinham 70% maior probabilidade de desenvolver alguma doença cardíaca, comparado com as pessoas que tinham bons hábitos de higiene dentária. Desta forma, este estudo encontrou uma relação entre as doenças da gengiva e o risco de contrair doenças cardíacas.

*Oliveira, S. & Watt, R. & Hamer, M., Toothbrushing, inflammation, and risk of cardiovascular disease: results from Scottish Health Survey, British Medical Journal 340:c2451, Maio 2010 (LINK)
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3) Vida sedentária aumenta probabilidade de morrer devido a doenças cardíacas.

Desporto é vida, assim se costuma dizer. Esta expressão não é apenas um mero cliché! É a verdade! Um grupo de investigadores avaliou a relação entre dois comportamentos sedentários (conduzir e ver televisão) e casos mortais derivados de doenças cardíacas. Para isso, recolheram informações de 7.744 homens (entre os 20 e os 89 anos de idade) a respeito de quanto tempo passavam semanalmente a conduzir e a ver televisão. As informações foram recolhidas em 1982. Em 2003 os cientistas recolheram a folha clínica de todos estes homens, para cruzar dados.

Eles constataram que, durante este período, 377 pessoas perderam a sua vida fruto de doenças cardíacas. Os homens que passavam mais de 10 horas semanais a conduzir tinham 82% maior probabilidade de morrer do coração do que os homens que gastavam menos de 4 horas por semana nesta tarefa. Aqueles que gastavam mais de 23 horas distribuídas entre conduzir e ver televisão apresentavam 64% maior probabilidade de morrer do coração do que os que gastavam menos de 11 horas.

Nas suas conclusões, os cientistas advertiram que é essencial promover esforços no sentido de enfatizar a necessidade de praticar exercício físico, de modo a reduzir potenciais casos de doenças cardíacas.

*Warren, T. et. al., Sedentary Behaviors Increase Risk of Cardiovascular Disease Mortality in Men, Medicine & Science in Sports & Exercise Vol. 42 – Issue 5, págs. 879-885, Maio 2010 (LINK)
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Outros destaques:

4) Exercício físico ajuda no tratamento de pacientes com cancro da próstata ou da mama.

*Exercise May Keep Cancer Patients Healthier During, After Treatment, ScienceDaily, Maio 2010 (LINK)

5) Excesso de álcool aumenta risco de desenvolver cancro do pâncreas.

*Gupta, S. et. al, Risk of pancreatic cancer by alcohol dose, duration, and pattern of consumption, including binge drinking: a population-based study, Cancer Causes & Control 10.1007/s10552-010-9533-6, 2010 (LINK)


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Nutrição em Destaque (Maio 2010) – Desporto

4 de Junho de 2010

Nutrição em Destaque é a crónica mensal do Logon onde são destacados os estudos mais significativos publicados nos jornais científicos dedicados à Nutrição Desportiva e Ciências do Desporto.

Estes são os destaques de Maio de 2010 na área do Desporto e exercício físico:
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1) Velocidade do remate afectada pelos repetidos “sprints” exigidos aos praticantes de pólo aquático.

Os “sprints” são um componente central nas competições de pólo aquático. Devido à sua forte exigência física, um grupo de investigadores quis analisar se a velocidade e a pontaria do remate de um jogador de pólo aquático é afectada negativamente depois de repetidos sprints.

Onze jogadoras de pólo aquático com idade média de 19 anos foram divididas em dois grupos. O grupo de controlo executou 10 remates da linha de 5m, espaçados por um período de descanso de 35 segundos. De modo a avaliar a pontaria, os remates visaram um determinado alvo na baliza. As atletas do outro grupo também executaram um remate à baliza nas mesmas condições mas, ao contrário do 1º grupo, fizeram um sprint entre cada remate. O sprint consistiu nadar desde a linha dos 2m até ao meio campo e depois regressar à linha de 5m para executar o remate.

Os cientistas constataram que a velocidade do remate das atletas que não fizeram os sprints era significativamente maior do que as que fizeram (3,13 milhas por hora (mph) e 2,76 mph, respectivamente). A nível da pontaria não se registaram diferenças significativas. Os cientistas deixaram um aviso aos treinadores: os treinos devem incorporar sprints repetidos, de maneira a simular as condições dos jogos.

*Stevens, H. et. al., Effect of swim sprints on throwing accuracy and velocity in female collegiate water polo players, The Journal of Strength and Conditioning Research 24(5): 1195-1198, Maio 2010 (LINK)
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2) Massagens antes das competições prejudicam desempenho.

É prática comum de alguns clubes massajar os seus atletas antes das competições. Fazem-no com o intuito de estimular os músculos e, por conseguinte, aumentar o rendimento dos atletas. Um investigador decidiu verificar se as massagens antes da competição realmente aumentam o desempenho.

Vinte desportistas treinados foram colocados em 3 grupos. Os atletas foram submetidos a um destes procedimentos: 1) massagem pré-competição, 2) aquecimento normal ou 3) massagem pré-competição + aquecimento normal. Foram massajados os músculos que trabalham no sprint. Depois do procedimento, executaram um sprint de 20 metros.

O investigador verificou que a velocidade do sprint dos atletas que receberam apenas a massagem foi menor do que a dos restantes atletas. Entre o grupo dos atletas que fizeram um aquecimento normal e aqueles que combinaram o aquecimento com a massagem não houve nenhuma diferença significativa. Perante isto, foi concluído que a prática da massagem antes da competição não tem efeitos visíveis no que toca à velocidade do sprint e, como tal, não se justifica.

*Fletcher, I., The effects of precompetition massage on the kinematic parameters of 20-m sprint performance, The Journal of Strength and Conditioning Research 24(5): 1179-1183, Maio 2010 (LINK)
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3) Alongamentos entre séries de supino diminuem velocidade de execução.

Entre outras coisas, os alongamentos previnem lesões por sobrecarga e ajudam a repor o equilíbrio entre os músculos agonistas e antagonistas. Por essa razão, alguns bodybuilders alongam os músculos entre cada série de repetições. Um grupo de investigadores decidiu avaliar se esta prática tem algum efeito na execução do supino.

Vinte jovens estudantes executaram 2 séries seguidas de supino em 3 dias diferentes. Entre as séries, alguns deles fizeram alongamentos estáticos, outros alongamentos dinâmicos e outros não fizeram nenhum tipo de alongamento. Os cientistas verificaram que os alongamentos estáticos reduziram significativamente a velocidade de levantamento do haltere na segunda série.

Concluíram, portanto, que nas situações onde a velocidade de execução do exercício é importante (como em treinos específicos de adaptação), os alongamentos estáticos entre as séries devem ser evitados ou substituídos por alongamentos dinâmicos.

*García-López, D et. al., Interset stretching does not influence the kinematic profile of consecutive bench-press sets, The Journal of Strength and Conditioning Research 24(5): 1361-1368, Maio 2010 (LINK)
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4) Protector bucal não interfere negativamente com a respiração.

O protector bucal é um objecto que reduz o risco de lesões nos dentes, gengivas e lábios. Estrelas do desporto como Cristiano Ronaldo e Tiger Woods utilizam-no nas competições. No entanto, muitos atletas não o usam com receio que o mesmo atrapalhe a respiração e, por conseguinte, a performance. Foi com o intuito de confirmar a validade deste receio que um grupo de investigadores avaliou os efeitos do protector bucal na respiração de atletas femininos.

Onze jovens mulheres desempenharam 3 testes de esforço de máxima intensidade em alturas diferentes. Algumas delas utilizaram um protector bucal. Durante e depois do exercício foram medidos os seguintes factores: ritmo cardíaco, nível de esforço percebido, consumo de oxigénio e ventilação pulmonar. Os cientistas não registaram diferenças relevantes nos parâmetros avaliados entre as mulheres que usaram protector bucal e as que não usaram. Como tal, concluíram que os atletas podem usar esta ferramenta sem receio de efeitos negativos na performance.

*Rapisura, K. et. al., Physiological variables and mouthguard use in women during exercise, The Journal of Strength and Conditioning Research 24(5): 1263-1268, Maio 2010 (LINK)
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5) Para recuperar, nada melhor do que exercícios na piscina.

Uma equipa de cientistas comparou a eficiência de três diferentes métodos de recuperação muscular pós-treino: exercícios de baixa-intensidade na piscina, electroestimulação e recuperação passiva (sentar-se e descansar). Foram avaliados os efeitos a nível fisiológico (consumo de oxigénio, concentração sanguínea do lactato e percentagem de saturação de hemoglobina nos músculos), psicológico (níveis de esforço percebido, dores musculares e recuperação) e da performance.

Oito homens desempenharam um teste de corrida duas vezes por dia, em três dias diferentes. Após os testes, os homens foram sujeitos a um dos três diferentes métodos de intervenções mencionados no parágrafo anterior. Os resultados mostraram que os exercícios na água (60%) e a electroestimulação (40%) foram as intervenções pós-treino que se revelaram mais eficientes a nível da recuperação muscular.

*Cortis, C. et. al., Effects of Post-Exercise Recovery Interventions on Physiological, Psychological, and Performance Parameters, International Journal of Sports Medicine 2010; 31(5): 327-335, Maio 2010 (LINK)
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Outros destaques:

- Exercício físico diminui casos de mortalidade provocados por cancro do pulmão.

*Xuemei, S. et. al., Influence of Cardiorespiratory Fitness on Lung Cancer Mortality, Medicine & Science in Sports & Exercise Vol. 42 – Issue 5 – págs. 872-878, Maio 2010 (LINK)

- Exercício físico regular atrasa envelhecimento das células.

*Puterman, E. et. al., The Power of Exercise: Buffering the Effect of Chronic Stress on Telomere Length, PLoS ONE 5(5): e10837. doi:10.1371/journal.pone.0010837, Maio 2010 (LINK)


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Exercício físico – O segredo para uma saúde de ferro (Parte 2)

18 de Março de 2010

(Ver Parte 1, para melhor compreensão)

Combater as doenças através de actividade aeróbica

O exercício aeróbico é o centro de qualquer plano de fitness. Quase toda a investigação realizada em torno desta actividade e dos benefícios da mesma para a saúde física destaca a actividade cardiovascular, o que inclui caminhar, fazer jogging e praticar natação ou ciclismo. Se está a começar, os especialistas recomendam uma intensidade moderada na prática de exercícios aeróbico. À medida que o tempo passe, vá aumentando gradualmente a intensidade.

Proteger os ossos com treino de força

O treino de força ou de resistência, como exercícios com bandas elásticas e a utilização de máquinas de musculação, são importantes para construir músculo e proteger os ossos. Os ossos perdem cálcio e enfraquecem com a idade. Este tipo de treino pode ajudar a atrasar este processo e algumas vezes até reverter esta tendência.

O treino de força ou resistência não o faz apenas sentir-se melhor mas também pode resultar num melhor desempenho nas actividades diárias, como subir escadas ou carregar sacos de compras. Músculos fortes também significam maior mobilidade e equilíbrio e, por conseguinte, um risco menor de contrair alguma lesão.

Minimize a dor de costas com exercícios de flexibilidade

Treinos de flexibilidade ou alongamentos é o terceiro componente de um plano de treino equilibrado. Os músculos têm tendência a ficar mais pequenos e menos robustos com a idade. Fibras musculares fracas e frágeis tornam-no mais vulnerável a lesões, dores de costas e stress. Desempenhar regularmente exercícios que isolem e alonguem as fibras elásticas à volta dos músculos e dos tendões podem neutralizar este processo. Os alongamentos melhoram a sua postura e equilíbrio.

Previna quedas com exercícios de equilíbrio

O equilíbrio tem tendência a perder-se com o tempo. Desempenhar com frequência exercícios de equilíbrio é uma das melhores maneiras de se proteger contra quedas, que levam a uma incapacidade temporária. Os exercícios de equilíbrio levam apenas alguns minutos e muitas vezes podem enquadrar-se nos seus exercícios de aquecimento. Muitos deles até se encontram presentes em modalidades como o tai chi, ioga ou pilates. Outro meio de executar exercícios de equilíbrio é através do recurso à bola suíça.



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Exercício físico – O segredo para uma saúde de ferro (Parte 1)

15 de Março de 2010

Quer você tenha 9 ou 90 anos, abundante evidência científica mostra que praticar exercício físico traz grandes benefícios para a nossa saúde e bem-estar.

Milhões de pessoas por todo o mundo não fazem sequer o mínimo de exercício físico recomendado por semana (que representa queimar entre 700 a 1000 calorias através de actividade física). É um grave erro, pois está mais que provado que, para além de trazer benefícios para a saúde, a prática regular de exercício físico também aumenta o humor.

Dedicar 30 minutos diários a uma actividade física de intensidade moderada pode ajudá-lo a evitar uma série de problemas graves como doenças de coração, diabetes, depressão, alzheimer, obesidade, lesões nas artérias, etc. Exercício feito de forma regular pode, inclusive, ajudá-lo a dormir melhor, reduzir o stress, controlar o seu peso, melhorar o seu estado de espírito, a sua capacidade de raciocínio e até a sua vida sexual.

Um bom plano de treino deve levar em conta 4 componentes: actividade aeróbica, treino de força, treino de flexibilidade e exercícios de equilíbrio. Cada uma delas trabalha diferentes partes do seu corpo.

Resumindo, o exercício pode:

- reduzir as chances de contrair uma doença cardiovascular. Para pessoas que já sofrem de doenças do coração, o exercício físico pode reduzir a probabilidade de morrer dessa causa;

- reduzir o risco de desenvolver hipertensão ou diabetes;

- reduzir o risco de desenvolver cancro do cólon e outros tipos de cancro;

- aumentar o seu estado de espírito, humor e capacidade de raciocínio;

- manter os seus ossos e tendões fortes e saudáveis;

- ajudá-lo a manter um peso constante e saudável;

- ajudá-lo a manter a sua independência nos últimos anos da sua vida, ou seja, reduzir a necessidade do cuidado de terceiros.

Veja na Parte 2 os tipos de exercícios adequados a determinadas partes do corpo.



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Além de despertar os músculos e os sentidos, esta prática ajuda a diminuir a ansiedade (e a fome voraz!),...

Exercício físico aumenta desempenho cognitivo

23 de Fevereiro de 2010

O exercício físico pode ser um instrumento importante para optimizar o processo de aprendizagem, o desempenho cognitivo, assim como a prevenção de certas doenças. Foi essa a conclusão de um estudo recente publicado na Proceedings of the National Academy of Sciences.

Não é novidade nenhuma que o exercício faz bem à saúde. O que agora nós sabemos é que a actividade física está directamente associada ao coeficiente de inteligência (QI).

O estudo foi realizado com 1 milhão e 200 mil homens (1.200.000) suecos nascidos entre 1950 e 1976 e que realizaram serviços militares. Estes homens foram analisados quando entraram no exército, com testes físicos e psicológicos. O objectivo destes testes era avaliar o QI. Os investigadores notaram uma ligação entre uma boa saúde física e melhores resultados nos testes de QI [*1].

Segundo eles, a ligação mais forte está ao nível do raciocínio lógico e compreensão verbal. Os cientistas salientaram, no entanto, que é a boa condição física, e não a força, que exerce influência sobre os resultados. “O bom estado físico significa que a capacidade cardíaca e dos pulmões está boa, o que significa que o cérebro recebe bastante oxigénio”, diz Michael Nilsson, porta-voz da equipa de cientistas.

Também provámos que os jovens que melhoram a condição física entre os 15 e 18 anos aumentam a performance cognitiva“, explicou a investigadora Maria Åberg. “Sendo este o caso, a educação física é uma matéria que tem um papel muito importante nas escolas, e é absolutamente necessária para melhorar em matemática e outras matérias teóricas“, concluiu.

Também foram comparados os resultados dos testes de condição física durante o serviço militar obrigatório com o estado sócio-económico durante a idade adulta. Foi observado que aqueles que tinham um bom estado físico aos 18 anos eram mais propensos a seguir os estudos no ensino superior.
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REFERÊNCIAS OU NOTAS:
[*1]Cardiovascular fitness is associated with cognition in young adulthood, PNAS Vol. 106 Nº 49 – 20906-20911, Dezembro 2009 (LINK)


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Breve e intenso para o coração

26 de Janeiro de 2010

Segundo uma pesquisa recente da Universidade McMaster, corridas de curta distância e de grande velocidade (sprints) – que se sabe que beneficiam músculos e aumentam o rendimento – podem melhorar a função e a estrutura dos vasos sanguíneos, em determinadas artérias que levam sangue aos nossos músculos e corações.

O estudo, liderado pelo doutorando em cinesiologia Mark Rakobowchuk, está publicado online no American Journal of Physiology. As descobertas apoiam a ideia de que podemos usar formas de exercício de rápida e alta intensidade e alcançar os mesmos benefícios para a saúde cardiovascular conseguidos com o exercício de longa duração e de intensidade moderada [*1].
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REFERÊNCIAS OU NOTAS:
[*1]Sprint interval and traditional endurance training induce similar improvements in peripheral arterial stiffness and flow mediated dilation in healthy humans, American Journal of Physiology – Regulatory, Integrative and Comparative Physiology, Abril 2008 (LINK)


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